Review: Muita sacanagem, bebida e um gângster mothafucka James Franco em "Spring Breakers"

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Não é sempre que Hollywood costuma aceitar formas de desaprovar sua cultura ou mesmo atribuir duplo sentido a todas as atitudes e falas que são relatadas em um filme. Talvez seja por isso que Kids, filme de 1995 idealizado por Harmony Korine, tenha tido tanta relutância dos estúdios em permanecer nas prateleiras das locadoras, afinal o que não falta são cenas de sexo, linguajar repleto de gírias, palavrões e a simples e direta realidade dos jovens. E é disso que Spring Breakers procura retratar, agora no universo das meninas e na direção mais que decidida de Korine.

A cena inicial nos apresenta o que está por vir, com vários jovens bêbados curtindo na praia e com seios à mostra e prontos para dar (no sentido mais sexual que possa ter da palavra) – tudo isso ao som de Skrillex. O quê aconteceria se quatro melhor amigas decidissem sair juntas para aproveitar as férias de verão? Muito sexo, drogas, roubo e prisão! Sem entregar muitos detalhes, quando elas resolvem deixar de lado a figura “garota comportada e pura” da cidade, percebem que o único jeito de partir para essa viagem de diversão e auto-conhecimento é roubar um pequeno restaurante e juntar o dinheiro da mesada (ou dos trocados dos pais). Após jogarem bebida na cara, dançar coladinhas com garotos e beijar suas amigas, eis que surge o tão misterioso, carismático e hilário Alien (James Franco). O gângster mothafucka traz outra visão para as garotas, que aprendem que o subúrbio é mais do que apenas vender drogas e se prostituir (mas que tem isso, não há como negar!).

Há quem diga que Spring Breakers poderia ser interpretado como um dos melhores filmes do ano se não pecasse tanto no exagero, porém é exatamente isso que faz com que a produção ganhe mais realismo, já que o mundo de verdade é cheio de pecados, atos impunes e inconsequentes, garotas que gostam de ser chamadas de “bitches” (não são todas, que fique bem claro) e envolvimentos pessoais sem o menor sentido. Enquanto as festas e cenas de perversão são tratadas com cores vívidas, o teor mais cinzento e sem cor aparece na escola, nas ruas da cidade e na sala de puritanos, - e temos também as visões mais fluorescentes retratadas em ambientes mais nocivos, desconfortáveis e atraentes. É ótimo o jeito como Selena Gomez, Vanessa Hudgens, Ashley Benson e Rachel Korine conseguiram dar toda a essência que suas personagens precisavam e buscavam, exibindo a sincera ilustração do que garotas querem e gostam, mas é de James Franco quem parte todas as vivências da trama, desde o modo de enxergar até o de se comportar.



Algumas cenas podem ser até incômodas (bem explícitas), desajeitadas ou desprezíveis para o cotidiano de um filme adolescente, no entanto aqui o gênero é outro, abusando dos conceitos Cult e de concretizar o real nas telas (leia-se peitos, encochamentos e insinuações de todos os tipos). Os pensamentos de Faith (Gomez) tomam conta do espaço do filme, que parte da narrativa informal para refletir o que as situações possam revelar. Tudo é montado acerca de flashes, ora no distanciamento do passado ora no presente contínuo, que configuram a dramatização no desenrolar do enredo. Se por um acaso Britney Spears é a artista que te define, então você pode se identificar com a singela forma como Alien se refere aos seus momentos exaltados de drogas, onde a Princesa do Pop é vista como a única inspiração de liberdade e ação – estes que adquirem o tom de achar a si mesmo. Esse é o “sonho americano”, pois viver uma aventura dessas faz parte de qualquer jovem que queria ser ele mesmo.

