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As melhores leituras de 2013

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Um ano com poucas ou muitas leituras sempre rende algumas “daquelas leituras”. As que vão te envolver mais facilmente, as que vão dizer muito sobre você, ou as que vão tocar no âmago do seu “eu”. 2013 foi um ano pouco rentável pra nossa equipe, mas nem por isso deixamos de elencar nossos 03 melhores livros lidos neste ano e explicar porque o são, ou pelo menos tentar, porque, como dizem por aí, nunca conseguiremos dizer tudo o que desejamos sobre uma obra que possui um lugar especial no nosso coração. Confira:


Devo confessar que os meios aos quais tenho me inserido nos últimos meses fizeram irromper em mim a ânsia por leituras que há muito venho adiando. E ler Cem Anos de Solidão foi uma dessas gratas influências, que me arrastou para os cenários de Macondo para acompanhar, ao lado da matriarca dos Buendía, a saga de uma estirpe condenada à solidão.
Apesar de suas quase 500 páginas, a leitura flui facilmente e você se vê envolvido já nas primeiras páginas. Cem Anos de Solidão é o tipo de obra em que você vai sentir agonia quando Rebeca come terra compulsivamente, dor por ver José Arcadio Buendía largado embaixo do castanheiro, tristeza pela desolação de Aureliano quando perde sua frágil e pueril esposa, e estima por Úrsula, que sustentou a família até os seus mais de 100 anos. García Márquez parece ter escolhido cada palavra com tanto cuidado, porque cada uma tem sua importância na narrativa de realismo fantástico.
Gabo, através de sua narração que ultrapassa os limites da criatividade, consegue fazer reflexões politizadas acerca da sociedade do século XX, além de divertir, emocionar e fazer sonhar.
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Genial. O adjetivo que melhor caracteriza Neil Gaiman e sua mais recente obra, O Oceano no Fim do Caminho. Essencialmente nostálgico, Gaiman narra um dia de volta às memórias na vida de um homem que, ao retornar à casa em que viveu sua infância e encontra, no fim do caminho, a fazenda das Hempstock – outro lugar que o marcou em seus tenros anos –, se vê recordando o passado sentado num banco em frente ao oceano de Lettie, e ali fica até o início da noite.
Um livro curtíssimo – que causou frustração, afinal, queremos sempre mais Gaiman –, mas que entregou tudo o que prometeu. O autor, brilhantemente, usou-se de referências do cotidiano para inserir sua fantasia. O menino protagonista – sem nome, o que achei genial – é o típico aventureiro, receoso e leitor, que questiona tudo o que sua imaginação permite. Por exemplo, numa passagem menciona-se o fato de os adultos só o serem por fora, pois ainda eram crianças por dentro, com seus medos e ilusões.
Além do aspecto reflexivo e crítico, Gaiman carrega sua obra de ação, que começa lentamente com cenas mais leves até atingir o ponto máximo no embate entre o menino e Ursula Monkton. Essa característica de narrativa vagarosa, sem pressa nenhuma, Gaiman faz com maestria, para que seu leitor penetre nos personagens e sorva cada detalhe até o ápice da estória.
O Oceano no Fim do Caminho é a prova de que ainda é possível escrever fantasia sem cair no abismo dos clichês que depredam obras do gênero, e que só vem reforçar – ou relembrar – as razões pelas quais Gaiman é o maior nome da literatura fantástica da atualidade. 
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Ler George Orwell sempre foi uma urgência na minha vida de leitora, e A Revolução dos Bichos foi um acertado primeiro contato. Apesar de ser uma obra que destoe um pouco da narrativa do autor, em relação à linguagem, a obra talvez seja a mais adequada para encarar Orwell pela primeira vez – minha experiência com 1984 me permite afirmar isso. O livro é um “conto de fadas rural” – como o próprio autor o definiu – que narra a vida de luta pelo fim da resignação de um grupo de animais de uma fazenda. Quando Major, um porco velho, sente que sua hora está por vir, compartilha um sonho que teve na noite anterior, com a intenção de libertar os outros animais da fazenda da submissão ao fazendeiro explorador, Sr. Jones. A partir daí, inicia-se a revolução para a derrubada daquela hierarquia abusiva e instauração de uma sociedade igualitária.
A Revolução dos Bichos é uma leitura rápida e fácil, mas carregada de crítica, e disso todo mundo já sabe. Orwell usa-se de uma fábula – com todas as representações de bichos construídas genialmente – para narrar, de certa forma, as condições em que se encontrava a União Soviética nas décadas de 1930-40, quando no comando de Stalin, não democrático, totalitário e que pregava os ideais de um falso socialismo.  
Uma obra que consegue ser atemporal e de importância incalculável à sociedade, que sempre vai nos lembrar que de vez em sempre encontraremos um porco por aí.
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Menções honrosas
Apesar de ter sido um ano de poucas leituras, 2013 também foi um ano de ótimas leituras, por isso, seria injusto e um martírio pra minha consciência leitora se eu não citasse, ao menos, outros três livros que me marcaram de alguma forma.
- Os Sofrimentos de Jovem Werther, que há muito ansiava pela leitura, e foi decisivo num momento delicado da minha vida – sem citar o fato de ter sido uma volta à época em que me apaixonei pelo Romantismo, quando no primeiro contato.
- As Vantagens de Ser Invisível, uma obra delicada e que deve ser lida com os olhos da sensibilidade.
- Bubble Gum, o maior e mais prazeroso soco no estômago que levei durante o ano. Lolita Pille ganhou-me já nas primeiras páginas pra me dar um “acorda pra vida” mais à frente da narrativa. 


Falar sobre as principais leituras que me chamaram a atenção em 2013 é um pouco difícil, visto que li alguns livros interessantes. No entanto, escreverei algumas linhas sobre três livros que se destacaram. 


