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Review: "ARTPOP" é ou não o álbum do milênio?

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É inegável a força que Lady Gaga exerce atualmente em seus fãs e na música pop, de maneira geral, tornando-se um verdadeiro ícone da nossa geração. Ela é para os jovens de hoje como Madonna foi para muitos na década de 80-90. A referência à Rainha do Pop (cá entre nós, uma rainha nunca perde sua coroa, leia aqui) não pode ser considerada como um insulto tendo em vista que ambas marcaram/marcam suas épocas. A questão de não expressar afeição por uma ou outra não significa que um amante de música pop está sendo poser, mas não tem como deixar de reconhecer que ambas deixam um legado a cada passo que dão em suas carreiras.

Foi assim quando Gaga explodiu com os hits do álbum The Fame, até hoje considerado por muitos como seu melhor repertório. A ascensão cresceu muito rapidamente e, nesses casos, é comum ser amargurado pela vítima do segundo disco. Isso não aconteceu com o Born This Way, trazendo uma legião de admiradores e um conceito todo poético e repleto de referências sobre quem devemos ser (resposta: nós mesmos). Apesar de o disco ter se dado bem em vendagens, faltou àquela motivação e espontaneidade de antes, não caindo tão bem no gosto popular. Agora com o ARTPOP, ela não quer fazer promessas, apenas espalhar sua musica – o que para nós já é o suficiente. Voltando a usar cabeças de Bob Esponja, fazendo os clipes mais loucos e exibindo seu talento incontestável, temos um álbum repleto de arte no POP ou vice-versa.

A tentativa de trazer arte para as músicas cai bem com Aura, faixa que abre o repertório. Alguém mais se sentiu em filme de terror com essa introdução apavorante? Ela recita os versos de forma tão descontraída em meio ao dubstep pesado, que é impossível não cair de amores. Temos a presença de Zedd nas batidas contagiantes e a melodia mais Djada possível da dupla israelense Infected Mushroom. É aquela oportunidade de oltar na pista dançando ao seu “modo estranho de ser”.


E o que falar de Venus? Já podemos mudar de planeta? A música, na verdade, já começa no estilo dançante e nos parece conduzir para sermos abduzidos por Gaga invocando a deusa do Amor, Vênus. Mitologia, astronomia, é muito amor para uma música só.  Deixando as inimigas no chão, a faixa é de composição e produção unicamente da cantora, que parece ter aprendido bastante batendo cabelo nos estúdios. O tom que ela impõe em sua voz é viciante e somos fisgados por sua vibe futurística!

Como se já não estivesse tudo muito bom, G.U.Y. faz a reserva em nossas cabeças! Quando somos introduzidos ao refrão, a repetição das letras gruda como chiclete em nossos pensamentos e se torna impossível não se render ao eletrônico que ela traz – Zedd acerta mais uma vez. Os versos só intensificam como Gaga faz a relação entre a igualdade de sexos e constrói essa intertextualidade com as siglas (GUY = Girls Under You) e ainda dá aquela deixa (uma piscadinha, diga-se de passagem) para aproveitarmos a noite na cama.

Preparando o terreno para cair de vez no sensual, temos a ótima e pervertida Sexxx Dreams. É nada mais que aquela música que você faz quando está em seu momento íntimo com você mesmo. Cheia de pensamentos sexuais e batidinhas fortificantes, não é aquela que você gosta já na primeira ouvida, mas se acostuma (como tudo na vida). O que seria de um ARTPOP se não houvesse as confissões safadinhas de Gaga? Sentimos o cheiro de couro desde Venus!

Com Jewels N’ Drugs, a cantora sai um pouco de sua zona de conforto, mas nada de surpreender muito. O refrão da música traz uma melodia de arrepiar com vocais bem interpretados, porém tudo soa muito artificial diante de tantos palavrões e versos meramente ilustrativa. É uma faixa suja e os rappers que nela cantam (Nicki Minaj #xatiada por não ter sido convidada) só contribuem para deixá-la sem essa dinâmica tão boa que estávamos ouvindo. É a música Lost, que não devia estar ali!

Por favor, alguém promove MANiCURE logo para single! É tudo que a gente pede para Gaganás nos cultos de POP (afinal todo mundo tem pacto hoje em dia!). É a chiclete que amamos cantar o dia inteiro no ônibus, fazendo faxina, trabalhando, estudando e até dormindo. A introdução e pós-refrão com toques de guitarra são perfeitas, fazendo uma relação com o duplo sentido do título (É manicure para o feminismo ou uma cura para um homem? Os dois!).


