A arte imitando a arte: Tatuagens literárias

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A tatuagem já foi usada para identificar bandidos e enfeitar poderosos, para juntar tribos e afugentar inimigos, para mostrar preferências e esconder imperfeições, identificar rebeldes, assumiu a cara da marginalidade, faz parte da história. Hoje a tatuagem é utilizada para expressar o individualismo e a subjetividade.

Tudo nos leva a crer que a arte de marcar o corpo é quase tão antiga quanto a humanidade. A tatuagem ou dermopigmentação é uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas pelo mundo. A grande motivação dos cultuadores dessa arte é que é uma obra de arte viva e temporal como a vida.

A tatuagem surgiu como forma de expressão há mais de 3500 anos. Além disso, era utilizada para distinguir indivíduos de uma mesma comunidade tribal. Com o tempo, a tatuagem passou a ser usada para marcar os fatos da vida biológica como o nascimento, a puberdade, a reprodução e a morte.

Perseguida em vários momentos da história, a prática foi banida por decreto papal no século VIII e na Nova York do século XX. Apesar disso, é difícil encontrar alguém que nunca tenha pensado em marcar a pele com essa bela obra de arte.

Hoje as tatuagens deixaram de ser extravagantes e representar subjetividade, palavras, palavras e mais palavras. No contexto atual em que vivemos onde se cultua cada vez mais o indivíduo, pode e tem induzido muitas pessoas a fazer de sua pele um lugar para expor suas ideias, valores ou simplesmente uma vaidade.

Muitas pessoas tem buscado inspiração nos livros para se tatuar. Essas tatuagens podem ser desenhos, frases ou simplesmente um ponto. Por isso, o O Que Vi Por Aí selecionou algumas tatuagens literárias que vão de O Pequeno Príncipe a Fahrenheit 451.

O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince) - Antoine de Saint-Exupéry

Harry Potter - J.K. Rowling

Dom Quixote - Miguel de Cervantes

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

Onde Vivem os Monstros - Maurice Sendak

On the Road - Jack Kerouac

As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky

Trecho do poema "Blue Birds" - Bukowski

1984 - George Orwell

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

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Britney Spears sofre caladaney em clipe de "Perfume"

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Após pisar nas outras divas após o lançamento do tão esperado e farofendo Work Bitch (só que não), Britney Spears estreia no VEVO o clipe para o mais novo single do álbum Britney Jean. Está rolando na internet uma petição para que o diretor Joseph Kahn (Toxic e Womanizer) libera a sua versão da produção após o mesmo revelar que teve que fazer cortes na edição final por pedidos da gravadora e da cantora. Segundo ele, sua versão é bem melhor. Neyde oprimida!


Assim como já falamos em nova review, Pefume é uma das composições da australiana Sia e pode não ser a melhor escolha para trabalhar com o repertório do disco, entretanto a gente dá nosso voto de confiança. O vídeo da baladinha mostra os momentos românticos de Brit com seu amado até o primeiro refrão e depois parte para uma série de cenas de recalqueney quando ela percebe que ele estava se encontrando com outra. Parece aqueles filmes de suspense bem fajuto em que a qualquer momento ela vai partir para a agressão, mas não é. Neyde sofre calada, mas não deixa de marcar seu território com uma bela mijada seu perfume. A produção é mesmo muito bem feita (cheia de foco de luz), mas sentimos falta um pouco da safadeza habitual que tanto esperávamos. É todo um drama bem choroso, mas dá pra convencer!

Assista (Cadê a nossa Britney de “1, 2, 3, Not only you and me”?):



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Review: Britney Spears e seu presente íntimo para os fãs em "Britney Jean"

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O que vem a nossa mente quando pensamos em Britney Spears? Baby, One More Time..., careca, paparazzi, louca, drogas, ToxicPor um bom período, o nome da cantora esteve sim envolvido em várias polêmicas, que resultaram em torná-la a tão comentada Princesa do Pop. Foram brigas com fotógrafos, crises de personalidade (?) e várias fotos que comprovam o momento instável pela qual ela passou, fazendo com que precisasse ter um responsável legal para cuidar tanto de sua conduta quanto de seu estado financeiro. Mas convenhamos alguém já parou para pensar na pressão que ela deve ter passado?

