Não é
novidade para ninguém que atualmente um dos gêneros que mais dá lucro,
principalmente no ramo do cinema, é o terror. Milhares de pessoas se acomodam
nas aconchegantes poltronas dos cinemas para levar sustos e roer as unhas de
ansiedade para saber o que o tal “moçinho” vai fazer para escapar da morte. Mas
já pensou em ter toda essa sensação multiplicada na sala de sua casa
semanalmente? Bom, isso é só uma parte do que “American Horror Story” pode
proporcionar.
A aposta de
Ryan Murphy e o do canal FX vem de uma história bastante envolvente, que
propicia as melhores cenas de terror da história da televisão norte-americana.
A série consegue resumir em 12 episódios uma total loucura de alucinação, medo,
ansiedade e ao mesmo tempo uma psicologia mais do que profundamente explorada –
o que o diga a segunda temporada, que está atualmente sendo exibida. Nada mais
é do que uma forma de prender telespectadores durante 1 hora na frente da TV
para presenciar cenas desagradáveis, motivadas por um enredo descrito como
espetacularmente elaborado e que consegue, sem necessidade de se refugir a
partes irrelevantes, trazer uma experiência denominada como surreal e
inacreditável.
Por mais que
utilize elementos sobrenaturais, a premissa da série atinge exatamente o ponto
que cerca as pessoas entre realidade e imaginação, mas sem perder a qualidade
do terror e os imensos diálogos reveladores. Diferente das demais produções, “American
Horror Story” não tem sua história contínua em temporadas, na verdade, cada uma
delas narra uma história completamente diferente, mas que provavelmente tem uma
intensidade bem maior do que a anterior. Na primeira, somos introduzidos a uma
família que resolve se mudar para um casa, que guarda segredos especialmente
macabros, e que são rodeados por elementos de terror extremo e uma vizinha que
parece saber bem mais da casa do que a corretória de imóveis. Através disso,
acontecimentos marcam a trajetória da série, resultantes de mais cenas de
horror para os fascinados pelo gênero.
Por fim, AHS
não é apenas uma narração de uma história de terror da América, tudo se
engrandece a uma rebelião de sensações e emoções que saem de dentro da TV e
consumem o espectador de tal maneira que o ponto final parece insuficiente para
nossa própria satisfação como meras pessoas que exigem entretenimento (às vezes
de qualidade e outras vezes não). Mais do que mexer com o psicológico de suas
personagens, a produção de Murphy explora o ponto mais íntimo de cada um e
transmite tudo isso num único significado: reflexão. Não precisa ter coragem
para assistir, apenas vontade de entrar dentro de um mundo cheio de pensamentos
inexplicavelmente profundos.
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