O livro A Ordem do Discurso, de Foucault, enfatiza o lugar dos discursos e dos sujeitos, uma vez que nem tudo pode ser dito por qualquer pessoa ou em qualquer lugar, já que existe uma hierarquia discursiva e certos tabus no que pode ser dito ou não dito. 
Com a leitura desse livro pude perceber como os discursos constituem e como estes agem sobre os sujeitos, uma vez que os discursos estão ligados ao desejo e ao poder. Sendo assim, os indivíduos assumem diferentes identidades e posicionamentos de sujeitos, construindo, desse modo, constantes movimentos, transformando-se de acordo com o tempo e o lugar desse sujeito nos quais estiver inserido. Dessa forma, os discursos constituem os corpos e as instituições os sujeitos.

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A segunda obra que escolhi foi As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis. Esse autor é simplesmente incrível quando se trata do tema envolvendo fantasia. Porém, farei uma delimitação no livro e falarei apenas sobre o discurso religioso presente em todas as sete crônicas. Lewis traz o leão, Aslam, como a personificação de Jesus Cristo. Com toda ideologia da criação do mundo em sua obra, muitas vezes alguns personagens assumem papéis bíblicos.
Há temas relacionados às indiferenças, alegria, à justiça e ao perdão e a questão da irreligiosidade de Susana. Por ter usado a representação antropomórfica de Jesus Cristo, o autor foi avaliado como herege por alguns cristãos e organizações cristãs. De certa forma, Lewis aplicou esse discurso religioso no livro, tendo em vista que ele empregou a temática cristã de passagens bíblicas em histórias ficcionais. Mas como disse o próprio Lewis: "I wrote the books I should have liked to read. That's always been my reason for writing." 
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As vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky vai muito além de um conflito adolescentes, já que o autor traz na temática não só primeiras relações amoras, mas também dramas familiares e novos amigos, sonhos e caminhos.
Chbosky retrata a importância da amizade e principalmente a fuga da vida cotidiana, dando aos personagens a oportunidade de se sentirem infinitos e buscar novos horizontes. Dessa forma, essa obra é a transição da adolescência para a vida adulta, do ensino médio para a faculdade. É, portanto, a busca constante de se encontrar e se firmar como sujeito numa contemporaneidade em pleno movimento. 



Cá estou tentado lembrar como conheci Jogos Vorazes. Tenho certeza de que enganei meus amigos para irmos ao cinema, fingindo que a sessão de outro filme seria justamente na mesma que de THG. Só não poderia imaginei que estaria não apenas vendo um filme distópico cheio de efeitos especiais, mas também o que viria a ser uma das minhas sagas favoritas.
Dado interesse, comprei o livro e comecei a lê-lo (por indicação de, logicamente, Amanda – que era só elogio para o romance de Suzanne Collins). A trama em si nunca me causara tamanha afabilidade com Katniss Everdeen, mas bastou ler alguns capítulos e pronto, já estava encantando com essa jovem durona e destemida.
O livro é uma ótima leitura para quem deseja se aventurar por um mundo pós-guerra onde o governo é o seu opressor. Pode-se dizer que Jogos Vorazes é uma das sagas mais bem escritas para jovens publicadas até hoje, não por seu apelo que foca menos em triângulos amorosos melosos ou o risco de apontar um massacre entre jovens, mas sim pela forma como consegue reter críticas a Capital (nosso governo) e seu controle contra a população. Seríamos nós meras peças nos planos de um perverso e poderoso Presidente? Pode apostar que sim. Outro assunto a ser destacado é o modo como Collins dialoga essa manipulação da mídia, fazendo uma assimilação aos reality-shows (“Survivor” mandou lembranças) com esses apresentadores sarcásticos e divertidos (é o dom de Caeser Flickerman em te fazer rir ou se emocionar). Os diálogos são bem construídos (e não estão só ali para servir de enfeite), assim como seus personagens, e apesar de ter uma narrativa um pouco limitada por ser em 1ª pessoa (tudo acontece pelos olhos de Katniss), nos prende de tal maneira que é impossível não ansiar pelos próximos acontecimentos. Trata-se de um livro para introduzir mesmo a trama, deixando um pouco de lado toda essa parte sócio-política – o pontapé inicial para atrair adolescentes a saírem do modismo de vampiros e ter um olhar mais crítico, mesmo que superficial.
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Depois de se deleitar com o aperitivo que é Jogos Vorazes, nada mais justo do que aproveitar a refeição deliciosa que é Em Chamas. A trama continua envolvente e agora temos em maior âmbito a realidade cruel dos distritos e a superficialidade da Capital. Katniss é o tordo e medidas devem ser tomadas.
Não há dúvidas de que Em Chamas tem um teor político muito maior do que seu antecessor e por isso pode muito bem deixar um pouco todas aquelas emoções dos jogos à parte, tendo um início até que lento quando analisarmos pelo conjunto completo (mas que se dá necessário para nos ambientarmos na situação). Foi uma bela jogada de Collins em trazer os jogos novamente para o enredo, fazendo com que os jovens leitores (injustamente o público-alvo) não se entediem. Contudo, é bom deixar claro como o livro amadurece e traça novas reflexões para nós mesmos. “Lembre-se quem é o verdadeiro inimigo”. Esse pode ser a ponta entre o começo e o final, mas talvez seja o melhor (repleto de momentos incrivelmente aguardados para serem transmitidos nas telonas). É válido ressaltar que a autora se importa em fazer com que seus leitores compreendam sua mensagem, não deixando demasiadas pontas soltas na trama (nós sabemos o que deve acontecer, só não sabemos exatamente como). Quem diz que não gostou ou esperava mais, infelizmente não entendeu a real proposta da saga.
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A autora estreante Veronica Roth se tornou rapidamente a queridinha das listas de best-sellers dos Estados Unidos e não é para menos, Divergente é uma criação que merece reconhecimento. Ela não possui nenhum aprofundamento como Jogos Vorazes (mas calma, ainda estou no primeiro livro), entretanto já mostra novos conceitos de interpretação e se torna plausível a partir do momento em que percebemos como nossa população poderia realmente se dividir em facções.
Roth acerta em cheio em trazer uma trama adolescente em que o foco é simplesmente a iniciação da facção escolhida por Beatrice (ou Tris, para os íntimos). Não falta ação, mistério e nem mesmo romance (para os necessitados). É tudo ainda uma introdução, mas a leitura é tão envolvente que quando você vai perceber já leu mais capítulos – que não são lá muito grandes – do que imaginava. Outro ponto forte da escrita da autora são suas descrições, rápidas e objetivas. As emoções e pensamentos também não se prolongam muito, o que, vide o público-alvo, é um ótimo sinal. Os personagens também são construídos de forma com que nos identifiquemos (embora algumas mortes lá e cá ao longo da trama não nos afetem muito). É um livro despretensioso – à primeira vista – e que pode render bons frutos se suas sequências corresponderem ao enredo forte e centrado na personagem principal. Só espero que não caia naquele típico amor adolescente cheio de drama ou num fraco plot de encerramento. E cá entre nós, todos somos Divergentes!

