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Review: Bruno Mars se mostra arrependido durante performance na TV no clipe de "When I Was Your Man"

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por Léo Balducci


Uma alma transparente, carinhosa e um tanto quanto antiga, esse talvez seja o perfil de Bruno Mars, que sempre costuma passar uma mensagem de amor em suas músicas. Só que dessa vez, o cantor resolveu se culpar e buscar raiz de seus erros para compor a faixa “When I Was You Man”, eleita como 2º single do álbum “Unorthodox Jukebox” (assim como havíamos previsto aqui). Não mais como uma declaração amorosa, ele apenas mostra seu repentino arrependimento após ver que sua amada está com outro!

O clipe segue o mesmo estilo visual de “Locked Out Of Heaven”, onde as imagens são visualmente mais embaçadas, tremidas e distorcidas de cores, assim como costumava acontecer com fitas de vídeo. Mars resolveu explorar sua simplicidade nessa produção, tendo em vista que não se prendeu a nenhum vínculo específico da música, somente temos ele e o piano. Ao que tudo indica, somos transmitidos para os bastidores de um programa de televisão, onde vemos Mars gravando sua performance, enquanto somos introduzidos por algumas subcenas visuais de uma mulher. Não há como negar que todos esses efeitos de transição entre suas feições não retratem o sentido mais propício de seu arrependimento e insegurança na relação em não expor empatia por ela, evidenciando os versos tão bem compostos.

Tudo fica claro quando ele se retira da sala em total silêncio e só com sua água, condicionando-nos ao perceptível nível de sua franqueza no decorrer da faixa. Além disso, fetiches como por trás das câmeras, edição de áudio e presença de apresentações (como o título da música e do cantor na tela) servem como expressão do ambiente em que o clipe está sendo gravado, afinal há uma câmera por trás da câmera. Outro ponto principal do vídeo se refere a sua identificação com os versos de “When I Was Your Man”, onde atribuem diversas reflexões e pensamentos perante a simplicidade de tudo.



“Although it hurts / I'll be the first to say that I was wrong / Oh, I know I'm probably much too late / To try and apologize for my mistakes / But I just want you to know / I hope he buys you flowers, I hope he holds yours hands / Give you all his hours when he has the chance / Take you to every party cause I remember / How much you loved to dance/ Do all the things I should have done / When I was your man" (‘Apesar de doer / Serei o primeiro a dizer que eu estava errado / Oh, sei que provavelmente estou muito atrasado / Para tentar me desculpar pelos meus erros / Mas eu só quero que você saiba / Espero que ele lhe compre flores, que ele segure suas mãos / Que lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance / Que leve você a todas as festas porque eu me lembro / De quanto você amava dançar / Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito / Quando eu era o seu homem’) E olha que não é tão fácil assim admitir isso para si mesmo!

Concluindo, parece que Bruno quer que realmente nos vejamos naquela situação e compreender o que ele estava sentindo, por isso o clipe assume uma posição de tamanha demonstração de feições e ângulos de uma apresentação. Os efeitos de fita ajudam para criar esse visual mais antigo e ao mesmo tempo contemporâneo, que condiz com o processo que o próprio cantor utiliza em seus álbuns. “When I Was Your Man” é um Bruno mais profundo e certo de que perdeu seu amor, mas talvez ainda haja uma minúscula possibilidade de se ver no reflexo de seus sentimentos!

**** (4/5)
Música: When I Was Your Man
Artista: Bruno Mars
Gravadora: Elektra /Warner Music
Data de Lançamento: 5/02/2013
Direção: Bruno Mars
Duração:  3min 58s

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Review: Nicole Scherzinger se multiplica várias vezes para mostrar seu "Boomerang"

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por Léo Balducci

Após fazer um pouco de farofa no álbum “Killer Love”, Nicole Scherzinger volta nos presenteando com uma música super gostosa de ouvir e o melhor sem dubstep.  E o clipe não fica atrás, muito pelo contrário, ele conseguiu superar nossas expectativas por ser o que ele realmente deveria ser: "Boomerang"!


Vemos uma Nicole muito mais animada e feliz de poder mostrar sua música ao mundo, onde ela não hesita em usar de artifícios de visualização para satisfazer a essência do clipe. Na verdade, o vídeo se destaca por ser simples e não utilizar muitos elementos para entreter, o que na maioria das vezes deixa tudo muito confuso (pegue o exemplo dos clipes de Nicki Minaj). Além disso, a cantora faz com que fiquemos friccionados por se dividir em várias Nicoles, o que evidencia o fato do bumerangue – título e tema central de toda a produção -, onde também faz uso de luzes de neon (não sei se é isso mesmo) em seu corpo e reflete a luminosidade como a fração de todo o sentido de seus sentimentos, sem se perder no foco da letra da canção. Ao se rodear várias vezes de si mesma em movimentos diferentes nos proporciona verificar que foi trabalhoso e muito divertido gravá-lo!


