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por Aline Alves
Várias vezes a ideia de suicídio assaltou-o; esta imagem vinha cheia de encanto, como um repouso delicioso; era como o copo de água gelada para o miserável que, no deserto, morre de sede e de calor.
"Minha morte aumentará o desprezo que ela tem por mim!", exclamou. "Que lembrança eu deixaria!"
*.............. lembra algo que ouvi esses dias, tenho lido tanta coisa que fala sobre assunto ultimamente, até os filmes que estou vendo, ouvindo sobre casos, coisas da vida.
* Não me perguntem a razão pela qual escolhi a segunda foto. Não, eu nunca li Harry Potter mas eu achei muito bonitinha, não tem nada a ver com suicídio mas lembra o Li Por Aí ;)
O Vermelho e o Negro
Título original: Le rouge et le noir
Autor: Stendhal
Editora: Abril
Ano: 210
Páginas: 640
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por Aline Alves
Preâmbulo
às instruções para dar corda no relógio
Pense
nisto: quando dão a você de presente um relógio estão dando um pequeno inferno
enfeitado, uma corrente de rosas, um calabouço de ar. Não dão somente o
relógio, muitas felicidades e esperamos que dure porque é de boa marca, suíço
com âncora de rubis; não dão de presente somente esse miúdo quebra-pedras que
você atará ao pulso e levará a passear. Dão a você — eles não sabem, o terrível
é que não sabem — dão a você um novo pedaço frágil e precário de você mesmo,
algo que lhe pertence mas não é seu corpo, que deve ser atado a seu corpo com
sua correia como um bracinho desesperado pendurado a seu pulso. Dão a
necessidade de dar corda todos os dias, a obrigação de dar-lhe corda para que
continue sendo um relógio; dão a obsessão de olhar a hora certa nas vitrines
das joalherias, na notícia do rádio, no serviço telefônico. Dão o medo de
perdê-lo, de que seja roubado, de que possa cair no chão e se quebrar. Dão sua
marca e a certeza de que é uma marca melhor do que as outras, dão o costume de
comparar seu relógio aos outros relógios. Não dão um relógio, o presente é
você, é a você que oferecem para o aniversário do relógio.
* trecho retirado do livro Histórias de Cronópios e de famas de Julio Cortázar.
* Escolhido pela forma como o autor relata a experiencia de se ganhar um relógio que pode não ser tão boa quanto parece "o presente é você, é a você que oferecem para o aniversário do relógio" parece bem com como agimos, já não usamos mais as coisas infelizmente cada dia mais somos usados por elas.
Histórias de cronópios e de famas.
Título original: Historias de cronopios y famas
Autor: julio Cortázar
Editora: Civilização brasileira
Ano: 2009
Páginas: 128
Edição: 12ª
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por Aline Alves
"A humanidade é uma grande esperança perdida. Cada ho-mem
está trancado dentro de si mesmo e sua alma é semelhante a um
poço onde só o sofrimento vive e se agita. Solidão. loucura e
marginalidade são os destinos das criaturas que se corrompem
no dinheiro e no desejo — carcereiros da alma. Não há
liberdade fora da morte. A vida é violência e ritual
antropofágico. Os únicos companheiros do indivíduo são o
medo e a solidão. E. para eles. não há remédio;
conseqüentemente, não há cura."
*Trecho encontrado ocasionalmente na introdução do livro "Um Bonde chamado desejo" de Tennessee Williams.
* foto de Daniel Day-Lewis retirada do filme Sangue Negro dirigido por Paul Thomas Anderson.
Obs: A imagem acima foi escolhida devido a fatores na estória do filme Sangue Negro (baseada no livro oil de Upton Sinclair). que se assemelham ao trecho lido no texto, VIDA E OBRA (Introdução a Um Bonde Chamado Desejo) onde a solidão e criaturas corrompidas pelo dinheiro são visivelmente notadas no filme. trailer (aqui)
Um bonde chamado desejo
Título original: A Streetcar Named Desire
Autor: Tennessee Williams
Editora: Abril Cultural,
Ano: 1983
Páginas: 454
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