Sendo assim, Spring Breakers é nada mais nada menos do que uma incessante e conturbada procura por se descobrir e se afirmar diante de uma sociedade incoerente e feita de defeitos, onde é necessário afrontar sua própria natureza e sentir seu último suspiro de autonomia. Com certeza, Harmony Korine apresenta aqui um de seus melhores roteiros, trabalhando ainda as consequências do real e a preferência pelo não julgamento da violência e imoralidade. Afinal, o que todos queremos mesmos são “Spring Breakers Forever“ (para os descompromissados com inglês, ‘Férias para Sempre’)!





Spring Breakers
Diretor: Harmony Korine
País de Origem: EUA
Elenco: James Franco, Selena Gomez, Vanessa Hudgens
Distribuidora: Universal Pictures (BR)
Ano de Lançamento: 2012/2013
Duração: 1h 32min

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Anitta e sua cantoria de bar em clipe de "Não Para"

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Se no clipe de Show das Poderosas Anitta arrasou e mostrou para o que veio, o mesmo não pode ser dito de Não Para. Com batidas insistentes e aquele refrão eletrônico pulsante, a música é até boa e se dá bem nas rimas, mas perde o sentido numa produção visual que usa uma peruca loira para separar a Anitta balconista da cantora Talitta (pior que "Hannah Montana”)! Sem contar que precisar da Globo para lançar um clipe nunca é um bom sinal.

Faltou verba? Faltou animação? Ou será que faltou mesmo um Show das Poderosas? Após ser vaiada e receber várias bolinhas de papel na cara, Talitta (alter-ego sem ego de Anitta) deixa o palco e dá lugar para uma balconista bem “saidinha” assumir seu lugar e agora sim agitar o público do bar, com dancinhas sensuais e um figurino provocante (mas nem tanto). A direção é de Eduardo Magalhães e a cantora, que criou o conceito (na estória) do clipe, confessou se inspirar no vídeo Heartbreaker de Mariah Carey. E a ilusão de um pop nacional estar ressurgindo continua, só nos resta saber se vai ser com uma Anitta ao estilo Talitta ou Poderosa!

Veja o clipe (com uma Anitta que não para, mas parou de ser meiga, abusa e uma menina má):



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Review: "Clube dos Cinco", o clássico contemporâneo

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Há tempos que a Sessão da Tarde não nos agracia mais com obras-primas do cinema como esta. Escrito e dirigido pelo aclamado John Hughes, responsável por filmes como Curtindo A Vida Adoidado, Gatinhas e Gatões e pelo roteiro de Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor, o clássico dos anos 80, Clube dos Cinco, não é apenas um filme, mas uma experiência de vida.

A ousadia do roteiro começa em não adotar um protagonista, mas cinco. Cinco adolescentes totalmente estereotipados, representando os jovens americanos da época, considerada por muitos como uma época perdida para estes mesmos jovens, que não tinham sua própria voz. Com base nisso, temos a patricinha, o esportista, o rebelde, o nerd e a esquisita. Cada qual com seu próprio motivo para estar na escola num dia de sábado, de castigo, com a tarefa de escrever uma redação de 1.000 palavras sobre quem eles eram, como eles se viam. Esta era a primeira vez que os cinco conversavam uns com os outros, e seria também um momento decisivo na vida de cada um.

Ao longo do filme, nós vemos os cinco personagens crescerem e, apesar de suas diferenças, aprenderem uns com os outros coisas que nunca imaginavam aprender. Tudo na base do diálogo que, aliás, é fundamental para o filme todo. A cena clássica em que os cinco estão sentados formando um círculo no chão e compartilham suas histórias e segredos é um grande exemplo disso.

John Hughes é conhecido por retratar com exatidão e sensibilidade a fase da vida mais conturbada de qualquer pessoa: a adolescência. Mas, diferente de outros filmes em que o mesmo ocorre, este é denso, pesado e muito profundo. Quando uma pessoa é confinada longe daqueles com quem ela está acostumada a conviver, ou longe do lugar em que ela está acostumada a ficar, é que ela realmente entra em contato com seu interior. No caso dos cinco personagens, seu confinamento não é só em solidão com eles mesmos, e sim com completos estranhos, cuja capacidade de interação vai muito além do esperado.