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A arte imitando a arte: Tatuagens literárias

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A tatuagem já foi usada para identificar bandidos e enfeitar poderosos, para juntar tribos e afugentar inimigos, para mostrar preferências e esconder imperfeições, identificar rebeldes, assumiu a cara da marginalidade, faz parte da história. Hoje a tatuagem é utilizada para expressar o individualismo e a subjetividade.

Tudo nos leva a crer que a arte de marcar o corpo é quase tão antiga quanto a humanidade. A tatuagem ou dermopigmentação é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas pelo mundo. A grande motivação dos cultuadores dessa arte é que é uma obra de arte viva e temporal como a vida.

A tatuagem surgiu como forma de expressão há mais de 3500 anos. Além disso, era utilizada para distinguir indivíduos de uma mesma comunidade tribal. Com o tempo, a tatuagem passou a ser usada para marcar os fatos da vida biológica como o nascimento, a puberdade, a reprodução e a morte.

Perseguida em vários momentos da história, a prática foi banida por decreto papal no século VIII e na Nova York do século XX. Apesar disso, é difícil encontrar alguém que nunca tenha pensado em marcar a pele com essa bela obra de arte.

Hoje as tatuagens deixaram de ser extravagantes e representar subjetividade, palavras, palavras e mais palavras. No contexto atual em que vivemos onde se cultua cada vez mais o indivíduo, pode e tem induzido muitas pessoas a fazer de sua pele um lugar para expor suas ideias, valores ou simplesmente uma vaidade.

Muitas pessoas tem buscado inspiração nos livros para se tatuar. Essas tatuagens podem ser desenhos, frases ou simplesmente um ponto. Por isso, o O Que Vi Por Aí selecionou algumas tatuagens literárias que vão de O Pequeno Príncipe a Fahrenheit 451.

O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince) - Antoine de Saint-Exupéry

Harry Potter - J.K. Rowling

Dom Quixote - Miguel de Cervantes

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

Onde Vivem os Monstros - Maurice Sendak

On the Road - Jack Kerouac

As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky

Trecho do poema "Blue Birds" - Bukowski

1984 - George Orwell

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

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Verbo: palavrear #1 | Encontrar-se

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Dúvidas remanescentes de uma vida que pouco conheço constantemente me aborrecem, há algum sentido para tudo isso? Quem ou o quê pulsa aí dentro nesta máquina enigmática? Sentido, direção. Há de existir? Ou são apenas puras convenções implantadas em nossas mentes perturbadas, como chips? Devo buscar um sentido pra tudo, ou me conformar mesmo quando a vontade é de não se conformar? Vejo-me obrigada a correr atrás dessa felicidade que enoja? E se eu não for feliz? Há mal nisso? Devo quebrar tais convenções e ousar não fazer parte disso que considero uma grande farsa em busca de algo inatingível, ou devo segui-las e buscar meu amor eterno, idealizar pessoas, correr atrás da perfeição, mesmo não sendo perfeito? Talvez a resposta esteja aí: contradição, força motriz do universo, de nós, que me move, me move contra, é claro, contra tudo, às vezes a todos, contra, contradição, contrariar, e encontrar dentro dessa palavra talvez a elucidação dessa perturbação que agoniza ab initio, quem sabe ir contra seja justamente onde eu me encontre.

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Promoção: “As Vantagens de Ser Invisível”, de Stephen Chbosky

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Aproveitando o sucesso duradouro do recente livro de Stephen Chbosky e de sua adaptação cinematográfica, o O Que Vi Por Aí resolveu sortear dentre leitores e não-leitores do site UM EXEMPLAR DE “AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL”.