Entre tantos empecilhos, seu nome ficou manchado e seu lado como pessoa passou a ser mais importante do que a artista em si. E não é para menos, atualmente Britney é nada mais do que uma das celebridades mais assediadas publicamente do mundo, onde tudo aquilo que coloca as mãos vira notícia. Por isso, não podemos culpá-la inteiramente por seu surto emocional e pessoal, que também reflete sua busca pela identidade. Identidade essa que ela parece já ter encontrado.

Quando lançou o álbum Britney em 2001 (que trouxe hits como I'm A Slave 4 U), os holofotes estavam prontamente direcionados para conhecermos a real cantora da geração. O trabalho foi preciso e rendeu outros milhões, no entanto cadê a Britney que nós tanto procurávamos? O resultado foi, sem dúvidas, avassalador, imprimindo suas condições de uma mulher sexy e destemida, contudo sentimos falta de conhecer mais seu íntimo, mais daquilo que ela gosta e pensa. Com isso, aparece Britney Jean, o novo e quentíssimo álbum de Spears, que pretende também não exibir um patamar de situações vivenciadas por ela, mas sim situar como um presente íntimo para os fãs. E deu certo!

O disco abre com a tão aguardada Alien, formando uma baladinha calma e totalmente simples. As batidas se encaixam muito bem no ritmo gostosinho da faixa, que possui um pré-refrão bem convincente. Viciados na frase "Not Alone" (muitos aí pensando que era “naralon”)? Uma das preferias para os fãs para virar single (assim como por quem vos escreve), trazendo um pouco desse peculiar som que gostamos de escutar na voz de Brit. Suave e sem dubstep pesado. Deixando nossas cabeças piradas, somos levados direto para as batidas cruas e incisivas de Work Bitch. O carro-chefe do álbum é nada mais do que uma farofa muito bem produzida, por sinal (pontos para Will.Sou.Eu), porém achamos meio distorcido e confuso em meio ao repertório tão singelo composto por baladas. Assim entra Perfume para diminuir o ritmo e podemos dizer que amamos essa oscilação da cantora com seus graves. Essa sim podemos pautar o não uso de auto-tune condizendo com a melodia suave. Tudo parece se encaixar bem, apesar de considerarmos a letra um pouco mal explorada – isso levando em conta que é uma composição da australiana Sia, responsável pelos hits tão bem escritos como Diamonds de Rihanna e Titanium de David Guetta. É boa e dá para o gasto de persuadir os charts como um single.


Voltando para esse dubstep impregnado, temos It Should Be Easy. A música estava prevista para adentrar no disco de Will.I.Am, mas foi descartado após vazar na internet (o que é uma grande pena – só que não). Ela soa bem repetitiva e em nada contribui para controlar os motivos para conhecer o lado mais Britney e menos comercial. Mais uma vez, Will precisa deixar essas vozes auto-tunadas horríveis – esse foi o fator principal para estragar a música, que já não é boa. Entretanto, depois de Gretchen tanto reclamar da falta de uma base urban conceitual no repertório, vem Tik Tik Boom para nossa alegria. A faixa continua abusando nas batidas e de um refrão bem repetitivo, contudo a parceria com T.I. quebra essa tensão individual. A canção é uma daquelas que ouvimos e já entramos facilmente em seu lado lírico. Quanto à Body Ache, vamos usar uma frase bem Neyde para descrever: “Só digo uma coisa: Não digo nada. E digo mais: só digo isso”. Ela soa bem como uma reciclagem bem barata de Scream And Shout, parceria de Britney com olha-ele-aí-de-novo Will.I.Am.. Nada de novo, nada de bom, mais do mesmo!

E tudo leva a crer que a parte comercial está prestes a dar espaço para o lado minimista e íntimo de Britney, mas não antes de Til It’s Gone. A música não é ruim, muito pelo contrário traz uma ótima singularidade com frases silábicas (já ouvida antes em outras faixas da própria cantora), mas seu refrão ainda na base eletrônica cansa se somado ao repertório na íntegra. Cantamos e sofremos um pouco para finalmente chegar a uma das composições mais bem feitas: Passenger. Com uma introdução quase nostálgica das trilhas sonoras de videogames, temos aqui um dos melhores refrões do álbum, que passa por essa sensibilidade e melodia das antigas músicas de Neydoca. Ela não faz mais a muda, ela agora canta (e sem tanto auto-tune). Nossa aposta para single é com certeza essa. E se tudo esta caminho para o melhor, essa expectativa só aumenta quando ouvimos Chillin’ With You, parceria com sua irmã Jamie Lynn Spears. Além de flertar com a percussão do country, encontramos versos tão singelos ao ponto de nos fazer cair de amores quando Jamie entra para cantar. Sua voz mais grossa e meiga faz uma belíssima combinação com o ritmo – ainda mais quando chega ao refrão.