Outros casos interessantes do clipe são os figurinos que são muito bem posicionados conforme as razões para a expressão da artista. Mesmo sem se prender a coreografias, ela faz uso de alguns passos, o que denomina ainda mais a procura excessiva por mostrar que ela é uma mulher forte e que não irá desistir tão fácil de seu amor – o que a música exemplifica em todo o refrão. Os versos são tão bem atribuídos à melodia que temos a sensação de estarmos ouvindo uma das melhores músicas do ano (só que nem é pra tanto), mas ainda assim alguns ouvintes de plantão podem não se entusiasmarem muito com a composição devido não ser a tão clara e repentina “farofa” que estão acostumados a ouvir ou por não estarem com batidas tão bem organizadas no ritmo da canção, mas “Boomerang” é assim, não tem uma letra abusiva e não precisa se priorizar a elementos clichês- apesar deles estarem presentes. A produção é do Will.I.Am, mas a promessa de música boa fica por conta de Nicole!



Oh, you can turn me down, you can throw me now / The harder out, the harder I come back around / You can break my heart / But you can't scratch my name / I can take the hit cause I'm a boomerang” (‘Oh, você pode me rejeitar, você pode me jogar agora / Quanto mais força puser, com mais força vou voltar / Você pode partir meu coração / Mas não pode arranhar meu nome / Posso aguentar o golpe, porque sou um bumerangue’). E pode ter certeza que é mesmo!


Nada impede que Nicole, depois de ser jurada do “The X Factor” do Reino Unido, consiga emplacar esse como um hit e ainda contagiar a todos com uma faixa tão bem composta e produzida (um acerto para o Will.Eu.Mesmo) e ela vai voltar, afinal é um bumerangue. E seus fãs merecem todo esse trabalho e o segmento essencial que a faixa pretende se associar na exploração do sentido da música em relação ao clipe, o que fez surgir as várias multiplicações dela. No entanto, tem que se levar em conta que nem todos os elementos apresentados no vídeo consistem com algum sentido com a faixa, mas de qualquer maneira foi uma produção visualmente muito bem elaborada. Não precisam se preocupar, tem Nicole pra todo mundo!


**** (4/5)
Música: Boomerang
Artista: Nicole Scherzinger
Gravadora: Interscope Records
Data de Lançamento: 25/01/2013

Direção: Nathalie Canguilhem
Duração: 3min 19s

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Review: Ke$ha é a garota levada multicolorida em clipe de "C'Mon"

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por Léo Balducci
E taí mais uma farofa da Ke$ha, mas essa é daquelas de qualidade (se é que se pode dizer isso)! Assim como prometido, a cantora finalmente lançou o vídeo clipe para o segundo single do álbum “Warrior”. Apoiado nas mesmas batidas de seu antecessor “Die Young”, “C’Mon” soa como uma música que você já ouviu várias vezes, porém se diferencia com um letra nem tanto pegajosa assim. Mentira, é pegajosa sim!

O clipe faz o mesmo seguimento de outras produções de Ke$ha, só que dessa vez ela resolveu tirar um pouco do glitter e apostar numa atuação barata que já rendeu a pretensão de sua ousadia. Cena com ela servindo o “velhote” que quer café deixando seu pirulito cair no copo foi um dos marcos do vídeo, sem dúvidas. Nesse caso, o visual mais garota do interior (com as chuquinhas da Xuxa) deu ainda mais interesse vê-la  tratar tão mal assim os clientes e saindo do trabalho – já demitida – e curtindo arruinar tudo. Como de costume, ela entra no furgão de um gatinho e aí mesmo começa toda a zoação com direito a paisagem colorida de coração e tudo.


Não há como negar que os clipes da cantora sempre nos remetem à possibilidade (ou fato) dela estar bem chapada, já ‘pirando na maionese’. Talvez o ponto mais alto de toda essa produção sejam as pessoas fantasiada de animais, que contribuem e muito para dar o ar mais cômico a tudo, incluindo a bagunça e destruição total da lojinha do Sr. Bigode (e sua transformação em gato). Depois, é só surtando loucamente na lanchonete que ela foi demitida. Tudo não passar de uma forma dela passar a mensagem de diversão de sempre!

"Now, don't even try to deny / We're both going home satisfied / Let's go for it just for tonight / C'mon, c'mon, c'mon" ('Agora, nem tente negar / Nós dois iremos para casa satisfeitos / Vamos nessa só esta noite / Venha, venha, venha'). Concordo plenamente!

Dessa vez, não tivemos uma Ke$ha suja, afinal ela até tomou banho! O clipe foi muito bem explorado em relação à composição de “C’Mon”, atribuindo um sentido muito louco e de animação. Mesmo sendo uma canção meramente chiclete e cheia de artifícios comuns – até mesmo sem nenhuma originalidade -, o clipe dá força para um destaque maior na ideia central dos versos. Então, vamos embora curtir!


****(4/5)
Música: C'Mon
Artista: Ke$ha
Gravadora: Kemosabe Records / Sony Music
Data de Lançamento: 11/01/2013
Diretor: Darren  Craig
Duração:  4min 49s

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Madonna ou Lady Gaga: Quem é a Rainha do Pop?