Para participar é muito simples: basta preencher o formulário do Rafflecopter (não é obrigatório preencher todas as opções - com exceção das quatro primeiras, que servem como entradas para validar a participação -, mas quanto mais lacunas completadas, mais chances de ganhar!) e atender a TODOS os pontos apresentados no regulamento.

a Rafflecopter giveaway

REGULAMENTO
• Para validar sua participação, é necessário seguir TODAS as instruções deste regulamento;
• A promoção é válida apenas para pessoas residentes em território nacional;
• Autores e colunistas estão isentos da promoção (colaboradores e parceiros estão livres para participar);
• Não serão considerados perfis falsos ou criados para somente participar de sorteios;
• O sorteio será realizado no dia 20/08/2013 (com flexibilidade de datas permitida) por meio da ferramenta  Rafflecopter;
• O prêmio será enviado em até 40 dias a partir da data do sorteio;
• Esta promoção é de TOTAL RESPONSABILIDADE da equipe O Que Vi Por Aí;
• Leia todos os termos deste regulamento antes de participar da promoção, pois você estará automaticamente concordando com tais;
• O ganhador terá 48 horas para responder o email enviado pela equipe;
• No caso de dúvidas, contate-nos por meio do email oqueviporai@gmail.com (ou amandaa.prates@live.com);
• O resultado será divulgado nesta página e em TODOS os perfis das redes sociais do blog.

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J. K. Rowling, um pseudônimo, um romance policial e um segredo descoberto

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Por essa NIN-GUÉM esperava! Enquanto os potterheads se iludiam com os falsos rumores dos últimos dias de que J. K. Rowling estaria escrevendo uma sequência para a saga mais amada do universo, Harry Potter, o jornal britânico The Telegraph juntava seus pauzinhos, somava dois mais dois, matraqueava aqui, martelava ali, até descobrir que a autora escreveu um livro chamado The Cuckoo’s Calling, sob o pseudônimo Robert Galbraith! O livro, que teria sido lançado em abril deste ano, animou a crítica e o interesse pelo autor surgiu. Logo, dúvidas foram levantadas – estilo de escrita, editora e agente – e o segredo fora descoberto. A autora, sem ter pra onde correr, teve de revelar tudo:
Eu esperava guardar esse segredo por mais tempo, porque ser Robert Galbraith tem sido uma experiência muito liberadora. É maravilhoso publicar algo sem o 'hype' ou expectativa. Ter o puro prazer de receber críticas com outro nome.
O romance policial (que, até onde se sabe, é o gênero que a autora revelou ter interesse em escrever antes de publicar The Casual Vacancy), que marca um debut do “escritor”, narra a história do detetive Cormoran Strike que investiga o assassinato de uma super modelo.

Capas britânica e americana, respectivamente.
Infelizmente, ainda não há informações sobre qual editora se responsabilizará pela tradução e publicação da obra, mas especula-se que não muito tardará para que alguma delas ganhe a briga pelos direitos de publicação em terras nacionais. The Cuckoo’s Calling tem avaliação média de 4 de 5 estrelas pelo GoogleReads.

Abaixo, segue a sinopse na íntegra:
Um brilhante mistério de estreia que segue uma veia clássica: Detetive Comoran Strike investiga o suicídio de uma supermodelo.
Depois de perder a perna em uma mina no Afeganistão, Cormoran Strike está tocando sua vida somente como um investigador particular. Strike caiu diante de um cliente e agora os credores o estão chamando. Ele também terminou o longo relacionamento com sua namorada e está vivendo praticamente em seu escritório.
Até que John Bristow vai até sua porta com uma história surpreendente: sua irmã, a legendária supermodelo Lyla Landry, conhecida por seus amigos como Cuckoo, morreu alguns meses atrás. A polícia determinou o caso como suicídio, mas John se recusa a acreditar nisso. O caso faz com que Strike mergulhasse em um mundo de belos multimilionários, namorados que são estrelas do rock e designers desesperados, introduzindo-o à toda variedade existente de prazer, sedução, tentação e ilusão que o homem conhece.
Você pode pensar que conhece detetives, mas você nunca conheceu ninguém como Strike. Você pode pensar que sabe sobre os ricos e famosos, mas você nunca os viu sob a ótica de uma investigação como essa.

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5 livros (nacionais) obrigatórios para amantes de zumbis

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Vamos encarar os fatos: vampiros já eram; a moda agora são zumbis. Comer cérebros, vagar por aí sem consciência e causar o fim do mundo é a nova onda do momento, e vem com tudo nesse inverno. Sério mesmo, olha aí a postagem sobre World War Z. Só que muita gente está com um pé atrás desde Meu Namorado É Um Zumbi, com medo de que o que fizeram com vampiros seja feito também com nossos amigos mortos-vivos. Mas vampiros, zumbis, lobisomens e essa bicharada toda não são, praticamente, parte de um grande folclore mundial? E não é característica do folclore que ele mude, na mesma medida em que o povo muda?

Para os que reclamam que o personagem Edward Cullen, da Saga Crepúsculo, não morre no sol: vocês sabiam que os vampiros, originalmente, não morriam ao sair na rua de dia? O primeiro dentuço da história que virou pó quando viu o sol foi o Conde Orlok, em Nosferatu, filme alemão de 1922, que é uma adaptação do romance Drácula, de Bram Stoker. Na história original, o Conde Drácula morria com uma estaca no peito, mas resolveram mudar o desfecho no filme para não parecer uma cópia tão descarada da obra, que já era bastante famosa na época. Hoje, Nosferatu é visto como uma adaptação do romance de Bram Stoker para o cinema, mas na época era plágio, e a viúva do autor ordenou que queimassem todas as cópias da película alemã. Pois é, o Conde Drácula não morria com a luz solar. Mas também não brilhava, aí já é outra história...

Agora, sobre zumbis, é a mesma coisa. Talvez mudem com o tempo, talvez não, mas estejamos abertos a possibilidade de mudança. Até porque, os zumbis que conhecemos hoje já sofreram mudanças do que eles eram quando foram criados.

Senta que lá vem história.

Na década de 30, os soldados americanos tiveram bastante contato com a cultura voodoo, originária do Haiti. Uma das crenças do povo haitiano era a de que existia a possibilidade de ressuscitar mortos para ajudar os vivos, através de rituais que grandes feiticeiros possuíam o poder de realizar, com a ajuda e aprovação dos deuses. Com base nessas e outras histórias relatadas pelos soldados que voltaram para casa, a indústria cinematográfica norte-americana resolveu aproveitar a oportunidade que tinha ali.

