Após encerrar
todos os seus projetos com o álbum
Teenage Dream, Katy Perry resolveu tirar
umas boas férias para colocar a cabeça no lugar – nada mais do que merecido,
afinal foram 8 singles contando com a o relançamento do disco, que rendeu mais
duas faixas. Repetir o feito grandioso do disco multi-platinado é bem mais
complicado do que talvez aparente ser, pois além disso conseguir levantar sua
carreira, também recebeu inúmeros prêmios (sem Grammy, #KatiaXatiada), Katycats
e a consagração como uma das maiores artistas POP da atualidade. Sem nenhuma
dessas pretensões, a cantora queria apenas continuar fazendo músicas que pudessem
cativar as pessoas, e assim nasceu
PRISM. Nada sombrio do que tanto se
falava, o álbum é realmente um prisma que reflete o brilho de várias
inspirações da própria Katy, mostrando seu lado musical que muitos não
conheciam.
Não há como questionar o imenso sucesso de
Roar, primeiro single dessa “nova
era”, mas agora diante do repertório completo, podemos dizer que ela é como
aqueles emoticons do antigo/finado MSN, querendo dizer tudo e nada – o hit que
a gravadora queria, mas sem aquela emoção que tanto queríamos. Unindo
sentimentos com nossas típicas situações da vida, o repertório está repleto de
aprendizado da Professora Katia, que vão desde essas decepções amorosas até
confiar em Deus que tudo vai dar certo.
By The Grace Of God soa tão singela,
único e pessoal para ela, que fica impossível não parar para se identificar.
Isso também acontece com
Spiritual, apesar de essa ser bem mais modesta. As
conhecidas
Dark Horse – essa mais “sombria” que filmes do Tim Burton com
Johnny Depp – e
Walking On Air (imaginamos já um coral da igreja só no
“tonight”) se encaixam bem na tracklist e faz jus aos comentários de quem dizia
que Katia ama/é sair de sua zona de conforto. As duas são maravilhosas
musicalmente e por mais que não sirvam como um single, são fortes e trazem essa
imposição de que é ela quem manda no pedaço.
Das gotosinhas para se ouvir, temos
International Smile,
Birthday e
This
Is How We Do. Na primeira, ela incorpora a garota que vê no cara sorrisos de
vários países, descrevendo inclusive o Rio (só pra gente amar mais). Tem cheiro
de hit! Já na segunda (está na moda todos terem música com esse nome), temos algumas
batidas bem século passadas, e é isso que nos faz querer comemorar esse
aniversário. Já a terceira tem um refrão bem chiclete e um ritmo bastante
agradável – porém é mais do mesmo, contudo tem até um bom potencial daquele
single que gruda na cabeça.
Muitos, mas muitos mesmos estavam ansiosos para poder ouvir
Double Rainbow,
uma colaboração de Sia. Dona de grandes hits, era lógico que a compositora
traria outro para Katia – só que não. A música não é ruim e até vemos ela com
um clipe bem bonitinho, mas não é tudo isso que esperávamos. E aqui vem o maior
smash-hit do álbum:
Lengedary Lovers. Essa é a faixa que representa toda a
essência e conceito do título do disco, tendo um refrão devastador e que você
vicia já nos primeiros versos com tudo combinando tão bem (batidas, ritmo,
melodia se unem para esse “destruidor-de-carreiras”) – no pós-refrão tem até
algo meio à lá
Caminhos das índias feat.
Come & Get It. Falando em
coisa boa,
Unconditionally também merece destaque! Ela foi escolhida para ser
o próximo single e ficamos contentes. É uma baladinha bem sentimental e pra jogar
o amor para cima e tem esse brilho que tantos enfatizamos. No entanto,
This
Moment,
Love Me,
Ghost e
It Takes Two são aquelas meio deslocadas e que
não fazem diferença estar dentro ou fora do repertório – mesmo a última sendo
bem chiclete. São as para agradar o povão! Terminando com
Choose Your Battles,
temos aqui uma poderosa canção para dar aquela prismada que tantos precisamos e
estendendo todo esse poder e força que Katy Perry possui diante de tantas
dificuldades pessoais e profissionais que enfrentou (e continua enfrentando) ao
longo de sua trajetória até a ascensão.
Por fim,
PRISM é o contraste de cores e sentimentos que todos nós temos, o
ponto alto e baixo de cada um, a constatação de nossa fé, a expressão de sua
nossa personalidade e sua linha de coesão, sua luz. Não é nenhum álbum do ano, não tem a
diversão e zoeira de
Teenage Dream e muito menos os sonhos, ilusões e confrontos
de
One Of The Boys, mas é um porto-seguro para Katy, servindo como molde de
sua frustração e sucesso. E como diria uma velha amiga nossa, é só
“ascender à
luz e deixá-la brilhar”!