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por Léo Balducci

Toda essa repercussão sobre as discussões entre Madonna e Lady Gaga  estão se tornando uma rebelião aberta entre os fãs das cantoras e enchendo a mídia de prós e contras toda as polêmicas, músicas, números de vendas e indiretas desnecessárias. Afinal, parece até mesmo que os sites estão se posicionando perante quem realmente é a verdadeira Rainha do Pop, porém isso é muito mais complexo do que possa parecer (ou até simples demais)!

Anteriormente, tanto os “little monsters” quanto os fãs de Madonna viviam pacificamente vendo suas divas tirando fotos juntas e mostrando uma relação de afeto uma com a outra, pois estar no mercado não significa competição, mas sim união de base de fãs. No entanto, um terremoto começou a se formar assim que Gaga lançou a música “Born This Way”, do álbum com mesmo nome, assim foi inevitável comparações entre a faixa “Express Youself” da veterana do pop, que consistia em batidas e uma melodia bem parecidas. Em contrapartida, a cantora de Nova York revelou que para composição do single  – que tem o intuito até de passar a mesma mensagem - teve sim inspiração na faixa, porém reafirmando que o ritmo subsequente de sua canção é diferente bem como sua letra. No entanto, não adiantou nada pois a mídia começou a criar uma grande polêmica ao redor do assunto, causando o início de um intriga – ou guerra – entre os fãs.

Para apimentar ainda mais as coisas, Madonna resolveu fazer um medley bem pretencioso nos shows da “MDNA Tour”, onde cantava a música “Express Yourself”, “Born This Way” e “She’s Not Me”, onde essa última ficou reconhecida como uma conduta de provocação por parte dela já que ela incita que por mais que a música de Gaga seja parecida com a sua, aquela que deu voz e divulgação não foi ela – de uma maneira geral, mais uma forma de expressar que aquela se tratava de uma cópia de sua faixa. Como se não bastasse, ela soltou: “Imitação é uma forma de elogio”. Como Gaga também estava em turnê, resolveu desabafar com seus fãs sobre o ocorrido uma vez em um de seus shows, mas deixou claro que prefere não dar importância para tais formas de atacá-la.

E ficou assim por um bom tempo: enquanto Madonna atacava causando mais polêmica, Lady Gaga apenas ignorava. Os fãs também já declararam uma guerra fã-base contra fã-base. E o Brasil novamente virou cenário mundial, só que dessa vez foi para essas duas artistas. Correndo o mundo com suas turnês, elas arrecadaram milhões de dólares em shows lotados muito bem sucedidos, eis que chega as apresentações em terra verde e amarela. Gaga não se dá muito bem no início, já que a produtora da turnê no país chegou até a fazer promoções que quase deram muitos ingressos de graça, o que já virou motivo para fazer montagens de fotos e piadas. Mas Madonna também não ficou muito na frente, pois não lotou o Estádio do Morumbi, assim como Gaga, e muito menos arrecadou uma fortuna imensa em ingressos, que também tiveram promoções. Motivos para tanto desinteresse? Bom, essa rixa entre os fãs contribuiu e muito, mas o principal foi o fato das cantoras terem vindo se apresentar no final do ano com ingressos absurdamente altos, onde nessa época os brasileiros costumam poupar dinheiro para não entrar o ano novo no vermelho, sem contar que o número de shows (Gaga fez 3 e Madonna 4) ajudou na diminuição de público em alguns locais – que se estenderam por todo o território. Estádios grandes e vários shows numa péssima época do ano para fãs gastarem, causou uma diminuição enorme na procura de milhares de ingressos!

Agora chegou o momento mais esperado do post, responder a grande pergunta: Quem é a Rainha do Pop? Bom, vamos aos fatos; Madonna recebeu o título e deve passar os próximos anos e morrer com ele, já que Rei uma vez, sempre Rei. Elvis Presley não deixou de ser o Rei do Rock porque morreu, nem Michael Jackson perdeu a coroa do Pop pelo mesmo fato, muito pelo contrário, continuam com a imagem intacta no cenário musical como lendas nos respectivos gêneros musicais. Esse título não significa que o Pop é uma hierarquia em que o mais forte domina, na verdade, essa foi uma forma de elogiar e reconhecer o talento de vários artistas e não de vedar as pessoas de ouvirem outras músicas ou estilos. Sobre Lady Gaga, não há como negar que ela também foi responsável por uma mudança drástica no cenário musical atualmente, introduzindo o eletro-pop de forma estrondosa nas rádios e mostrando sua moda extravagante e insubstituível. Então, não há brigas na música, apenas diferenças artísticas que não devem servir como motivo para induzir discussões sobre essas grandes artistas, uma que já está na estrada por décadas e outra que acabou de chegar mas que também conquistou milhões de fãs. Não adianta nada querer defender seu ídolo se não tem respeito pelo dos outros!


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Review: 2012 repleto de álbuns com o Espírito do Natal!