Mas esse filme, de 1984, se encaixa em um contexto atual? Perfeitamente.

É de se estranhar, inclusive, que um filme assim costumava ser exibido na Sessão da Tarde. É de se estranhar mais ainda que tenha parado de ser exibido agora que o filme parece se encaixar ainda melhor do que na época. Isso apenas devido aos diálogos e temas abordados dentro destes. Temas como sexualidade, questionamentos comportamentais, bullying – do qual todos estamos cansados de ouvir, mas neste caso é abordado de uma visão completamente diferente –, relacionamentos familiares e crises existenciais. Ainda há uma cena em que os personagens consomem drogas ilícitas de maneira explícita, mas não como se isso fosse algo ruim.

Por que as patricinhas agem do jeito que agem, e são tão cheias de si, e se acham tão superiores aos outros? Por que elas reclamam tanto da vida se, aparentemente, ganham tudo o que querem e tem tudo o que precisam, e suas vidas são perfeitas? Ou será que não é bem assim?
Por que aqueles caras populares que praticam esportes gostam de pegar no pé de outros alunos e praticar o tão discutido bullying? Por que eles e as patricinhas falam mal de todo o resto da escola, que eles consideram inferiores, por trás de suas costas? O que passa na cabeça de um bully desses quando ele faz algo humilhante com outra pessoa?
Por que os crânios se preocupam tanto com suas notas, e o que um nerd estaria fazendo no castigo, num sábado na escola? Eles também tem problemas familiares? O que se passa na cabeça deles?
O que aquela garota esquisita que não conversa com ninguém e sempre faz coisas bizarras tem a te oferecer? Como é a sua vida, e será que ela pensa e sente coisas como todos nós? Se sim, por que ela não interage com o resto do mundo?
E por que o rebelde - aparentemente “sem causa” -, se comporta desta maneira? Para chamar atenção, talvez? Descontar os problemas de sua vida frustrada? E o que ele e uma patricinha podem ter em comum?
Você acha que nada disso pode entrar em um contexto atual?

Bom, eu digo que entra sim. E não só entra, como resolveria muita coisa se todos os jovens assistissem a este filme. Porque a empatia trabalhada ao assistir é incrível, e os diálogos te forçam sempre a olhar tudo de outros ângulos. A década de 80 foi marcada com filmes do gênero, e o Clube dos Cinco foi, com certeza, o maior deles. Nós vemos nos dias de hoje novos filmes que tentam resgatar o tema, como o recente As Vantagens de Ser Invisível, inspirado no livro de Stephen Chbosky, ou até Moonrise Kingdom, de Wes Anderson, que tiveram uma clara influência dos clássicos. Tudo abordado em filmes como estes é de extremo interesse para os jovens, e são quase obrigatórios para todos nesta idade, mas Clube dos Cinco com certeza se destaca. Porque, como já foi dito: não é apenas um filme, e sim uma experiência de vida.




The Breakfast Club
Diretor: John Hughes
País de origem: Estados Unidos
Elenco: Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Paul Gleason
Distribuidora: Universal Pictures
Ano de lançamento: 1985
Duração: 1h 37min

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5 livros (nacionais) obrigatórios para amantes de zumbis

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Vamos encarar os fatos: vampiros já eram; a moda agora são zumbis. Comer cérebros, vagar por aí sem consciência e causar o fim do mundo é a nova onda do momento, e vem com tudo nesse inverno. Sério mesmo, olha aí a postagem sobre World War Z. Só que muita gente está com um pé atrás desde Meu Namorado É Um Zumbi, com medo de que o que fizeram com vampiros seja feito também com nossos amigos mortos-vivos. Mas vampiros, zumbis, lobisomens e essa bicharada toda não são, praticamente, parte de um grande folclore mundial? E não é característica do folclore que ele mude, na mesma medida em que o povo muda?

