
Para os que reclamam que o personagem Edward Cullen, da Saga Crepúsculo, não morre no sol: vocês sabiam que os vampiros, originalmente, não morriam ao sair na rua de dia? O primeiro dentuço da história que virou pó quando viu o sol foi o Conde Orlok, em Nosferatu, filme alemão de 1922, que é uma adaptação do romance Drácula, de Bram Stoker. Na história original, o Conde Drácula morria com uma estaca no peito, mas resolveram mudar o desfecho no filme para não parecer uma cópia tão descarada da obra, que já era bastante famosa na época. Hoje, Nosferatu é visto como uma adaptação do romance de Bram Stoker para o cinema, mas na época era plágio, e a viúva do autor ordenou que queimassem todas as cópias da película alemã. Pois é, o Conde Drácula não morria com a luz solar.
Senta que lá vem história.
Na década de 30, os soldados americanos tiveram bastante contato com a cultura voodoo, originária do Haiti. Uma das crenças do povo haitiano era a de que existia a possibilidade de ressuscitar mortos para ajudar os vivos, através de rituais que grandes feiticeiros possuíam o poder de realizar, com a ajuda e aprovação dos deuses. Com base nessas e outras histórias relatadas pelos soldados que voltaram para casa, a indústria cinematográfica norte-americana resolveu aproveitar a oportunidade que tinha ali.
Em 1932, o primeiro filme com zumbis era produzido. White Zombie, de Victor Halperin, conta a história de um feiticeiro voodoo que tinha mortos-vivos como seus serviçais. Nada a ver com os filmes de zumbi que assistimos hoje.
Agora, o primeiro longa que tratava os zumbis como um perigo global a ponto de causar o fim do mundo foi A Noite dos Mortos-Vivos, de George Romero, de 1968, em que a causa da infestação zumbi era a radioatividade de armas nucleares. Ainda um pouco diferente do que estamos acostumados hoje, em que a maioria dos filmes tem como causa da infestação um vírus, ou algo do tipo. Esse tipo de explicação só foi aparecer nas histórias de zumbis nas décadas de 80 e 90, e se popularizou com o jogo Resident Evil, em 96.
E hoje, como estão as coisas?
Hoje os zumbis estão de volta com tudo, com algumas mudanças sutis aqui e outras ali, mas nada muito sério e drástico ainda. Mas podem ir esperando coisas novas pela frente, e a nós cabe apenas aceitar certas mudanças, sendo elas positivas ou não. De qualquer modo, muitas pessoas ainda os adoram - a grande maioria, aliás. Mas, se você ainda sim tem receio em relação ao que ainda está por vir, eis aqui uma lista para te dar esperanças, e te lembrar do que nos faz amar tanto os zumbis: o que eles causam em nós, seres humanos.
2 - Protocolo Bluehand: Zumbis, de Abu Fobiya
Livro descrito como "Guia Definitivo Contra os Mortos... E os
Vivos!", o Protocolo Bluehand: Zumbis é uma obra exclusiva do blog Jovem
Nerd, escrito por Abu Fobiya, com o intuito de ficar o mais próximo possível a
um Guia ou Protocolo no caso de um incidente como este. O Guia é cheio de dicas
e explicações sobre tudo o que você vai precisar não só para se defender dos
mortos, como também dos vivos, que, como você descobrirá ao longo da sua
leitura, podem se tornar um empecilho maior do que os próprios comedores de
cérebros.
3 - Apocalipse Zumbi - Os Primeiros Anos, de Alexandre Callari4 - Terra Morta - Fuga, de Tiago Toy
Este livro é mais um daqueles em que nós vemos que diante de uma catástrofe
como um apocalipse zumbi, os vilões continuam sendo as pessoas. A história de
Terra Morta se passa em São Paulo, mas tem início em Jaboticabal, com Tiago,
que sempre sonhou em viver numa metrópole até que se vê obrigado a fazê-lo
quando zumbis começam a tomar conta do mundo. A partir daí, acompanhamos sua
jornada contra zumbis e, por vezes, humanos, e seus questionamentos e
dificuldades de conviver e confiar em qualquer um que apareça.
5 - Morgan: O Único, de Douglas Eralldo
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