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por Léo Balducci

E finalmente mais um ano vai chegando ao fim, mas antes tem as tão alegres, harmoniosas e chatas festas de Natal, onde surge parente do nada e começa sempre aquele tiroteio de perguntas desagradáveis e descontroladas. Mas em meio a tantos risos, choros e piadas ('É pavê ou pra cumê?' Ninguém merece!), sempre acaba tendo aquela música de fundo que começamos a prestar atenção quando tudo fica mais chato do que o normal (se não tiver é bom colocar pra tocar!). Por isso, O Que Vi Por Aí resolveu reunir 10 álbuns de Natal lançados em 2012 e fazer uma pequena review para que você não fique ainda mais chateado com o momento em família, e mesmo que essa confraternização seja muito agradável, é sempre bom ouvir algo a mais do que a voz dos nossos 'nada-intrometidos'-faça-o-eu-quero' parentes!

Além disso, escolhemos duas músicas de cada álbum para colocar como aquelas que despertaram nosso espírito natalino (ou não!). Então, aqui vamos nós:

CeeLo Magic Moment - CeeLo Green

Acertando na mosca! Nos Muppets! Quer dizer... CeeLo Green já mostrou inúmeras vezes que talento para cantar é o que não falta para ele e nos apresentou um belo trabalho nesse seu momento mágico. Na verdade, o cantor abusou da mistura de seu R&B e pop e não hesitou em construir um álbum consistente que agrade a todos ouvidos de pessoas que tem a tão apreciada alma natalina. Sua afinação em quase todo o repertório é de dar uma pequena inveja em muito cantores, mas é bom deixar claro que nem todas as canções são tão bem exploradas.

Músicas: “What Christmas Means to Me” e “Please Come Home for Christmas”
Nota: 4/5




Christmas In The Sand – Colbie Caillat
Dessa vez, Colbie soube muito bem como lançar um álbum bem produzido e que expresse o espírito natalino de uma forma mais, digamos, ensolarada. O repertório traz muita praia, Papai Noel de sunga e um ar de descontração muito bem impostos para deixar qualquer celebração de Natal mais natural. Os vocais da cantora correspondem a exigências que as músicas pedem, com uma voz tão suave que se tornam a trilha sonora perfeita para uma confraternização natalina no Brasil (Que calor, hein!). O ritmo pop soul unido com as melodias dessa época dão até mesmo vontade de ir para a praia!

Músicas: “Christmas in the Sand” e “Every Day Is Christmas (feat. Jason Reeves)”

Nota: 5/5

Cheers, It’s Christmas – Blake Shelton


Esse country natalino poderia soar extremamente como inoportuno, mas a coisa anda muito pelo contrário, pois além de trazer suas origens, Shelton conseguiu minimizar qualquer música que fugisse de seu tema de brinde. Muito bem acompanhado do violão, ele apresenta um repertório razoável que possa aquecer qualquer casa com uma boa lareira em que nosso bom e velho Noel possa tentar descer. As parcerias com Miranda Lambert e Kelly Clarkson também ajudam a consumir essas canções bem produzidas.


Músicas: “There's a New Kid In Town (feat. Kelly Clarkson)” e “Santa's Got a Choo Choo Train”
Nota: 4/5


White Christmas – Brooke White


Conduzindo uma inspiração natalina, Brooke dá um repertório organizado e elaborado de forma a agradar os ouvintes que apreciam ritmos com ótimas notas musicais. Seu pop caiu muito bem nas canções típicas do Natal e nas composições que completam o álbum, sem deixar desanimar com faixas mais lentas. Nas músicas mais dançantes, ela não hesita em colocar melodias e ritmos bem posicionados numa letra bem gostosinha de se ouvir.

Músicas: “Last Christmas” e “Wonderful Christmastime”
Nota: 4/5




It's Christmas Time – Cascada

Extraída das baladas, Cascada parece fazer um bom trabalho nesse álbum, mas só parece mesmo. Quem estava esperando músicas natalinas ao som dançante das batidas, vai se decepcionar um pouco, pois somente 2 ou 3 seguem o gênero (que por sinal, se encaixaram bem). Em compensação às outras, nada de muita novidade, além de repertório e produção meio previsíveis e alguns ritmos incluídos. Esse tempo de Natal ainda não chegou para esse álbum! 



Músicas: “Last Christmas” e “Somewhere At Christmas Time”

Nota: 2/5


Home For Christmas – Chris Mann


Esse é um daqueles EP’s que os tios distantes dão de Natal por você ser jovem ou gostar muito de músicas, mas que na verdade, eles nem sabem quem é e muito menos ouviram. Não há como negar que algumas canções são bem impostas no repertório, mas nada de muita novidade ou que faça alguém despertar seu espírito natalino. Os vocais de Chris são bons, mas nada de muito bom para se ouvir quanto se está pensando em comemorar em família, só para quem quer chorar por estar sozinho!


Músicas: “I'll Be Home For Christmas” e “White Christmas”
Nota: 2/5



A Very Merry Perri Christmas – Christina Perri


Agora esse sim eu adoraria ganhar de presente! Christina provando que sua voz se encaixa perfeitamente em clássicos de Natal e, nesse desempenho vocal impecável, que ela resume todas as composições. Não há como não se emocionar ao ouvi-la cantar “Ave Maria” ou acompanhar sua voz nas letras de “Happy Xmas”, pois ela realmente consegue transmitir todos os sentimentos e a verdadeira essência do Natal. Ela não precisa se render ao ritmo agitado ou ficar somente isolada em versos calmos, já que ela tem o talento de contornar esses tons e ficar num meio termo. Esse Natal é bem mais inspirador com uma Perri!