Para os que reclamam que o personagem Edward Cullen, da Saga Crepúsculo, não morre no sol: vocês sabiam que os vampiros, originalmente, não morriam ao sair na rua de dia? O primeiro dentuço da história que virou pó quando viu o sol foi o Conde Orlok, em Nosferatu, filme alemão de 1922, que é uma adaptação do romance Drácula, de Bram Stoker. Na história original, o Conde Drácula morria com uma estaca no peito, mas resolveram mudar o desfecho no filme para não parecer uma cópia tão descarada da obra, que já era bastante famosa na época. Hoje, Nosferatu é visto como uma adaptação do romance de Bram Stoker para o cinema, mas na época era plágio, e a viúva do autor ordenou que queimassem todas as cópias da película alemã. Pois é, o Conde Drácula não morria com a luz solar. Mas também não brilhava, aí já é outra história...

Agora, sobre zumbis, é a mesma coisa. Talvez mudem com o tempo, talvez não, mas estejamos abertos a possibilidade de mudança. Até porque, os zumbis que conhecemos hoje já sofreram mudanças do que eles eram quando foram criados.

Senta que lá vem história.

Na década de 30, os soldados americanos tiveram bastante contato com a cultura voodoo, originária do Haiti. Uma das crenças do povo haitiano era a de que existia a possibilidade de ressuscitar mortos para ajudar os vivos, através de rituais que grandes feiticeiros possuíam o poder de realizar, com a ajuda e aprovação dos deuses. Com base nessas e outras histórias relatadas pelos soldados que voltaram para casa, a indústria cinematográfica norte-americana resolveu aproveitar a oportunidade que tinha ali.

Em 1932, o primeiro filme com zumbis era produzido. White Zombie, de Victor Halperin, conta a história de um feiticeiro voodoo que tinha mortos-vivos como seus serviçais. Nada a ver com os filmes de zumbi que assistimos hoje.

Agora, o primeiro longa que tratava os zumbis como um perigo global a ponto de causar o fim do mundo foi A Noite dos Mortos-Vivos, de George Romero, de 1968, em que a causa da infestação zumbi era a radioatividade de armas nucleares. Ainda um pouco diferente do que estamos acostumados hoje, em que a maioria dos filmes tem como causa da infestação um vírus, ou algo do tipo. Esse tipo de explicação só foi aparecer nas histórias de zumbis nas décadas de 80 e 90, e se popularizou com o jogo Resident Evil, em 96.
E hoje, como estão as coisas?

Hoje os zumbis estão de volta com tudo, com algumas mudanças sutis aqui e outras ali, mas nada muito sério e drástico ainda. Mas podem ir esperando coisas novas pela frente, e a nós cabe apenas aceitar certas mudanças, sendo elas positivas ou não. De qualquer modo, muitas pessoas ainda os adoram - a grande maioria, aliás. Mas, se você ainda sim tem receio em relação ao que ainda está por vir, eis aqui uma lista para te dar esperanças, e te lembrar do que nos faz amar tanto os zumbis: o que eles causam em nós, seres humanos.

Os 5 itens da lista são de autores brasileiros.

1 - Zumbis: Quem Disse Que Eles Estão Mortos? , de Ademir Pascale
Este livro é uma coletânea de 20 contos de autores diferentes, todos com a mesma temática: zumbis. Você é levado desde o gore e o trash até o sentimentalismo e o que a luta pela sobrevivência pode causar nas pessoas e em suas relações interpessoais. Vale a pena conferir, e a diversidade dos contos garante que o livro agrada a qualquer um.

2 - Protocolo Bluehand: Zumbis, de Abu Fobiya

Livro descrito como "Guia Definitivo Contra os Mortos... E os Vivos!", o Protocolo Bluehand: Zumbis é uma obra exclusiva do blog Jovem Nerd, escrito por Abu Fobiya, com o intuito de ficar o mais próximo possível a um Guia ou Protocolo no caso de um incidente como este. O Guia é cheio de dicas e explicações sobre tudo o que você vai precisar não só para se defender dos mortos, como também dos vivos, que, como você descobrirá ao longo da sua leitura, podem se tornar um empecilho maior do que os próprios comedores de cérebros.