Em 1932, o primeiro filme com zumbis era produzido. White Zombie, de Victor Halperin, conta a história de um feiticeiro voodoo que tinha mortos-vivos como seus serviçais. Nada a ver com os filmes de zumbi que assistimos hoje.

Agora, o primeiro longa que tratava os zumbis como um perigo global a ponto de causar o fim do mundo foi A Noite dos Mortos-Vivos, de George Romero, de 1968, em que a causa da infestação zumbi era a radioatividade de armas nucleares. Ainda um pouco diferente do que estamos acostumados hoje, em que a maioria dos filmes tem como causa da infestação um vírus, ou algo do tipo. Esse tipo de explicação só foi aparecer nas histórias de zumbis nas décadas de 80 e 90, e se popularizou com o jogo Resident Evil, em 96.
E hoje, como estão as coisas?

Hoje os zumbis estão de volta com tudo, com algumas mudanças sutis aqui e outras ali, mas nada muito sério e drástico ainda. Mas podem ir esperando coisas novas pela frente, e a nós cabe apenas aceitar certas mudanças, sendo elas positivas ou não. De qualquer modo, muitas pessoas ainda os adoram - a grande maioria, aliás. Mas, se você ainda sim tem receio em relação ao que ainda está por vir, eis aqui uma lista para te dar esperanças, e te lembrar do que nos faz amar tanto os zumbis: o que eles causam em nós, seres humanos.

Os 5 itens da lista são de autores brasileiros.

1 - Zumbis: Quem Disse Que Eles Estão Mortos? , de Ademir Pascale
Este livro é uma coletânea de 20 contos de autores diferentes, todos com a mesma temática: zumbis. Você é levado desde o gore e o trash até o sentimentalismo e o que a luta pela sobrevivência pode causar nas pessoas e em suas relações interpessoais. Vale a pena conferir, e a diversidade dos contos garante que o livro agrada a qualquer um.

2 - Protocolo Bluehand: Zumbis, de Abu Fobiya

Livro descrito como "Guia Definitivo Contra os Mortos... E os Vivos!", o Protocolo Bluehand: Zumbis é uma obra exclusiva do blog Jovem Nerd, escrito por Abu Fobiya, com o intuito de ficar o mais próximo possível a um Guia ou Protocolo no caso de um incidente como este. O Guia é cheio de dicas e explicações sobre tudo o que você vai precisar não só para se defender dos mortos, como também dos vivos, que, como você descobrirá ao longo da sua leitura, podem se tornar um empecilho maior do que os próprios comedores de cérebros.




3 - Apocalipse Zumbi - Os Primeiros Anos, de Alexandre Callari
Diferente de outros livros que conhecemos do gênero, este trata mais de um cenário pós-apocalíptico, em que o pouco da humanidade que sobrou depois dos eventos catastróficos de uma infestação zumbi vive numa distopia em busca de uma melhoria dentro de uma comunidade chamada Quartel. Em Apocalipse Zumbi - Os Primeiros Anos, acompanhamos a história de Manes, responsável por grande parte da ordem do Quartel, que um dia sai para resgatar algumas pessoas que saíram dos muros da comunidade e não voltaram. Em sua ausência, surge o antagonista Dujas, que gera uma crise e incia o caos dentro do Quartel, deixando tudo isso para ser resolvido por Manes.

4 - Terra Morta - Fuga, de Tiago Toy

Este livro é mais um daqueles em que nós vemos que diante de uma catástrofe como um apocalipse zumbi, os vilões continuam sendo as pessoas. A história de Terra Morta se passa em São Paulo, mas tem início em Jaboticabal, com Tiago, que sempre sonhou em viver numa metrópole até que se vê obrigado a fazê-lo quando zumbis começam a tomar conta do mundo. A partir daí, acompanhamos sua jornada contra zumbis e, por vezes, humanos, e seus questionamentos e dificuldades de conviver e confiar em qualquer um que apareça.





5 - Morgan: O Único, de Douglas Eralldo
Agora, para quebrar paradigmas e te fazer ter uma visão completamente diferente do que você está acostumado quando se trata de zumbis, Morgan: O Único traz como protagonista o primeiro zumbi do mundo. Após sua morte, Morgan ressuscita como um morto-vivo e tem uma situação totalmente inusitada a sua frente: uma nova vida, como um zumbi. Como a sociedade veria um zumbi, nem morto, nem vivo, andando pelas ruas por aí, se já há tanto preconceito entre quem é vivo? É isso que você vai ficar sabendo na intrigante obra de Douglas Eralldo.

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Resenha: “As Vantagens de Ser Invisível”, ou um retrato doce e singelo de toda uma geração

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Stephen Chbosky pode não ter sido lá dos mais exímios roteiristas/diretores na década de 90 – quando dirigiu o fracasso The Four Corners of Nowhere –, mas em sua estreia como escritor de livros conseguiu captar a essência de uma geração que é capaz de bem resumir a nossa. As Vantagens de Ser Invisível é um retrato singelo, doce e realista da juventude que sofreu com o primeiro dia de aula no ensino médio, que via em músicas, livros e filmes as melhores fontes de inspiração, e que vivia cada segundo, independente da maneira como o fazia.