Músicas: “Something About December” e “Ave Maria”
Nota: 5/5
This Is Christmas – Katherine Jenkins

Apesar da maravilhosa voz que Katherine nos permite apreciar, um exagero bem grande se torna visível na transferência das músicas natalinas para o gênero clássico. Ela contou com ajuda de seus amigos cantores e de uma orquestra, que deu sequência as canções, porém nem mesmo eles conseguiram salvar o repertório que realmente virou desagradável de se ouvir. Não estou criticando a voz da cantora, mas sim como ela a usou para implementar as faixas escolhidas para o álbum, que não deixou espaço para nenhuma música favorita 
ou que expresse o espírito natalino.

Músicas: “I Wish You Christmas” e “Come What May”
Nota: 1/5



On This Winter’s Night – Lady Antebellum
Esse é mais um country para ser ouvido no Natal, porém não impressiona como a escalação feita por Blake Shelton. O repertório foi bem escolhido e conseguiu dominar a essência de um Natal glorioso e conciliar de forma razoável as composições típicas dessa época do ano. De uma maneira mais alternativa, o grupo se sai bem em criar ambientes agradáveis para se ouvir o disco, mas peca um pouco em como produz as faixas para apresentá-las ao público. De um modo geral, nada sai fora do esperado, por isso talvez permaneça num patamar tão estagnado e um pouco previsível!

Músicas: “A Holly Jolly Christmas” e “Christmas (Baby Please Come Home)”
Nota: 3/5



Christmas For You – Thomas Anders
Afinal isso é pop, jazz ou um clássico contemporâneo? Na verdade, um pouco dos três. Anders não hesitou em mesclar no repertório os gêneros ao mesmo tempo em que os coloca em ma mesma música juntos. Além disso, ele introduziu um pouco de pop latino nas composições natalinas, que caíram muito bem de um modo geral. É um bom álbum para dar de presente para aquela tia que é apaixonada por cantores latinos (mesmo ele não sendo). Nada do que ouvir músicas com letras que correspondem a uma boa melodia e que impressionam na produção!

Músicas: “It Must Have Been The Mistletoe” e “It's Christmastime”
Nota: 4/5


E não esqueça de deixar o sapatinho na lareira e se proteger bem, pois lá fora deve estar nevando... Ah é, nós moramos no Brasil! Então trate logo de estourar uma champagne quando der meia-noite e comemorar pois o Natal chegou e seja sincero na hora de ver seus presentes (Se não gostou, diga!). Brincadeiras à parte, a equipe O Que Vi Por Aí deseja a todos um deseja a todos um Feliz Natal! Com muita paz, harmonia, amor e o mais importante, fé, porque é com ela que conquistamos grandes vitórias! Esperamos que todos possam sentir a magia do Natal e curtir bastante este dia tão especial!

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Por que assistir "The Walking Dead"?

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por Léo Balducci

Diante das profecias de fim do ano, em que a raça humana possa ser extinta com uma chuva de meteoros ou com uma explosão da máxima solar, já pensou em um apocalipse zumbi? Pois bem, é praticamente disso mesmo que “The Walking Dead” tenta abordar, só que de uma forma em que ainda haja, por menor que seja, esperança de salvação!

Baseada em HQs com o mesmo título, a série acabou se tornando o maior sucesso da TV à cabo nos Estados Unidos, registrando números impressionantes para o canal AMC e levando vários fãs a acompanharem ansiosamente por cada episódio. A trama se passa dentro de um pequeno grupo de sobreviventes que começam a se refugiar em lugares isolados a fim de evitar o confronto com infectados por um vírus, que após morrerem viram zumbis. Rick Grimes era xerife da polícia de uma pequena cidade (e, logo mais, o líder do grupo), que acaba por encontrar seu mundo ao avesso depois de acordar de um coma no hospital de sua cidade sem sua mulher e filho por perto, a partir daí ele tem que aprender a lidar com os “errantes” e procurar abrigo para sua sobrevivência.


Apesar do visual assustador que os zumbis possam aparentar ter, a série não se prende apenas a matá-los, mas também envolver situações cotidianas e revelações incríveis, que conseguem prender o espectador a cada momento. No entanto, os mistérios continuam a ser o maior plot (acontecimentos que dão sequência ao enredo) aliado as cenas de ação, que motivam a grande audiência. Não há como negar que aparece bastante sangue em função de matança; na verdade, aparece, e muito, porém isso é o que torna tudo ainda mais interessante e realista. A maquiagem dos tais mortos-vivos e o cuidado com o cenário e o visual das personagens contribui muito para a criação de um mundo tomado por essas criaturas e pelas intensas formas de contrariar a morte eminente. Temos muitos tiros, cenas quentinhas, traição, zumbis decapitados ou com um tiro na cabeça, sumiços e um grupo de pessoas que, acima de tudo, zelam por si mesmos como um só!