Chegou o momento R&B que A-D-O-R-A-M-O-S! Do Want U Want, a princípio, parece ter aquela carga sexy e de liberdade, contudo também passa como um desabafo para cantora sobre o assédio da mídia. Então, basta fazer o que quiser com nossos corpos! O arranjo bem oitentista se mistura com as batidas constantes e nós sentimos aquela imensa vontade de dançar. O estilo sambista que a faixa carrega só melhora quando Gaga se junta aos vocais de R. Kelly, que canta aqui como pressuposto do caso da cantora. Conhecendo ela pelo bom e velho eletrônico, é uma boa forma de continuar induzindo essa sua ideia de inovação. Vamos nos entregar nessa noite deliciosa?

 A melodia crescente de Artpop, música que dá título ao álbum, nos faz viajar em sua vibe muito gostosa e sem pretensões aparentes. Você pode festejar a arte que você tem e acredita! Pode até não ser a melhor do repertório, porém é inegável que traz o significado mais puro e sedutor do POP. O estilo que tanto amamos é descrito e exemplificado nos versos de maneira tão eficiente que somos transportados para esse pensamento de que arte não é somente o que você vê, ouve e sente, mas também o que te inspira!

O eletrônico vem com tudo em Swine! Enquanto tantos implicam com as farofas que ouvimos diariamente, aqui temos uma melodia crua do dance que nos instiga a querer mais. O poder de destruição da faixa é tanta que se bem desenvolvida nos charts da vida, não só acaba com carreiras, mas enterra muitas divas por aí! Gente, é HINO para dançar loucamente nas baladas.

Donatella é como aquela sua prima chique da capital que vem te visitar no interior. Gaga faz uma ilustre homenagem a sua amiga e uma das estilistas mais poderosas, Donatella Versace. É aquela que você quer ostentar para os ricos, fashions e recalcados. A base eletrônica ainda é bem presente na faixa e embora tenha um refrão bem complicado de se compreender (é para os fortes), dá para curtir legal, sem exagerar no brega e expandir seu amor pela moda!

Como toda boa artista com várias facetas, a moda também faz parte de Lady Gaga. Entendemos isso muito bem na faixa anterior, porém ela cisma em repetir isso em Fashion!. Com um dubstep até bem controlado, é uma grata surpresa não ser uma farofa mirabolante vindo to time de produtores que tem (David do Gueto, Will.Sou.Eu e Giorgio Tuinfort). Não é nenhuma revolução nas passarelas, mas já tem corpinho ideal para desfilar!

Por que não reforçar o pacto? Deixando mais abordagem para as polêmicas, Gaga canta sobre maconha e sua visita frequente ao papis para continuar desfrutando das coisas boas da vida, em Mary Jane Holland. Descrito como outra parte de seu alter-ego,  a faixa não empolga e muito menos salva. Se o refrão é uma chatice que só, no pós-refrão caímos no sono (nada que Lana Del Rey precise se preocupar!). Digamos que está em um nível bem abaixo das outras!

A maravilhosa Dope é apoiada no piano e mostra uma Gaga fragilizada, cheia de arrependimentos e declarações de amor. A baladinha tem seu valor e ouvir essa voz praticamente nua da cantora não tem preço! É tão sentimental que conseguimos nos envolver em seus versos tão bem compostos. Sem nenhum toque de batidas cansativas ou dubstep, é a Gaga crua que tanto sentimos falta com o passar dos anos.

Vamos fazer petição para Gipsy virar single já? A faixa lembra bastante a grandiosa The Edge Of Glory e não tem como ouvir e simplesmente deixar pra lá. Produzida por RedOne, é a mais fácil para cair de amores e correr pela casa correndo. A emoção meio Shakira feat. Liberdade Waka Waka é ótima de se sentir e suplicamos para um clipe decente AGORA!


 Para finalizar da melhor forma possível, só dando esses Applause na cara! O carro-chefe do ARTPOP é divertido e descompromissado, não entregando todo o conceito do álbum e contribuindo para essas frases tão “inteprete-como-quiser” de Lady Gaga. Para que ficar pensando em problemas? Viva o momento e seja um artista, almejando aplausos e mais aplausos. A parte artística que a faixa busca representar tem muito mais fundamento diante do repertório, que mais do que aplausos, tem como objetivo, encantar, inspirar e motivar!