Já na décima faixa do disco, damos de cara com um título bem provocativo a um tal de JT. Don’t Cry realmente soa como uma responde muito bem dada ao hit do cantor de POP e R&B, Cry Me A River. Com o coração partido, Britney canta sobre estar pronta para superar aquela relação e pede para seu parceiro não chorar (apesar de ela mesma assumir que não conseguiu conter as lágrimas). Acabou a versão standard, porém não chorem já que Brightest Morning Star vai tocar na Deluxe. Dona de uma das melodias mais deliciosas, a forma como as frases são ditas tornam tudo mais lindo. Trocaríamos sem medo qualquer uma das farofas acima por ela. Não tem como não amar o ritmo já mesmo na primeira ouvida. Hold On Tight também tem um refrão muito animador e confiante, embora os versos na primeira estrofe em si não acrescentem muito. Finalizando, Now That I Found You é uma bela e até descarada mistura de Wake Me Up do Avici com Timber do Pitbull e Ke$ha. O break eletrônico é nitidamente igual aos citados e não restam dúvidas de que houve sim uma inspiração (pelo menos do primeiro), mas nada que estrague o sentido mais country e puro da canção. E apenas desnececyrus uma versão remix de Perfume no final da tracklist!

Então, o que podemos dizer sobre Britney Jean? Começamos com a afirmação mais do que necessária de que o álbum homônimo não representa completamente a personalidade de Britney Spears, afinal fica evidente o controle da gravadora e dos produtores envolvidos em terem um segundo plano comercial caso as melhores faixas não se derem bem nas paradas musicais – o que, ocasionalmente, pode acontecer. Serve apenas como pressuposto de uma parte da estrela (que tem co-autoria em todas as faixas) e um símbolo de carinho e amor para seus fãs. Como ela já havia comentados anteriormente, o disco foi feito pensado em seus fãs e não somente em seus sentimentos e experiências. Não pode ser considerado nenhum marco em sua carreira (o que em um ano de grandes retornos, parece estar sendo bem complicado de alcançar), contudo simboliza um amadurecimento musical - mesmo que mínimo. O ícone de muitos também tem uma vida e essa deve ser uma de suas prioridades. Afinal, se você quer ser uma Princesa do Pop, “you better work, bitch”!




Artista: Britney Spears
Álbum: Britney Jean
Lançamento: 3 de Dezembro de 2013
Selo: RCA / Sony
Produção: will.i.am, Anthony Preston
Duração: 51 min
Gênero: POP

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Demi Lovato é a baladeira do pedaço em clipe de "Neon Lights"

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Mas o que é isso, minha gente? É Neyde muda dançando? É Miley soltando as línguas e ousadias da vida? É Kátia abusando do fogo? Gaganás renovando o pacto? Não, é o SAMBA da Demi Lovato. Isso mesmo, a cantora prometeu um clipe lindamente incrível (só abusado na nudez e luzes de neon) para Neon Lights, novo single do álbum DEMI, e o resultado não poderia ser diferente.

Temos Demi abalando nossas estruturas e divando na cara da sociedade e das inimigas em uma balada. Ela aparece sensualizando toda pelada na água (pontos para a piscina), fazendo uma propaganda básica do novo relógio inteligente da Samsung (o celular só pode ter travado, porque não saia daquela foto de jeito nenhum), colocando as poses com caras e bocas para funcionar e, de quebra, caindo na pista. Só nó que não nos convencemos com esse estilo baladeiro de Demi? No entanto, o bom mesmo é que ela não força essa imagem de garota que só curtir a vida na pista de dança e por isso que amamos tanto (tem até espaço para trajes mais alternativos). O certo mesmo é se divertir do seu jeito – seja ele pelado e fluorescente ou não!