Charlie, um garoto introspectivo e observador de 15 anos, é o nosso personagem da vida real aqui. O high school sempre foi motivo de preocupação e muita pressão para Charlie, até esse dia chegar e ele ver sua vida ser transformada quando conhece Patrick – um garoto mais velho de sua turma de Artes – e Sam – pseudo-irmã de Patrick. Toda a história é contada pelo próprio Charlie por meio de cartas endereçadas a um amigo anônimo (e talvez imaginário), tão cheias de sentimentos que podem nos dar a impressão de terem sido escritas para nós leitores.
Quando chegamos ao fim do túnel, Sam deu um grito muito divertido, e foi isso. Chegamos ao centro. As luzes nos prédios e todo o resto eram maravilhosos. Sam se sentou e começou a rir. Patrick também riu. Eu comecei a rir. E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.
O livro é carregado de referências a importantes escritores e bandas, como F. Scott Fitzgerald (Este Lado do Paraíso e O Grande Gatsby), e. e. cummings e Jack Kerouac (Na Estrada), bem como os Smiths e Billie Holliday, respectivamente. Bill é o principal responsável por despertar em Charlie o desejo enorme pela leitura que, além da simples condição de professor de literatura, o empresta livros e pede que faça análises destes.

As Vantagens de Ser Invisível é um daqueles livros pra guardar no coração e jamais esquecê-lo, é um livro que te faz sentir diferente. Os personagens são complexos, reais e palpáveis. A sensibilidade de Charlie ultrapassa as páginas do livro e te toca. Patrick alegra, entristece, angustia, liberta, tudo num caldeirão de sentimentos em fervor . Sam é o espelho do jovem que, concomitantemente, sabe e não sabe o que quer ou fazer. Então, dificilmente você não irá se sentir num desses retratos.

Se quer entender o ser humano da maneira mais realista, mas não crua, leia esse livro e (talvez) se sinta infinito.

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Resenha: Nicholas Sparks aponta pro romance pouco clichê, mas erra o alvo em “Querido John”

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“O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?” É essa a pergunta que dá início ao best-seller – do romancista estadunidense Nicholas Sparks – Querido John. Publicado em 2007, o livro conta a história de amor vivida entre John Tyree e Savannah Lynn, que logo é interrompida por uma simples carta, responsável pelas mudanças no destino de ambos.

O drama é narrado por John, iniciado com breves descrições de sua infância e adolescência, desde o seu envolvimento com a coleção de moedas do seu pai até seus primeiros relacionamentos amorosos na fase de rebeldia. Se vendo forçado psicologicamente a tomar um rumo na vida, John encontra no exército o meio pelo qual alcançaria o amadurecimento.

Em sua primeira licença, ele conhece Savannah, e logo se veem envolvidos. Ambos mantêm o relacionamento – mesmo tendo o exército como empecilho – até uma singela e patriota decisão de John ser o motivo de uma carta, que mudaria tudo.

Apesar de a obra ser altamente dosada em clichês, Nicholas Sparks consegue envolver o leitor aos personagens, por meio de uma linguagem simples e acessível, fazendo com que sintamos desde o prazer de John ao perceber que seu amor por Savannah era recíproco, até sua dor e angústia ao se ver impedido de tê-la novamente.
[...] finalmente compreendi o que o verdadeiro amor realmente significa. Tim havia me dito, e me mostrado, que o amor significava pensar mais na felicidade da outra pessoa do que na própria, não importa quão dolorosa seja sua escolha.
Uma sucessão de fatos – bem colocados aqui por Sparks, porém tão previsíveis – levam John a responder à pergunta feita na abertura do livro, a partir do momento em que toma uma difícil decisão pelo seu único e verdadeiro amor.

É preciso dar créditos, ainda, ao autor pela maneira como trata a Síndrome de Asperger e as relações comparativas entre o Autismo. Sparks utiliza-se da sensibilidade, sua maior arma, e quase triunfa, não fosse os rodeios que circundam todo este núcleo da narrativa.

Apesar de não ser muito conhecedora de sua obra, Nicholas Sparks, em sua maioria, segue a mesma linha de Diário de Uma Paixão, um de seus primeiros romances. Assim como Querido JohnUm Amor para Recordar e Um Homem de Sorte conseguem ser tão semelhantes que parecem se originar entre si, como se fossem subtramas iguais, porém com personagens e ambiente diferentes.

Mesmo não sendo surpreendente, capaz de deixar seus leitores boquiabertos, Querido John não chega a ser tediante e é uma boa ocupação quando não se tem algo mais importante a fazer.

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Review: Não há desafios ou dores que ofusquem o poder do amor em "Um Amor para Recordar"

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por Leanne Pereira

É comum nos depararmos com romances parecidos, aqueles que quando terminamos de ler parece  ter sido cópia de outros livros sempre com finais felizes. “Um amor para Recordar” é totalmente diferente de qualquer leitura que eu já tenha feito. Nicholas Sparks usou e abusou de sua criatividade numa história linda e totalmente comovente, que é capaz de fazer o leitor se apaixonar ainda nos primeiros capítulos.

Este livro fará você se emocionar com a história de Jamie Sullivan e Landon Carter, um casal que inicialmente não tem nada em comum, mas que irão descobrir o amor da maneira mais simples e improvável. Ela, filha de um pastor e muito religiosa, moça recatada, amável e adorada por toda cidade; e ele, filho de um congressista rico que vive afastado de sua família por causa do trabalho, o que para Landon foi o motivo de ter se tornado um pouco rebelde, o que não o impedia que de ser um bom garoto.

A história é narrada pelo próprio Landon, ele fala do início, de quando conheceu Jamie e como depois de tanto tempo foi capaz de se apaixonar por ela. Ainda adolescentes, mas conscientes do amor que sentia um pelo outro, Jamie e Landon irão enfrentar o peso do preconceito, da religiosidade, aprender a lidar com a doença e ainda a dor da morte e da perda, que mostrará um amadurecimento por parte dos dois, principalmente de Landon, até então um típico adolescente.