Por fim, “The Walking Dead” é uma série para as pessoas que gostam de assistir uma trama de qualidade com personagens, que mesmo com seu mundo desabando diante de seus olhos, ainda encontram uma esperança para continuar e lutar por suas vidas. Não é uma produção de terror ou de suspense, mas sim de um drama que não se limita a testar os pensamentos do espectador, trazendo a todo episódio uma nova ressalva de que tudo é imprevisível, pois num apocalipse desse tipo ninguém é melhor ou maior que ninguém para um zumbi sedento por carne humana. Não há como prever quando ou como o mundo acabar, mas todos pedimos que seja depois de podermos assistir a todas as temporadas de TWD!

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Review: Rita Ora vai ao futuro com o clipe de "Radioactive" mas volta com o mesmo passado de sempre

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por Léo Balducci
Quem ouviu o álbum de estreia de Rita Ora sabe muito bem que “Radioactive” é a música mais energética de todo repertório, mas até do que “How We Do (Party)”, e para comprovar a potência da faixa a cantora revolver apostá-la como single. De um modo geral, a música é tudo que as rádios eletrônicas pedem atualmente, só que essa felicidade pode não ser tão grande se comparado ao clipe! 


Utilizando o típico cenário de fundo verde, o visual inteiro do clipe é formado por efeitos especiais, o que de alguma maneira poderia até funcionar para criar um ambiente mais futurístico à produção mas isso não aconteceu. Na verdade, trata-se de cenários não muito bem introduzidos em toda a trama do clipe, que realmente não se esforça nem um pouco em fazer algum sentido. Vemos Rita com o cabelo solto girando em uma poltrona e depois com os fios presos enquanto toca o ar que possui alguma tecnologia de comando e entre-cenas com uma versão robótica de si com seu amado... Isso é o que parece, mas nem assim dá pra gente entender, apenas citando o que pode estar sendo exibido. 




Tudo é tão confuso, que se torna absurdamente superficial e não envolve nenhum aspecto tão futurístico assim que possa interagir ou entreter da maneira que um clipe deve agir. Na verdade, as produções de Rita em que ela apenas é ela mesma e são totalmente feitas na espontaneidade são muito mais aceitas e divertidas. Para quê colocar ela dirigindo aquela moto sem um motivo, ela agora virou o Tron? Ela estava no céu, no espaço ou no planeta dela? Cadê a radioatividade nuclear que ela tanto fala na música, como se seu amor fosse radioativo e liberasse uma forte energia? Que cabeça flutuante é aquela? Aqueles caras lá de máscara parecia que estavam se protegendo mais de algum fedo do que de uma radiação! Ritinha pisou na bola, nesse caso na esfera mágica que orbita no universo (?). 

“This goes radioactive / Drop the bomb, let me feel the beat / Palms to the Sky / “You know, I feel it, I feel it, feel feel it / We rise tonight” (‘Isto se torna radioativo / Solte a bomba, deixe-me sentir a batida / Mãos ao céu / Você sabe, eu sinto, sinto, sinto, sinto isso / Nós nos elevamos esta noite’). Não, com certeza o clipe não nos deixou elevar nem nessa e em nenhuma outra noite! 

“Radioactive” é uma música tão bem produzida para o álbum “Ora” que chega a ser impressionante o fato de investirem tão pouco em seu clipe. Talvez nem seja por falta de verba ou algo do tipo, mas sim por uma falta (ou exagero) de imaginação para a criação do vídeo, não é horrível mas também não chega nem perto do que seria bom. Que pena!

**(2/5)
Música: Radioactive
Artista: Rita Ora
Gravadora: Roc Nation / Sony Music
Data de Lançamento: 10/12/2012
Direção:  Syndrome
Duração: 4min 22s

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Review: Taylor Swift é a garota que muda, causa e se decepciona com seu namorado problemático em clipe de "I Knew You Were Trouble."

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por Léo Balducci

Aquela típica frase “Não mude por ninguém” começa a fazer todo sentido quando assistimos ao clipe “I Knew You Were Trouble”. Dessa vez, Taylor Swift não busca apenas representar a vida amorosa dela como também contar uma história, toda baseada nas aventuras que vivenciou com um dos caras com que namorou - alguém duvida que seja verdade? Pois ela parece ser bastante sincera na música.

Quando ouvia o single, sempre imaginei um clipe meio alegre, como se ela estivesse jogando na cara do ex que sabia que ele era problema, mas mesmo quis curtir para ver no que ia dar e agora descobriu quem realmente é, mas ela conseguiu dar uma boa reviravolta nesse conceito. Com uma ótima fotografia, Tay nos apresenta um clipe bem diferente do que costuma a fazer, incluindo cenas no meio do nada e até mesmo curtindo loucamente a balada.