3 - Apocalipse Zumbi - Os Primeiros Anos, de Alexandre Callari
Diferente de outros livros que conhecemos do gênero, este trata mais de um cenário pós-apocalíptico, em que o pouco da humanidade que sobrou depois dos eventos catastróficos de uma infestação zumbi vive numa distopia em busca de uma melhoria dentro de uma comunidade chamada Quartel. Em Apocalipse Zumbi - Os Primeiros Anos, acompanhamos a história de Manes, responsável por grande parte da ordem do Quartel, que um dia sai para resgatar algumas pessoas que saíram dos muros da comunidade e não voltaram. Em sua ausência, surge o antagonista Dujas, que gera uma crise e incia o caos dentro do Quartel, deixando tudo isso para ser resolvido por Manes.

4 - Terra Morta - Fuga, de Tiago Toy

Este livro é mais um daqueles em que nós vemos que diante de uma catástrofe como um apocalipse zumbi, os vilões continuam sendo as pessoas. A história de Terra Morta se passa em São Paulo, mas tem início em Jaboticabal, com Tiago, que sempre sonhou em viver numa metrópole até que se vê obrigado a fazê-lo quando zumbis começam a tomar conta do mundo. A partir daí, acompanhamos sua jornada contra zumbis e, por vezes, humanos, e seus questionamentos e dificuldades de conviver e confiar em qualquer um que apareça.





5 - Morgan: O Único, de Douglas Eralldo
Agora, para quebrar paradigmas e te fazer ter uma visão completamente diferente do que você está acostumado quando se trata de zumbis, Morgan: O Único traz como protagonista o primeiro zumbi do mundo. Após sua morte, Morgan ressuscita como um morto-vivo e tem uma situação totalmente inusitada a sua frente: uma nova vida, como um zumbi. Como a sociedade veria um zumbi, nem morto, nem vivo, andando pelas ruas por aí, se já há tanto preconceito entre quem é vivo? É isso que você vai ficar sabendo na intrigante obra de Douglas Eralldo.

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Review: Brad Pitt e a premissa de sobrevivência em um apocalipse zumbi em "Guerra Mundial Z"

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Você, assim como a maioria da nova geração, curte zumbis? Então talvez Guerra Mundial Z seja seu filme perfeito (ou não)! A adaptação cinematográfica da obra homônima de Max Brooks busca se envolver ainda mais na maior figura da cultura pop atualmente e de quebra jogar na tela cenas com uma ilustração poderosa do que seria o maior evento de todos: um apocalipse zumbi. Com altos custos e problemas no roteiro, o projeto demorou em chegar aos cinemas e motivou um corte excessivo de sangue e expressões de terror – dando sentido a classificação de 14 anos.

Impossível evitar ceder todos os créditos de atuação para Brad Pitt, que sem dúvidas levou o filme todo nas costas (que estavam bem carregadas com toneladas de mortos-vivos, diga-se de passagem). O ator conseguiu dar todo o dinamismo e emoção que cada cena precisava, desde o drama familiar num resgate ao caos de uma cidade devastada até ser sensato em tomar decisões nos momentos de maior ação. Por isso, Gerry Lane foi tão bem solicitado para comandar um grupo em busca de respostas e soluções para combater a tal infestação, mesmo após de desligar do cargo de Investigador da ONU. Sabendo que para deixar sua família a salvo terá que concluir a missão, ele parte a vários cenários deslocados e viaja até países tendo que lutar contra o próprio tempo para impedir que tenha mais pessoas do que mortos-vivos nas ruas.