Vem cá conferir (Vídeo não recomendado para menores de 18 anos. Contém: cenas de orgasmo):



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Katy Perry pega fogo, sofre na neve e é atropelada em clipe mais que lindo de "Unconditionally"

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Confessamos que quando Katy Perry resolveu investir em uma baladinha para o segundo single do álbum PRISM, não ficamos nem um pouco animados, mas é aí que entra Katia e suas peripécias únicas e lança esse clipe lindo e maravilhoso. A produção audiovisual de Unconditionally foi lançado nessa quarta-feira (20/11) para o mundo, trazendo a direção impecável de Brent Bonacorso, e podemos dizer que estamos incondicionalmente prismados de encanto!

O clipe parece até ser um Firework 2.0, mas traz muita originalidade e condiz com o conceito da música. Até a transição de cenas segue perfeitamente o ritmo da melodia e as batidas, o que torna nossa visão como espectadores ainda mais admiráveis. A cantora recita os versos entre intensas danças coreografadas por seus dançarinos, que utilizam de trajes de época para deixar mais fascinante o modelo real adotado. O modo como o fogo é retratado, tanto no corpo de Katy quanto na cama, fortificam o sentido da faixa. É impressionante os detalhes visíveis, como a neve percorrendo e cabelo escuro de Katia e as penas da coruja. No final, toda a intensidade do ‘amor incondicional’ é demonstrado pela colisão com o carro, onde podemos notar o vidro do retrovisor se espatifando diante da força do sentimento dela. Muitas cenas em slow-motion também mostra a dedicação extraordinária para edição e aplicação de efeitos especiais (quem não queria pular lá como o menininho?). É uma produção digna de filmes e todos os envolvidos merecem vários Applauses!

Assista (:o):



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Christina Perri e Colbie Caillat abrem (e marcam!) a semana com seus singles de retorno

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Christina Perri e Colbie Caillat sabem bem como acalantar os corações apaixonados com suas canções pra lá de melancólicas. A primeira, conhecida por suas baladinhas doces e bem tranquilas e dona de uma voz inconfundível; a segunda, um dos maiores ícones do pop acústico marcado por violões, pianos e ukuleles puros. E eis que ambas resolvem lançar seus singles de retorno no mesmo dia, 18, abrindo a semana em dose dupla.

Human é o primeiro single do futuro segundo disco da dona do sucesso A Thousand Years, ainda sem nome, capa e data de estreia. A baladinha começa discreta e vai crescendo até atingir os refrões explosivos, em que a doce voz de Perri alcança notas bem altas, e ela termina oscilando bem entre os violinos crescentes e os solos de piano triste. A canção, produzida por Martin Johnson, ainda traz uma mensagem interessante, mas não inédita: podemos ser o que quisermos, fazer o que nos é exigido, fingir, ultrapassar nossos limites, mas, no final, somos apenas humanos e sangramos quando caímos. E ela abrilhanta a canção com versos repetidos e em notas que vão às alturas, como em “I'm only human/I'm only human/Just a little human”. Human pretende ser um indicativo de que podemos esperar por algo diferente e grandioso no novo trabalho da cantora.

Do outro lado, e ainda no mesmo dia, Colbie Caillat aparece para surpreender meio mundo de gente, até os distraídos de plantão. A dona dos hits que embalaram as trilhas sonoras de novelas brasileiras veio com uma proposta um tanto quanto nova pro seu repertório de quase oito anos: a moça dessa vez resolveu apostar no R&B com batidas bem eletrônicas. E quem assumiu a produção? Ninguém menos que Ryan Tedder! A canção é carregada de elementos característicos à genialidade do produtor e líder do OneRepublic, e não nega que apostar em ritmos mais animados foi o maior acerto da cantora e um bom começo de retorno.

Só temos a dizer que estamos mega ansiosos para os próximos trabalhos de divulgação das duas. E vocês? 

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Review: Jennifer Lawrence é o tordo de "Jogos Vorazes: Em Chamas"

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Vivendo sobre um momento de muitos conflitos e manifestos da população reivindicando melhorias nas condições de vida, Jogos Vorazes: Em Chamas nunca se fez tão oportuno. Logicamente que o lançamento do filme no Brasil antes de todo o mundo não passou de uma feliz coincidência com as causas relacionadas à revolta das multidões, afinal a estreia no feriado sempre foi o principal alvo da distribuidora. A adaptação para os cinemas da obra de Suzanne Collins traça uma maturidade e assertividade muito mais eficaz que outras grandes sagas consagradas (Harry Potter é o único que se igual em função de qualidade) e começa aqui a adquirir sua personalidade própria tanto no cinema como na literatura norte-americana.