Como sempre num desastre amoroso, o clipe é um arranjo muito bem colocado na letra da música que condiz perfeitamente com a qualidade do ritmo eletro-pop. O clipe tenta ocasionar momentos em que ela percebe que seu namorado é um problema como nas cenas do show de rock, da briguinha (que ele chega até mesmo a rir) no bar e do desespero dele ao ver um carro da polícia. Apesar disso, vemos uma junção de cenas em que ela aparece abraçada, conversando ou beijando-o, evidenciando o fato de que ela gosta tanto dele ao ponto de, mesmo com tudo isso, continuar com a relação. No final, ela percebe (finalmente, hein) o quanto ele era problema, afinal ele estava beijando outra. A introdução e o desfecho foram muito bem elaborados, principalmente ao podermos ouvir seus pensamentos, mostrando que ela acabou se perdendo: "Eu não sei se realmente sabemos quem somos até perdermos o que somos". Dá pra entender muito bem! Infelizmente dá!

"Cause I knew you were trouble when you walked in / So shame on me now / Flew me to places I'd never been / 'Til you put me down" ('Porque eu soube que você era problema quando você apareceu / Vergonha para mim agora / Voou comigo a lugares a que eu nunca tinha ido / Até me pôr no chão'). Nem precisa dizer mais nada!

Num contexto geral, o clipe conta com efeitos e ocasiões que, de maneira alguma, deixa o espectador confuso, muito pelo contrário, é altamente explícito e contado entre-cenas. Quem aí gostou de ver a Taylor mais “loucona” e com cabelo mais curto de mechas rosa? Bom, pelo menos não há dúvidas de que tanto o clipe quanto a música foram produções que marcarão a carreira da cantora, que está investido pesado num visual bem mais pop. Sucessos nas rádios? Com certeza, e também na TV.

*****(5/5)
Música: I Knew You Were Trouble.
Artista: Taylor Swift
Gravadora: Big Machine Records / Universal Music
Data de Lançamento: 13/12/2012
Direção: Anthony Mandler
Duração: 5min 52s

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Review: Valeu a espera de mais de um ano por "Unorthodox Jukebox"

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por Léo Balducci

Já não é mas necessário colocar Bruno Mars em pauta de alguma notícia para ele ganhar repercussão, o cantor, produtor e compositor sabe exatamente o que está fazendo e como chegar com um som que agrade a qualquer ouvido. Bom, quem não se lembra das músicas “Greande”, “The Lazy Song”, “Just The Way You Are” e até mesmo “Talking to the Moon”, que nem chegou a ser single? Dessa vez, ele retorna, depois de mais de um ano, com o sucessor do prestigiado “Doo-Wops & Hooligans”.

Vamos começar pelo começo! O disco já começa com a baladinha “Young Girls” (que já, inclusive, fizemos uma análise aqui), partindo para o single “Locked Out Of Heaven”, mas a novidade surge com “Gorila”. Bruno já mostrou que preconceito em relação a mostrar um gorila representando algo, ele não tem nenhum – prova disso é o clipe de “The Lazy Song” -, e nem deveria pois a música fala exatamente de como ele quer se sentir com sua amada: selvagem e fazendo amor com sua amada como um gorila. A capa do álbum é de um gorila abraçando uma jukebox.


Destacando as melhores composições do álbum – o que realmente é difícil de escolher – temos “Treasure”, “Natalie”, “Money Make Her Smile” e “Moonshine” (não tem como não ouvir essa última e não vir à lembrança a figura de Michael Jackson), que atribuem um ritmo e uma melodia tão soul pop que fica impossível de ouvir e já não se sentir dentro do que a letra está impondo. Embora sejam ótimas, parece que “When I Was Your Man” acaba ‘roubando a cena’ dentro de um repertório tão seletivo por ser ao mesmo tempo tão romântica e ter uma melodia tão bem introduzida na letra. Na música, ele indica como tudo ficou diferente depois que se separou de sua amada, onde realmente se dirige a ela, e nas frases Too young, too dumb to realize, “Cause all you wanted to do was dance / Now my baby is dancing, but she's dancing / With another man” mostra arrependimento pelo que deixou de fazer por sua insegurança na relação. Ao final, ele apenas conclui que espera que ‘esse novo homem’ possa fazer tudo aquilo que ele deveria ter feito. Sinto cheiro de single e dos grandes!

"Unorthodox Jukebox" – nome complicado, hein Bruno – vem para trazer de volta às rádios todo o sentido de diversão e amor da época de nossos pais, mas com a contemporaneidade de batidas e uma composição impecável. Bruno Mars não precisa ser considerado nenhum novo Rei do Pop para se consagrar, muito pelo contrário, seu trabalho já está sendo prova de seu talento! Afinal, às vezes é melhor deixar músicas de qualidade do que ficar correndo atrás de um título, que sequer poderá ser substituído!

*****(5/5)
Nome do Álbum: Unorthodox Jukebox
Artista: Bruno Mars
Gravadora: Elektra / Asylum, Warner Music
Data de Lançamento: 11/12/2012
Número de Faixas: 10
Duração: 34min 8s

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Review: Sempre muito bem afinada, Carly Rae Jepsen descobre ser uma jovem apaixonada no álbum "Kiss"

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por Léo Balducci

Justin Bieber, Selena Gomez, Carlos Pena e Ashley Tisdale começaram a cantar! O mundo começou a cantar! Nós começamos a cantar! É assim que podemos descrever o hit viral “Call Me Maybe” da canadense estreante no cenário musical pop, Carly Rae Jepsen. No entanto, agora ela tenta tirar da cabeça de todos a modinha pop e introduzir um novo material, repleto de sensações e sentimentos de uma garotinha (nada inocente) apaixonada.