É claro que a missão e pressão de perder sua família movimentam todo o enredo, principalmente na restrição de sobrevivência, no entanto os sentidos de ação são os mais aguçados para agitar os espectadores nas poltronas do cinema – mesmo que sejam poucos e só de correria. O suspense está locado em cada andar de Garry, extraindo a essência de uma preparação superestimada e realista. Realismo esse que tem seus méritos em aprofundar o que evidentemente aconteceria caso um contágio de tal magnitude estivesse cercando a população mundial, abusando de casos e suposições do marco zero (isto é, o lugar, pessoa e motivo para que possa ter feito a “doença” se espalhar). A criação dos zumbis foi até certo ponto inovadora, não fazendo uso do clichê morto que pouco anda e prefere apenas se alimentar, porém acabou subestimando demais o ser que agora corre sem se cansar, escala muros gigantescos e range dentes (fazendo bicos e caretas que tiram risada de qualquer pessoa habituada com o tema). Uma exploração bem propícia é a contagem que leva uma pessoa a se transformar, numa contorção de membros e mudança de olhares (do normal para o maligno) que prova reações diversas no público (arrepios e repulsa são o que não faltam!).



Apesar de tantas outras situações, o horror dos zumbis não é diminuído e o diretor Marc Foster mostra aqui um trabalho bem arquitetado e sem demasiadas pontas soltas, atribuindo uma jogada de cenas que, mesmo não provocando um envolvimento com os personagens, deixa claro o propósito da trama. Palmas também para a equipe de efeitos especiais, que após terem meses a mais para melhorarem à qualidade, entregaram a veracidade do planejamento de vários zumbis, sendo correndo nas ruas de Nova Jersey ou se amontoando para atravessar o muro de proteção de Jesuralém e derrubar um helicóptero. A fotografia e arte almejaram mesmo o real nessa transição que seria completamente devastadora e fizeram valer a visão incrível da iluminação e cenários oportunos. Tendo uma boa estrutura visual, o mesmo não pode ser dito do 3D, que ao invés de se manter posicionado para causar impacto, somente trouxe os curtíssimos sustos e, ocasionalmente, algumas partes que objetos deslocados saltavam na tela – na verdade, houve momentos em que podia-se muito bem retirar os óculos e assistir sem maiores dificuldades.

Ao final, sabe-se que Guerra Mundial Z ganhará sequência numa influência enorme vinda do público tão familiarizado e ansioso por mais estórias de zumbis. Num contexto geral, o filme cumpre seu papel de exibir um trajeto singular com as expectativas do tema (bem melhor que o roteiro anterior) e a pretensão de cobiçar uma franquia grandiosa na relação das mortíferas tragédias que afetam o ser humano, afinal "a mãe-natureza é a maior serial-killer que existe"!





World War Z
Diretor: Marc Foster
País de Origem: EUA
Elenco: Brad Pitt, Mireille Enos, Elyes Gabel
Distribuidora: Paramount Pictures
Ano de Lançamento: 2013
Duração: 1h 56min

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Justin Timberlake e os seios das moçoilas em clipe de "Tunnel Vision"

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Sabemos que você gosta, por isso Justin Timberlake não perdeu tempo e disseminou as formas e curvas das mulheres no clipe de Tunnel Vision, que está bem explícito – ao estilo top less. Se a produção sofrerá cortes em sua edição para a exibição na TV, ainda não sabemos, porém temos certeza de que qualquer marmanjo de plantão vai reservar uns 7 minutinhos para dar uma olhadinha no clipe (por dia).

As cenas são muito bem posicionadas, mostrando as mulheres com os seios à mostra sensualizando entre fundos brancos, fumaça e efeitos de projeção enquanto um JT barbudo aparece citando alguns versos bem propositais – com seu eterno parceiro Timbaland. Não é nada muito sofisticado, mas condiz com o ritmo da música e dá essa sensação mais R&B só na nudez. Vale lembrar que esse é o último single extraído do aguardado The 20/20 Experience (que resenhamos aqui), mas que deve ganhar uma segunda versão em Setembro (com mais gravatas, espelhos e mulheres nuas!?).