Concluindo, ARTPOP é como aquela criança sapeca que nos divertem tanto. E respondendo a pergunta do título dessa review, aqui não temos o álbum do milênio, mas temos um pedacinho de toda Lady Gaga que queremos e simplesmente por isso já valerá a pena mergulhar nessas letras, melodias e ritmos. As 16 faixas não tentam trazer uma obra-prima cultural, apenas entreter e passar sua mensagem: ARTE, viva pela ARTE!




Artista: Lady Gaga
Álbum: ARTPOP
Lançamento: 11 de Novembro de 2013
Selo: Interscope / Universal
Produção: Gaga, Vincent Herber, Zedd
Duração: 47min
Gênero: POP


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Muita piração, aplausos, rugidos e vadiagem no "Video Music Awards 2013"

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Se você está procurando uma premiação muito louca, cheia de surpresas e com diversas caras e bocas (que vão desde a curtição de Taylor Swift até o tédio de Rihanna), está é sem dúvidas o Video Music Awards! E como não poderia ser diferente, a edição de 2013, que aconteceu na noite do último domingo (25/08), trouxe muitos aplausos, rugidos e várias tretas! Teve Lady Gaga “emperucada” trocando mais rápido de figurino do que RiRi lança álbum numa retrospectiva de seus hits (só na peruca) enquanto cantava Applause, Justin Timberlake arrasando em performances de seus sucessos ao mesmo tempo que o N'Sync se juntava para ver quem era o campeão em errar os passos de dança, uma Miley Cyrus bem assadinha usando sua mão de beisebol para pegar nas partes íntimas de Robin Thicke (dizem as más línguas que Miley tá louquinha pra ter seu próprio taco de beisebol) e uma Katy Perry no ringue soltando um rugido pré-gravado (Tarzan aprova!).

Teve rumores de que a Miley Twerk estava pronta para se apresentar com o single Wrecking Ball, mas preferiu dar para seu ursinho mesmo. Outros falaram que Katia tinha tudo para se apresentar na ponte do Brooklyn, porém foi barrada (Gaganás soltando aplausos!). No fim das contas, VMA é VMA e tudo que acontece é um verdadeiro imprevisto! Vamos agora às performances:

Lady Gaga – Applause
Para começar com chave de ouro (ou sutiã de mãos), Gaga iniciou o evento meio que cantando ópera encubada e fazendo caretas, o que foi meio estranho, mas depois foi uma grande retrospectiva de seus visuais (passando pela era The Fame). Apesar de ter sido uma apresentação até digna de aplausos, achamos que faltou algo mais, algo que realmente fosse mais Gaga (cadê o vestido de carne, o ovo da digevolução ou sua cartola num circo de horrores?). Pelo menos deu para curtir sem apelar para uma ave com cabeça!

 


Miley Cyrus & Robin Thicke – We Can’t Stop, Blurred Lines & Give It 2 U
Se houve um atrevimento nesse VMA, com certeza é da Miley Cyrus! Entendemos que Hannah Montana teve sua peruca enterrada no fundo do pré-sal, mas nem por isso precisa bancar a vadia-louca-possuída no palco. Com a ajuda de sua amiga Molly, a cantora soltou a voz em We Can’t Stop, o que vocalmente falando foi muito bom, e vulgarmente também! Se antes ela estava bem radical com seu cabelo curto, agora resolveu fazer cosplay da Mamusca. E Robin Thicke também mandou muito bem no Blurred Lines e se aproveitou de sua coleguinha Miley, que já na “inocência” da Molly, pegou em lugares que muitas mulheres gostariam e deu aquela encoxada básica (faltou bumbum, mas tudo bem!). Apesar disso, podemos dizer que continuamos loucos por essa Miley vadia!




Kanye West – “Blood On The Leaves”
A performance de Kanye West foi bem paradinha, afinal o rapper cantou só na escuridão da vida. Boatos de que Sulfite não comeu a vingança num prato frio, mas sim numa falta de luz!




Justin Timberlake (N’Sync) – Medley dos Hits
Teve um pessoal aí que ficou muito no recalque quando JT começou a se apresentar! Foi a apresentação mais frenética de todos os tempos, com o single Take Back To Night e as lendárias Sexy Back, Cry Me a River, Rock Your Body! Porém a vibração mesmo aconteceu quando os garotos (agora já não mais garotos, só homens-escorrega-no-palco) do N‘Sync apareceram e virou aquela loucura toda, que fez Taylor e Gaga ficarem possuídas pelo ritmo ragatanga. Embora tenha sido incrível, deu pra perceber muito bem que esse povo, sem Justin, estavam bem náufragos do sofá nos últimos anos, afinal mal conseguiam acompanhar a coreografia das músicas Girlfriend e Bye Bye Bye. E para finalizar com gritos e mais gritos, JT cantou Suit & Tie e Mirrors. Chorando rios de emoção!