Quando escutamos pela primeira vez a faixa “Tiny Little Bown”, que abre o repertório do disco, já começamos a imaginar a cantora com laçinhos na cabeça, usando aquela típica saia com grandes bolas vermelhas e com as bochechas todas rosadas. Logo na sequência, somos introduzidos ao single “This Kiss”, que com um ritmo bem oitentista e uma boa batida já muda radicalmente a impressão que tínhamos anteriormente – diga-se de passagem, como uma das faixas mais bem produzidas de todo o álbum. Na sequência temos as já conhecidas “Call Me Maybe”, “Curisioty” -  que teve um acréscimo desnecessário de batidas – e a parceria com o Owl City, “Good Time”: "Cuz it's always a good time".



Parece mesmo que Carly sabe como dar uma diversificada na melodia, pois mesmo com letras quase que similares ao mesmo tema não chega a pecar no que podemos dizer como repetição. Ainda vemos como boas batidas as canções “Turn Me Up”, “Tonight I’m Getting Over You”, “Guitar Strind / Wedding Ring” e “Wrong Feel So Right”, que permite ao ouvinte, além de ficar mais alegre, se sentir dançando numa boate ao lado de bons amigos. As baladas viciantes “Your Heart Is A Muscle”, “Almost Said It” e a parceria com Bieber, “Beautiful”, muito bem posicionadas na tracklist, dão uma descontraída para quem cansou um pouco do electro-pop.

Esse é um dos álbuns em que se torna praticamente impossível escolher uma única música para escutar, quando começa dá a sensação de que você precisa ouvi-lo por completo para se sentir satisfeito. Certo disso, a cantora soube investir na sua básica voz suave e nos agudos sem sofrer com os graves, afinal ela parece tão delicada mas mostra que seus sentimentos mais profundos guardam uma imensa trajetória de corações partidos e empolgação por diversão. “Kiss” é perfeito para quem gosta de cantar as músicas enquanto ouve, não deixando parte para ignorar a frase chiclete But here's my number, / So call me, maybe?.

***(3/5)
Nome do Álbum: Kiss
Artista: Carly Rae Jepsen
Gravadora: Schoolboy, Interscope Records
Data de Lançamento: 13/09/2012
Número de Faixas: 17
Duração: 58min 8s

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Por que assistir "American Horror Story"?

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por Léo Balducci

Não é novidade para ninguém que atualmente um dos gêneros que mais dá lucro, principalmente no ramo do cinema, é o terror. Milhares de pessoas se acomodam nas aconchegantes poltronas dos cinemas para levar sustos e roer as unhas de ansiedade para saber o que o tal “moçinho” vai fazer para escapar da morte. Mas já pensou em ter toda essa sensação multiplicada na sala de sua casa semanalmente? Bom, isso é só uma parte do que “American Horror Story” pode proporcionar.

A aposta de Ryan Murphy e o do canal FX vem de uma história bastante envolvente, que propicia as melhores cenas de terror da história da televisão norte-americana. A série consegue resumir em 12 episódios uma total loucura de alucinação, medo, ansiedade e ao mesmo tempo uma psicologia mais do que profundamente explorada – o que o diga a segunda temporada, que está atualmente sendo exibida. Nada mais é do que uma forma de prender telespectadores durante 1 hora na frente da TV para presenciar cenas desagradáveis, motivadas por um enredo descrito como espetacularmente elaborado e que consegue, sem necessidade de se refugir a partes irrelevantes, trazer uma experiência denominada como surreal e inacreditável.


Por mais que utilize elementos sobrenaturais, a premissa da série atinge exatamente o ponto que cerca as pessoas entre realidade e imaginação, mas sem perder a qualidade do terror e os imensos diálogos reveladores. Diferente das demais produções, “American Horror Story” não tem sua história contínua em temporadas, na verdade, cada uma delas narra uma história completamente diferente, mas que provavelmente tem uma intensidade bem maior do que a anterior. Na primeira, somos introduzidos a uma família que resolve se mudar para um casa, que guarda segredos especialmente macabros, e que são rodeados por elementos de terror extremo e uma vizinha que parece saber bem mais da casa do que a corretória de imóveis. Através disso, acontecimentos marcam a trajetória da série, resultantes de mais cenas de horror para os fascinados pelo gênero.

Por fim, AHS não é apenas uma narração de uma história de terror da América, tudo se engrandece a uma rebelião de sensações e emoções que saem de dentro da TV e consumem o espectador de tal maneira que o ponto final parece insuficiente para nossa própria satisfação como meras pessoas que exigem entretenimento (às vezes de qualidade e outras vezes não). Mais do que mexer com o psicológico de suas personagens, a produção de Murphy explora o ponto mais íntimo de cada um e transmite tudo isso num único significado: reflexão. Não precisa ter coragem para assistir, apenas vontade de entrar dentro de um mundo cheio de pensamentos inexplicavelmente profundos.


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