Assista ao clipe (e tire as crianças da frente do pc):


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Com cenas de performances, Taylor Swift está mais vermelha do que nunca em clipe de "Red"

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Depois de deixar sua criança solta no clipe de Everything Has Changed, Taylor Swift mostra as caras novamente e traz o clipe todo pregado no vermelho de Red (que se mistura com o azul e forma aquele roxo de chupão). Sem investir em nada sólido, temos cenas simplesmente da cantora nos shows da Red Tour e também de algumas apresentações que fez em premiações (para deixar as inimigas com inveja).

Para quem gosta da música, não tem como ficar menos decepcionado ao saber que ela só investirá mesmo nela como apenas single nas rádios country – e sem um clipe digno. De qualquer forma, pelo menos temos uma Sulfite “bate-cabelo” tocando piano e ralando a ponta dos dedos em sua guitarra (feat. Violão) enquanto se entrelaça em uns panos vermelhos ‘muy locos’.

Confira o clipe ( e veja como Taylorzinha distribui seu vermelho):



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Primeiras impressões: “Ray Donovan”, ou “os-podres-de-Hollywood-que-você-precisa-saber-e-ver”

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É dito-e-certo e nenhuma novidade que, para causar boa impressão ao telespectador, uma série precisa apresentar os mínimos erros possíveis, ou nenhum. Ray Donovan, até aqui, não é nenhuma surpresa de tirar o fôlego, mas triunfou, diga-se de passagem, no quesito inovação. A nova série da Showtime – que há muito não brilhava na TV fechada com suas séries –, que estreou ontem (30) nos Estados Unidos (mas vazou na web uma semana antes), apresenta uma proposta bem peculiar: decide escancarar os podres das estrelas hollywoodianas e as maneiras como são contornadas essas situações tanto quanto desagradáveis. Até aqui, tudo parece muito tranquilo. Mas a série de Ann Biderman (Southland) não se contenta só com isso. Ray Donovan, personagem que dá nome à série, é o centro da história e aquele que resolve todos os problemas que envolvem as estrelas de Hollywood, menos os que o rodeiam diretamente.

Uma série que aposta num personagem centro de tudo está passível de incalculáveis erros que vão desde perfil e nuances oferecidas até o relacionamento desse centro com os demais núcleos. A história, aqui, segue o personagem-título que, até este episódio-piloto, se mostrou livre de qualquer desses problemas circundantes. Ray possui todas as nuances possíveis para ser exploradas. Ele é o tipo de personagem que necessita ser meticulosamente apresentado por ter sido minuciosamente trabalhado. O “especialista-em-resolver-os-problemas-dos-famosos-californianos" teria todos os motivos para causar má impressão num primeiro olhar, não fosse pelo ator que até parece que carrega a essência de Donovan até na última gota de sangue das veias. Liev Schreiber compõe um Ray misterioso, prático e inteligente que não poupa esforços para cumprir com maestria as tarefas que lhe são dadas. Por exemplo, no primeiro episódio, o personagem livrou um atleta que se envolveu com a morte por overdose de uma desconhecida, tira um ator do alvo das câmeras da TMZ por envolvimento com travestis e ainda ajuda um antigo caso da mira de um stalker pervertido. Não dá pra levar muito a sério alguns detalhes dessa trama, daí a oscilação entre o drama e a dramédia que você poderá encontrará (ou não) nos próximos episódios.


Além de tudo isso, Ray ainda precisa ser um solucionador de problemas familiares próprios, mas nisso ele não tem especialização. O jogo com as personalidades distintas empregadas no personagem não é o único ponto positivo deste piloto. Grande parte dos créditos devem-se a Jon Voight (e todos os olhares devem se voltar a ele no decorrer da trama), que sempre se mostrou eficiente para interpretar grandiosíssimos personagens – desculpem-me o termo, meus caros – filhos-da-mãe e canalhas. É Voight que vai estabelecer um dos lados da história e, como o sinistro da trama, tentará acabar com a vida do próprio filho, Ray Donovan, sempre dando, em doses homeopáticas, o tom canalha e cínico ao personagem. Até atribuiríamos algum destaque aos demais personagens, se eles tivessem um mínimo de destaque na série, com exceção dos irmãos Donovan que tentaram mostrar que há muito por traz dos problemas quase insignificantes com os quais foram apresentados.