Para os amantes de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), a sequência traz a personagem exibindo mais vigor de suas características e um censo mais abrangente de suas decisões, que afetam toda a Panem. Após vencer o massacre de jovens dos 74º Jogos Vorazes e, de certa forma, burlar o sistema da Capital, Katniss se transforma em uma esperança para as pessoas que vivem nos distritos se rebelarem e lutarem para ter seus direitos dignos de convivência. Ela só percebe o alcance desse poder quando participa da Turnê da Vitória, que tem como função apresentar o vencedor (nesse caso, vencedores) dos jogos e induzir a população sobre a influência da Capital, ao lado de Peeta Mellark (Josh Hutcherson), com quem vive uma falsa relação de amor em prol da aceitação do público. Sendo uma eminente ameaça, o presidente Snow (Donald Sutherland) não tem alternativa a não ser eliminá-la, só que de uma maneira bem mais discreta e avassaladora. Acontece, portanto o Massacre Quartenário, uma edição especial dos jogos, que escolhe para voltar à arena os vencedores anteriores. Com isso, Katniss agora terá que não somente desafiar a Capital, mas também a si mesma.

Não há como negar que Jogos Vorazes exerce uma intensa dominação sobre o público jovem, que lotam salas de cinema para vibrar a cada cena, porém é importante ressaltar em como o enredo central é envolvente e condiz com nossa realidade. Será que só as pessoas da Capital convivem com o apelo sensacionalista da televisão? O governo corrupto e superficial só existe em Panem? A reflexão que tantos temas voltados para nossa sociedade pode causar não é apenas um fruto da imagem heroica de Katniss Everdeen, mas também um conceito mais amplo que atribui o sentido da força e presença efetiva da mulher.



A junção dessa base predominante de revolução com a de produções hollywoodianas, traz um longa-metragem repleto de sentidos de coragem, persistência e gêneros de ação, aventura e um suspense linear que nos guiam para a interpretação das razões pela qual a protagonista faz suas decisões. Muito mais personificado que o primeiro (afinal o orçamento quase que dobrou, com 140 milhões de dólares), os elementos mais perspicazes presente nas páginas do livro de Collins reflete intensamente nas telas, incluindo falas épicas e as descrições dos cenários. Contudo, por ser uma sequência é impossível assimilar certos fatos sem um conhecimento prévio e mesmo com o primeiro filme em mente, algumas atribuições chegam a ser jogadas para o espectador – visando que seja o mais inteligente possível para compreender sem aquela explicação à lá papinha de bebê. Por isso, a trama estabelece um patamar ainda mais sólido e dialoga com as pessoas que assiste da maneira mais aceitável.

Atuações como a de Sam Claflin como Finnick Odair, que deve ter tirado muitos suspiros das garotas, Jeffrey Wright como Beette, que mostra que a inteligência nata vale mais que músculos na arena, Jena Malone como Johanna Mason, que chegou a surpreender muitos fãs com a personalidade rebelde e incisiva (roubando a cena), e de Lynn Cohen como Mags, que aposto ter tirado muitas lágrimas, dão todo o sentido para nos identificar e criarmos laços de afetividade – que é o fator principal para um envolvimento maior. Créditos grandes também para o trio, composto por Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth. Mais do que nunca, ele mostraram que conhecem seus personagens e souberam contextualizar perfeitamente com as emoções e aflições transpassadas para o telão. Nesse caso, destaque para a vencedora do Oscar (seu salário foi de 500 mil do primeiro filme para 10 milhões), que se tornou o verdadeiro tordo para a franquia – capaz até mesmo de salvar qualquer falha que, por ventura, venha surgir. Aplausos para Woody Harrelson como o excêntrico Haymitch (e suas ótimas sacadas para um alcoólatra que nos faz rir, docinho), Elizabeth Banks como a adorável Effie (quem não se comoveu vendo ela disfarçar as lágrimas no momento da colheita?) e Lenny Kravitz como o incrível Cinna (“Lembre-se, eu ainda continuo apostando em você, garota em chamas”, _|||_).