Sparks mostra neste romance que o amor pode não ser pra vida inteira, mas o quanto ele durar, pode se tornar imortal, pois alguém que é especial em certo momento em nossas vidas pode nos ensinar coisas que ficarão para sempre, mesmo não estando ao nosso lado, e que amar não é ser feliz para sempre e sim ser feliz enquanto durar, fazer pelo ser amado tudo que é possível no momento, de se emocionar quando vir os olhos de alguém brilhar pelo simples fato de estar ali, de estar sempre do lado, para segurar quando ela for cair, de sorrir mesmo com a dor dilacerando o peito. O verdadeiro amor não se ausenta, ele se apresenta. E você, é capaz de amar assim?

***** (5/5)
Título original: A Walk to Remember
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Edição: 1/2011
Páginas: 238

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Review: O que faz de "Orgulho e Preconceito" um clássico?

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por Cremilton Souza


Em 28 de janeiro de 1813 foi publicado pela primeira vez o romance Orgulho e Preconceito da escritora inglesa Jane Austen, esta deu à literatura inglesa o primeiro impulso para a modernidade, 200 anos após a sua publicação, com cerca de 20 milhões de exemplares vendidos, nos leva a perguntar, por que Pride and Prejudice, permanece tão atual? Como ele sobrevive a eras tão diferentes? Será devido ao número de adaptações para o cinema, televisão e teatro? Ou ainda pode-se perguntar: será por que a autora tratava do cotidiano de pessoas comuns? O teórico Ítalo Calvino nos sugere alguma resposta. Segundo ele, clássico é aquele livro que nunca deixou de dizer aquilo que tinha pra dizer, isto é, os clássicos são um encontro com a história, são situações que parece nunca termos vistos, mas que ao mesmo tempo temos a sensação que já tínhamos isto dentro de nós, essa sensação, depende da interpretação e da visão de mundo e da época que cada leitor vive, sendo assim, toda vez que lemos um clássico chegamos a uma nova conclusão.

 Nessa obra Austen retrata o cotidiano de pessoas comuns como: casamento, riqueza, posições sociais e costumes vigentes do período em que esta foi escrita. Dessa maneira ela critica com certa dose de ironia o escasso poder de decisão concedido à mulher na sociedade da época, ela defendia a tese de que as mulheres tinham muito mais a oferecer, do que, apenas aprender a bordar, tocar piano, cantar e cuidar da casa, por outro lado criticava também, a busca desenfreada pelo casamento, a autora não era contra o casamento, mas, pensava que essa busca poderia ser efetuada com controle psicológico. Desta forma, Jane Austen destaca ainda uma aguda percepção psicológica, com um estilo único e uma ironia sutil, com certo tom de humor pela leveza da narrativa. A seguir trecho do diálogo do primeiro pedido de casamento feito por Mr. Darcy a Miss. Elizabeth Bennet: 

Tenho lutado em vão. Não resistirei. Meus sentimentos não serão reprimidos. Você deve permitir que eu lhe diga o quão ardentemente a admiro e amo”. [...] A surpresa de Elizabeth estendeu-se além das palavras. Ela o olhou fixamente, corou, duvidou e ficou em silêncio. Ele considerou isso encorajamento suficiente; e a garantia de tudo o que ele sentia, e há muito tempo, por ela, seguiu-se imediatamente. Ele falava bem; mas havia sentimentos além daqueles do coração, a ser detalhados; e ele não foi mais eloquente no assunto da ternura do que no orgulho. Seu conhecimento de que ela era inferior, que era uma degradação dos obstáculos familiares que sempre opuseram à sua inclinação, foram temas nos quais ele se demorou com uma emoção que parecia a devida consequência de que ele estava ferido, mas que muito provavelmente não faria seu discurso ser bem recebido”. 

 O título do livro a princípio era primeiras impressões, contudo, depois de várias análises e revisões a escritora decidiu alterá-lo para orgulho e preconceito, isso nos leva a interpretar que os protagonistas da história um seria orgulhoso e o outro preconceituoso, no entanto, ambos personagens tem as duas características, tanto a do preconceito, quanto a do orgulho. Como todo romance, sempre há uma história de amor, em orgulho e preconceito não poderia ser diferente, Jane Austen retrata em sua obra que só o amor era capaz de romper com essas barreiras.

Diante disso, Jane Austen apresenta a verdadeira essência de sua obra, na qual só o amor verdadeiro entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, era capaz de superar barreiras de orgulho e preconceito, a diferença social entre eles e o escasso poder de decisão concedido à mulher no início do século XIX. Por fim, não me resta mais nada a não ser recomendar, a leitura da obra literária e assistam também a sua adaptação para o cinema de 2005, do diretor Joe Wright, com Keira Knightley, Matthew MacFadyen, como protagonistas.

***** (5/5)
Orgulho e Preconceito
Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Editora: Landmark
Ano: 1813
Páginas: 229

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As adaptações literárias mais esperadas para 2013

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por Amanda Prates


Então... Ano novo... Vida nova. E sua lista de livros lidos e filmes vistos durante todo o ano zera e começa novamente. 2012 foi ano de ótimos e muitos lançamentos e relançamentos de livros, um sucesso na literatura contemporânea. Mas, no quesito adaptações para o cinema, devemos confessar que foi tudo muito pobre. Há quem odeie as versões cinematográficas de enredos literários, com aquele velho e nada persuasivo argumento de que “no cinema, é preciso roteiros originais”, ou “o diretor nunca segue à risca o enredo original, sempre distorce muita coisa, principalmente o final”. Isso é o que eu mais tenho ouvido nos últimos meses, e é claro que 120 minutos nunca será o suficiente para que um diretor transponha para o cinema toda a narrativa de um livro, o que o leva a fazer alterações e ADAPTAR à trama.