Macklemore & Ryan Lewis feat. Mary Lambert (e Jennifer Hudson) – “Same Love”
Eles foram um dos grandes vencedores da noite e ainda fizeram por valor com uma apresentação simplória e inspiradora! Same Love é uma música de iniciativa ao apoio do casamento gay (que foi muito bem-vindo na premiação #chupaFeliciano). E para deixar a euforia ainda maior, tivemos a participação mais que especial de Jennifer Hudson, que soltou o vozeirão com a Mary Lambert.



Drake – “Hold On We’re Going Home” e “Started From The Bottom”
Drake até é legal, mas ele apelou usando regata! 
Nada de muito inovador, emocionante ou p*rra louca em sua apresentação. Na verdade, até Rihanna resolveu soltar aqueles bocejos de tédio!





Bruno Mars - Gorilla
Que Bruno Marte tem uma voz incrível não há como negar, no entanto ele anda um pouco “zoado” nas performances! Escolhendo Gorilla (achamos mais zoado ainda) como a nova música de trabalho do Unorthodox Jukebox, ele deixou muito a desejar nos tais efeitos pirotécnicos à lá Gaga - que costuma fazer. Já estamos cansados de fogo e gorilas no telão! E melhor, não queremos transar como gorilas!



Katy Perry – Roar

E a última performance da noite foi um rugido que só! Enquanto Gaga dava o fora da premiação, Katy fez questão de deixar azinimigas ainda com mais inveja numa apresentação com Roar, primeiro single do álbum Prism, em um ringue. E teve até uma coreografia bem ensaiada (com algumas frases pré-gravadas), com direito até a treinador vovô estátua (para que não entendeu, basta ver o vídeo no final e focalizar no vovô). Não foi dessa vez que pula a ponte do Brooklyn, mas foi um belo rugido!




BÔNUS


Um lugar de destaque também para Ariana Grande, que mostrou para a pirralhada toda a sua potência vocal ao cantor os singles Baby I e The Way, fazendo uma apresentação impecável! Ela pode até parecer inocente, mas nem tanto!



E agora vamos aos GIFs:

Rihanna e as animações da vida
Recalque ou sabedoria?
Sensualizando sem ser vulgar (sqn)
Ainda bem que eles deram "Bye Bye Bye" logo (Vergonha Alheia define!)
"Me encoxa que eu tô passada!"
Beija ou passa (versão só no carão!)?
Taylor e seus Ex! Selena e sua cara de paisagem!
Uma lirou bunda!
Porque a gente não quer fazer sexo como gorilas!
Taylor e Selena: Aqui é só piração!
Só para não perder o costume!
Prevendo lesão por esforço repetitivo!

Melhor cena da noite kkkkkkkkkkk'

Confira a lista dos vencedores:

Best Pop Video
Selena Gomez, “Come and Get It”
Video of the Year
Justin Timberlake, “Mirrors”
Best Hip Hop Video
Macklemore & Ryan Lewis feat. Ray Dalton, “Can’t Hold Us”
Best Male Video
Bruno Mars, “Locked Out of Heaven”
Best Female Video
Taylor Swift, “I Knew You Were Trouble”
Artist To Watch
Austin Mahone, “What About Love”
Best Collaboration
Pink feat. Nate Ruess, “Just Give Me A Reason”
Best Video With A Social Message
Macklemore & Ryan Lewis, “Same Love”
Best Rock Video
30 Seconds To Mars, “Up in the Air”
Best Art Direction
Janelle Monae feat. Erykah Badu, “Q.U.E.E.N”
Best Choreography
Bruno Mars, “Treasure”
Best Cinematography
Macklemore & Ryan Lewis feat. Ray Dalton, “Can’t Hold Us”
Best Direction
Justin Timberlake feat. Jay-Z, “Suit & Tie”
Best Editing
Justin Timberlake, “Mirrors”
Best Visual Effects
Capital Cities, “Safe and Sound”
Best Song of the Summer
One Direction, “Best Song Ever”
Michael Jackson Video Vanguard Award
Justin Timberlake

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Lady Gaga aclama pela atenção num circo do medo em clipe de "Applause"

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E a volta de Lady Gaga continua sendo triunfal! Após nos apresentar uma música bem clichê para os padrões pop de atualmente, ela nos mostra mais de seus conceitos na produção áudio-visual. Applause é cheia de artifícios já abordados pela própria cantora em clipes anteriores, ainda mais em Born This Way e Bad Romance. Trata-se de uma mistura modesta de seus próprios trabalhos, acumulando um lado cômico bem natural (fazer caretas numa cartola não é para qualquer uma!).