O diretor Francis Lawrence conduziu muito bem as fimagens, dando a cada ator o desejo de trabalhar prontamente para seu personagem. Como não vibrar com as cenas e cenários impecáveis? Os efeitos especiais são de primeira e nos permite realmente acreditar no que está sendo mostrando, como a névoa trazendo à tona queimaduras vívidas e doloridas e os macacos mutantes preparados para atacar. A fotografia e trilha sonora dão esse ar sombrio que o filme pede e registra a amplitude como as cenas são passadas.

Compartilhando de muitas emoções, Em Chamas pode sim ser considerado muito superior ao original, deixando o espectador ainda mais atento e seduzido pela obra. Não restam dúvidas de que a saga tem muito a oferecer, não só como entretenimento, mas também como um abrangente símbolo de esperança (este o título do último livro, que por questões lucrativas, será dividido em duas partes nos cinemas). Está aí um ótimo filme que não tem medo de lutar, acreditar e ousar quando necessário. Afinal, agora todos nós somos os tordos!



The Hunger Games: Catching Fire
Diretor: Francis Lawrence
País de Origem: EUA
Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth
Ano de Lançamento: 2013
Distribuidora: Lionsgate / Paris Filmes
Duração: 2h 26min

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A aflição e desespero de Rihanna em clipe de "What Now"

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Passando pelo abstrato e sombrio Diamonds, emotivo Stay e twerkeiro Pour It Up, Rihanna estreou no começo a tarde dessa sexta-feira (15/11) o tão esperado vídeo para “What Now”, escolhido como 4º single do álbum Unapologetic (sim, mesmo sem ter clipe, a farofa Right Now tocou nas rádios dos EUA). Já comentamos que o disco possui muitas outras faixas que podiam ser melhores aproveitadas, mas não é que What Now caiu bem nessa fase mais baladinha de RiRi.

Pelas prévias divulgadas, tudo indicava que vinha por aí um provável Disturbia 2.0, cheio de contorções (O Exorcista que se cuide!) e sofrimentos (sentimos também uma pitada de Russian Roulette). Apesar disso, Rihanna não está para criar novas referências de seus clipes, mas sim exibir toda essa aflição e desespero que a letra da música carrega. Temos seus movimentos sendo acelerados e trechos de outros cenários em preto e branco, contribuindo para a imersão nesse caso de filme de terror feat. drama romântico (alguém mais achou que ela em uma daquelas salas isoladas de um hospício?) recheado de emoções propositais de RiRi. No final, gostamos mais do que a rebolada de grana de Pour It Up e o banho bem tomado em Stay.

Vem cá ver (e tente não focar na testa):



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Review: "ARTPOP" é ou não o álbum do milênio?

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É inegável a força que Lady Gaga exerce atualmente em seus fãs e na música pop, de maneira geral, tornando-se um verdadeiro ícone da nossa geração. Ela é para os jovens de hoje como Madonna foi para muitos na década de 80-90. A referência à Rainha do Pop (cá entre nós, uma rainha nunca perde sua coroa, leia aqui) não pode ser considerada como um insulto tendo em vista que ambas marcaram/marcam suas épocas. A questão de não expressar afeição por uma ou outra não significa que um amante de música pop está sendo poser, mas não tem como deixar de reconhecer que ambas deixam um legado a cada passo que dão em suas carreiras.

Foi assim quando Gaga explodiu com os hits do álbum The Fame, até hoje considerado por muitos como seu melhor repertório. A ascensão cresceu muito rapidamente e, nesses casos, é comum ser amargurado pela vítima do segundo disco. Isso não aconteceu com o Born This Way, trazendo uma legião de admiradores e um conceito todo poético e repleto de referências sobre quem devemos ser (resposta: nós mesmos). Apesar de o disco ter se dado bem em vendagens, faltou àquela motivação e espontaneidade de antes, não caindo tão bem no gosto popular. Agora com o ARTPOP, ela não quer fazer promessas, apenas espalhar sua musica – o que para nós já é o suficiente. Voltando a usar cabeças de Bob Esponja, fazendo os clipes mais loucos e exibindo seu talento incontestável, temos um álbum repleto de arte no POP ou vice-versa.

A tentativa de trazer arte para as músicas cai bem com Aura, faixa que abre o repertório. Alguém mais se sentiu em filme de terror com essa introdução apavorante? Ela recita os versos de forma tão descontraída em meio ao dubstep pesado, que é impossível não cair de amores. Temos a presença de Zedd nas batidas contagiantes e a melodia mais Djada possível da dupla israelense Infected Mushroom. É aquela oportunidade de oltar na pista dançando ao seu “modo estranho de ser”.