Mas há aqueles que, além de verdadeiros bookaholics, não dispensam uma boa adaptação e se permitem fazer comparações entre uma obra e outra. Apesar de as adaptações em 2012 terem sido poucas, a qualidade de tais não se discute. No início do ano, mais exatamente em março, tivemos o lançamento de Jogos Vorazes, com roteiro inspirado no primeiro livro da trilogia de Suzanne Collins de mesmo nome, e sob direção de Gary Ross. O filme com elementos futuristas e fictícios traz a história de distritos que, subordinados a uma capital de regime totalitário, são obrigados, em consequência de rebeliões antigas contra o sistema, a oferecer dois tributos anualmente para disputarem entre si numa arena, onde apenas um sai vencedor. Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth encabeçam o ótimo elenco, que por alguma razão desconhecida, não recebeu nenhuma indicação ao Oscar.

O que muito faltou em 2012, em 2013 será recompensado. Mais de 20 adaptações já estão previstas para estrearem neste ano no Brasil. Em 25 de janeiro, o mais indicado à maior premiação das artes cinematográficas, Lincoln, terá seus cartazes garantidos nas sessões de muitos cinemas do país. Mais adiante, em 1º de fevereiro, será a vez de Os Miseráveis e O Lado Bom da Vida, outros dois favoritos a levar o prêmio de Melhor Filme do Ano. Diante de tantas boas surpresas, selecionamos as 5 adaptações mais esperadas pela equipe do O Que Vi Por Aí. Dê uma olhada na lista abaixo:

Jogos Vorazes: Em Chamas

“Matar ou morrer. Não há escolha. Na arena, o mais capaz vence. Os Jogos Vorazes continuam!” é o que sugere o segundo livro da trilogia Jogos Vorazes, Em Chamas, de Suzanne Collins e talvez, umas das melhores trilogias distópicas dos últimos anos. Após afrontar a organização dos jogos e a Capital, Katniss Everdeen é forçada a participar de uma edição especial dos Jogos Vorazes, o Massacre Quaternário, que acontece somente a cada 25 anos, em que, ao invés de 24, são 48 tributos disputando pela sobrevivência; e lutar não só pela sua sobrevivência, mas pela de toda a população de seu distrito. A trilogia será adaptada em quatro filmes, sendo o terceiro e último livro, dividido em dois filmes. A adaptação de Em Chamas deve chegar aos cinemas em 15 de novembro (o Brasil foi privilegiado, já que a estreia mundial está marcada para 22 do mesmo mês), mas já tem muita imagem das filmagens rolando na web. O elenco permanece com a maioria dos atores, Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth, por exemplo, mas contará com novos nomes como Sam Claflin e Bruno Gunn, e com nova produção, desta vez, assinada por Francis Lawrence.

Oz: Mágico e Poderoso

Não espere um roteiro que seguirá à risca a narrativa literária. Oz: Mágico e Poderoso é uma nova adaptação do livro O Maravilhoso Mundo de Oz, de L. Frank Baum, e totalmente diferente do primeiro filme icônico de 1939, dirigido por Victor Fleming e que conta as aventuras de Dorothy Gale na fantástica Terra de Oz. Com direção assinada por Sam Raimi, a nova versão tentará explicar como o circense Oscar Diggs foi transportado do Kansas para Oz e como ele se transformou no grande mágico, e promete ser uma grande produção, já que explorará algumas pistas deixadas nas entrelinhas dos livros de Baum. O filme, com lançamento previsto para 08 de março, conta com a presença de James Franco, no papel de Oscar Digg, Mila Kunis, Michelle Williams e Rachel Weisz como as três bruxas de Oz.

O Grande Gatsby

Um grande clássico da literatura norte-americana, escrito e publicado por F. Scott Fitzgerald em 1925 e considerado uma das maiores novelas do século XX, obra que ganhou inúmeras adaptações para o cinema. A história centra-se em Nick Carraway que, numa época em que em Nova York o jazz estava em ascensão, a moralidade era menos rígida e a bebida gerava grandes impérios, é atraído para o mundo do luxo e da riqueza pelo milionário Jack Gatsby.  Baz Luhrmann ficou a cargo da direção do longa, que tem a participação de Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan e Tobey Maguire, cuja estreia está marcada para 14 de junho.

A Hospedeira

Baseado no livro homônimo da autora da Saga Crepúsculo, Stephenie Meyer, A Hospedeira deve estrear em 29 de março próximo. Com roteiro e direção assinados por Andrew Niccol, o enredo futurista apresenta uma Terra tomada por inimigos que dominam as almas dos seres humanos. A história gira em torno de Melanie, personagem principal, que, ao ser capturada por Peregrina, tem a certeza de sua morte, mas o que ela e nem seus inimigos sabem é que sua alma é uma das poucas capazes de combater a posse de um invasor. O elenco é encabeçado por Saoirse Ronan, Diane Kruger e Max Irons.

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

E os fãs da série Instrumentos Mortais podem comemorar muito porque, finalmente, foi anunciada a produção cinematográfica do primeiro livro, Cidade dos Ossos! O livro de Cassandra Clare fez um grande sucesso, o que levou ao anúncio de uma possível adaptação, mas que logo foi cancelada. A trama é centrada em Clary Fray, uma jovem comum, que descobre um mundo povoado por demônios, magos, fadas e lobisomens, e embarca neste mundo para salvar sua mãe, sequestrada por forças sobrenaturais. No elenco, tem-se Lily Collins, no papel principal,  Jamie Campbell Bower e Aidan Turner. O longa teve sua estreia antecipada no Brasil para 23 de março, simultaneamente aos Estados Unidos. 



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PS.: A maioria das datas não é exata, portanto, há possibilidade de haver modificações. 


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