O piloto de Ray Donovan foi respeitável e, sim, houve pontos negativos, mas talvez seja muito cedo para apontá-los como possíveis problemas futuros da série (como os subplots que envolvem as estrelas californianas e as figuras que aparentemente são descartáveis). Apesar de vertentes como sexo, palavrões e drogas estarem presentes em parte considerável da trama, não são os pontos principais e a série não é só sobre isso, estes são apenas complementos que ajudam a desenhar o psicológico dos personagens. A série de Biderman conseguiu deixar perguntas no ar (e muitas, deve-se dizer) e, por seu caráter inovador e peculiar quase, pode ter provocado no telespectador uma ânsia que pouco temos visto (será que  tinta verde e taco de beisebol serão uma saída para Ray impedir a canalhice do vovô sinistrão?). 


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A Banda UÓ, um casamento trágico e o melodrama do início ao fim no clipe de “Cowboy”

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O clipe de Cowboy pode ter saído há quase uma semana, porém seria quase um crime se nós o deixássemos de fora do blog. O trio goiano que espalhou animação e passinhos de dança pra lá de sexy no clipe de Faz Uó há algum tempo, desta vez decidiu empregar todos os dotes de interpretação melodramática de Mateus Carrilho, Davi Sabbag e Candy Mel na versão audiovisual do atual single, citado lá no início.

O vídeo foi gravado no interior de Goiânia, com roteiro e direção de Mateus Carrilho, e traz um casamento realizado no sertão, com direito a muitas caras-e-bocas e tiros (!). Como se trata de um pseudo-mini-filme (*cof cof* sim, gente, é tudo isso mesmo), abstenhamo-nos de mais detalhes. A gente só pode dizer que fotografia, direção, roteiro e sincronização são de dar inveja a muito produtor/diretor/roteirista por aí.

Vem com a gente se pôr entre o choro e o riso com a história de amor de Candy Mel:


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Jonny Lang está de volta e traz consigo o ótimo single “Blew Up (The House)”

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Para os que já o conhecem, comemorem, pois Jonny Lang está de volta e, consigo, trouxe o ótimo single Blew Up (The House)! E para aqueles que ainda não o conhecem, podem comemorar também e vão correndo ouvir a rica e preciosa discografia de seis discos do moço.

Lang, que se fez descobrir no meio musical aos 13 anos com sua primeira banda Jonny Lang & The Big Bang, estava há mais de sete anos sem lançar um trabalho em estúdio e, hoje (01) liberou o primeiro single do sétimo álbum de estúdio, com lançamento marcado para 2 de Setembro deste ano na Europa e quinze dias depois nos Estados Unidos e Canadá, e intitulado Fight for My Soul.

Mantendo a mesma essência blues-rock, Jonny Lang aposta numa batida mais soft do country, o que torna a canção mais animada, sem deixar que falte, é claro, os clássicos solos de guitarra do cantor norte-americano. O vencedor de um Grammy em 2006 por Turn Around esteve durante três anos em estúdio com o produtor e compositor Tommy Sims para a produção do Fight for My Soul, do qual “algumas músicas podem surpreender as pessoas", segundo o próprio. “Isto me mantém fresco e em crescimento. Criativamente, eu acho que há muito mais acontecendo dentro de mim do que eu tenho compartilhado na música até o momento. Grande parte do que eu experimentei através da música e da vida, em geral, está nestas canções.”, disse quando interrogado sobre o novo álbum.

Jonny Lang deve começar sua primeira turnê de 2013 em 18 de Julho próximo em Spokane, Washington, e a primeira em mais de uma década na Europa no mês de Outubro. A canção pode ser ouvida e a tracklist conferida abaixo:




Tracklist do "Fight For My Soul":
Blew Up (The House)
Breakin' In
We Are The Same
What You're Looking For
Not Right
The Truth
River
Fight For My Soul
All Of A Sudden
Seasons
I'll Always Be

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