E o que falar de Venus? Já podemos mudar de planeta? A música, na verdade, já começa no estilo dançante e nos parece conduzir para sermos abduzidos por Gaga invocando a deusa do Amor, Vênus. Mitologia, astronomia, é muito amor para uma música só.  Deixando as inimigas no chão, a faixa é de composição e produção unicamente da cantora, que parece ter aprendido bastante batendo cabelo nos estúdios. O tom que ela impõe em sua voz é viciante e somos fisgados por sua vibe futurística!

Como se já não estivesse tudo muito bom, G.U.Y. faz a reserva em nossas cabeças! Quando somos introduzidos ao refrão, a repetição das letras gruda como chiclete em nossos pensamentos e se torna impossível não se render ao eletrônico que ela traz – Zedd acerta mais uma vez. Os versos só intensificam como Gaga faz a relação entre a igualdade de sexos e constrói essa intertextualidade com as siglas (GUY = Girls Under You) e ainda dá aquela deixa (uma piscadinha, diga-se de passagem) para aproveitarmos a noite na cama.

Preparando o terreno para cair de vez no sensual, temos a ótima e pervertida Sexxx Dreams. É nada mais que aquela música que você faz quando está em seu momento íntimo com você mesmo. Cheia de pensamentos sexuais e batidinhas fortificantes, não é aquela que você gosta já na primeira ouvida, mas se acostuma (como tudo na vida). O que seria de um ARTPOP se não houvesse as confissões safadinhas de Gaga? Sentimos o cheiro de couro desde Venus!

Com Jewels N’ Drugs, a cantora sai um pouco de sua zona de conforto, mas nada de surpreender muito. O refrão da música traz uma melodia de arrepiar com vocais bem interpretados, porém tudo soa muito artificial diante de tantos palavrões e versos meramente ilustrativa. É uma faixa suja e os rappers que nela cantam (Nicki Minaj #xatiada por não ter sido convidada) só contribuem para deixá-la sem essa dinâmica tão boa que estávamos ouvindo. É a música Lost, que não devia estar ali!

Por favor, alguém promove MANiCURE logo para single! É tudo que a gente pede para Gaganás nos cultos de POP (afinal todo mundo tem pacto hoje em dia!). É a chiclete que amamos cantar o dia inteiro no ônibus, fazendo faxina, trabalhando, estudando e até dormindo. A introdução e pós-refrão com toques de guitarra são perfeitas, fazendo uma relação com o duplo sentido do título (É manicure para o feminismo ou uma cura para um homem? Os dois!).


Chegou o momento R&B que A-D-O-R-A-M-O-S! Do Want U Want, a princípio, parece ter aquela carga sexy e de liberdade, contudo também passa como um desabafo para cantora sobre o assédio da mídia. Então, basta fazer o que quiser com nossos corpos! O arranjo bem oitentista se mistura com as batidas constantes e nós sentimos aquela imensa vontade de dançar. O estilo sambista que a faixa carrega só melhora quando Gaga se junta aos vocais de R. Kelly, que canta aqui como pressuposto do caso da cantora. Conhecendo ela pelo bom e velho eletrônico, é uma boa forma de continuar induzindo essa sua ideia de inovação. Vamos nos entregar nessa noite deliciosa?

 A melodia crescente de Artpop, música que dá título ao álbum, nos faz viajar em sua vibe muito gostosa e sem pretensões aparentes. Você pode festejar a arte que você tem e acredita! Pode até não ser a melhor do repertório, porém é inegável que traz o significado mais puro e sedutor do POP. O estilo que tanto amamos é descrito e exemplificado nos versos de maneira tão eficiente que somos transportados para esse pensamento de que arte não é somente o que você vê, ouve e sente, mas também o que te inspira!

O eletrônico vem com tudo em Swine! Enquanto tantos implicam com as farofas que ouvimos diariamente, aqui temos uma melodia crua do dance que nos instiga a querer mais. O poder de destruição da faixa é tanta que se bem desenvolvida nos charts da vida, não só acaba com carreiras, mas enterra muitas divas por aí! Gente, é HINO para dançar loucamente nas baladas.

Donatella é como aquela sua prima chique da capital que vem te visitar no interior. Gaga faz uma ilustre homenagem a sua amiga e uma das estilistas mais poderosas, Donatella Versace. É aquela que você quer ostentar para os ricos, fashions e recalcados. A base eletrônica ainda é bem presente na faixa e embora tenha um refrão bem complicado de se compreender (é para os fortes), dá para curtir legal, sem exagerar no brega e expandir seu amor pela moda!

Como toda boa artista com várias facetas, a moda também faz parte de Lady Gaga. Entendemos isso muito bem na faixa anterior, porém ela cisma em repetir isso em Fashion!. Com um dubstep até bem controlado, é uma grata surpresa não ser uma farofa mirabolante vindo to time de produtores que tem (David do Gueto, Will.Sou.Eu e Giorgio Tuinfort). Não é nenhuma revolução nas passarelas, mas já tem corpinho ideal para desfilar!

Por que não reforçar o pacto? Deixando mais abordagem para as polêmicas, Gaga canta sobre maconha e sua visita frequente ao papis para continuar desfrutando das coisas boas da vida, em Mary Jane Holland. Descrito como outra parte de seu alter-ego,  a faixa não empolga e muito menos salva. Se o refrão é uma chatice que só, no pós-refrão caímos no sono (nada que Lana Del Rey precise se preocupar!). Digamos que está em um nível bem abaixo das outras!

A maravilhosa Dope é apoiada no piano e mostra uma Gaga fragilizada, cheia de arrependimentos e declarações de amor. A baladinha tem seu valor e ouvir essa voz praticamente nua da cantora não tem preço! É tão sentimental que conseguimos nos envolver em seus versos tão bem compostos. Sem nenhum toque de batidas cansativas ou dubstep, é a Gaga crua que tanto sentimos falta com o passar dos anos.

Vamos fazer petição para Gipsy virar single já? A faixa lembra bastante a grandiosa The Edge Of Glory e não tem como ouvir e simplesmente deixar pra lá. Produzida por RedOne, é a mais fácil para cair de amores e correr pela casa correndo. A emoção meio Shakira feat. Liberdade Waka Waka é ótima de se sentir e suplicamos para um clipe decente AGORA!


 Para finalizar da melhor forma possível, só dando esses Applause na cara! O carro-chefe do ARTPOP é divertido e descompromissado, não entregando todo o conceito do álbum e contribuindo para essas frases tão “inteprete-como-quiser” de Lady Gaga. Para que ficar pensando em problemas? Viva o momento e seja um artista, almejando aplausos e mais aplausos. A parte artística que a faixa busca representar tem muito mais fundamento diante do repertório, que mais do que aplausos, tem como objetivo, encantar, inspirar e motivar!

Concluindo, ARTPOP é como aquela criança sapeca que nos divertem tanto. E respondendo a pergunta do título dessa review, aqui não temos o álbum do milênio, mas temos um pedacinho de toda Lady Gaga que queremos e simplesmente por isso já valerá a pena mergulhar nessas letras, melodias e ritmos. As 16 faixas não tentam trazer uma obra-prima cultural, apenas entreter e passar sua mensagem: ARTE, viva pela ARTE!




Artista: Lady Gaga
Álbum: ARTPOP
Lançamento: 11 de Novembro de 2013
Selo: Interscope / Universal
Produção: Gaga, Vincent Herber, Zedd
Duração: 47min
Gênero: POP


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Lily Allen está de volta no delicioso e zombador clipe de "Hard Out Here"

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Em um ano de tantos comebacks é Lily Allen quem salva nossos ouvidos com tantas “bitches”! Dando algumas pistas no Twitter sobre sua volta ao cenário musical há poucos dias, ninguém poderia imaginar que a cantora estava prometendo um trabalho ainda esse ano. Para surtar mesmo, ela liberou hoje (12/11) o clipe de seu tão aguardado novo single.

Com o título de Hard Out Here, Lily se diverte fazendo seu típico sarcasmo de sempre e zomba das cirurgias plásticas por puro prazer, as twerkeiras profissionais (indireta para Miley?) e todo esse povo fútil e sem sentindo da vida. Podemos dizer que adoramos e já estamos só no reply? Ela veio para zoar, ofuscar e tirar as prismadas e dar applause em todos!

Vem só ver esse comeback D-E-L-I-C-I-O-S-O:



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