Se as referências a David Bowie fazem parte do visual e estrutura no clipe, ela não hesita em dar seu trato Gaganás para transformar tudo em sua essência, pedindo mais aplausos de um jeito em que o pop vira arte e vice-versa. Agora, Leides está bem mais confiante e passa isso ao simplesmente fazer essas inspirações (sem plágio, pfvr!). Seja saindo de uma cartola como seu espírito maligno (Gaganás aprova!), desfilando só no pretão básico, soltando seus rabos interiores, fazendo a palhaça-cabelo-de-ovo numa jaula, dançando no ritmo dazinimigas, escrevendo aplausos com as mãos (renovando o pacto!) ou virando a cabeça de uma ave dançante (“Passarinho quer dançar, o rabicho balançar, porque acaba de nascer, tchu tchu tchu"), o importante é que ela mostra que Gaga é sempre Gaga, pop é sempre pop, arte é sempre arte, e Applause é sempre seu!

Status do Facebook: se sentindo gatíssima fazendo inveja nazinimigas

Assista ao clipe (e aprenda e pedir aplausos com sutiã de mãos):



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2013: O retorno das Divas!

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por Léo Balducci

Em meio às várias surpresas no mundo da música em 2012, esse ano teremos privilégio da promessa do retorno de grandes artistas no cenário pop, principalmente de mulheres. Felizmente ou infelizmente a maior parte dos cantores pop são mulheres e isso influencia e muito no comando do gênero musical, que atualmente (querendo ou não) é o que mais se destaca e ganha adeptos. Por conta disso, resolvemos selecionar as divas que já anunciaram o lançamento de um novo material e parecem estar vindo com tudo para dominar as paradas. Esse ano a disputa vai ser acirrada e o melhor (ou pior) é que todas tem a promessa de trazer músicas imperdíveis e até mesmo revolucionárias.

BEYONCÉ
A mãe de Blue Ivy Carter parece ser a diva com a maior influência de lançamento e isso não se deve somente aos fãs ou aos parceiros do álbum, mas também por que ela precisa trazer de novo seu som pop e R&B (coisa que o álbum experimental  “4” não trouxe muita confiança). O repertório sem dúvida deve ser impecável, afinal a cantora está se dedicando na produção há um bom tempo e conta com um time de produtores, compositores e parceiros de primeira. Temos Ne-Yo, Pharrell Williams, Azealia Banks, Justin Timberlake, Timbaland, The Dream e seu marido Jay-Z. Além disso, Bey irá se apresentar no intervalo do Super Bowl, a atração mais assistida da TV dos Estados Unidos, onde ela cantará seu novo single, que recebeu o título de “Touchdown” pela Billboard, e ainda reunir o Destiny’s Child para performar a faixa “Nucler”, inédita lançada na coletânea especial do ex-grupo. O evento acontece dia 3 de Fevereiro. Para completar, dia 16 de Fevereiro vai ai ar seu doecumentário especial feito pela HBO, intitulado "LIfe Is But A Dream”, trazendo depoimentos e cenas do cotidiano da diva do R&B. Esse ano é da Beyoncé? Bom, ainda veremos, pós temos muitas outras divas prontas para atrapalhar seus planos!

LADY GAGA
A cantora já deixou todos os seus “little monsters” extremamente ansiosos após o anúncio de um novo álbum repleto de surpresas e muita diversão. Na verdade, Gaga traz o “ARTPOP” como uma promessa de regressar aos ritmos e batidas do álbum “Fame”, porém nunca deixando de inovar em sons diferentes que possam cativar os ouvintes das rádios. A expectativa para o retorno da Nova Rainha do Pop é tanta que é considerado o segundo disco mais aguardado do ano. No entanto, talvez a maior motivação esteja no lançamento da continuação do clipe de “Telephone”, que segundo rumores, pode reunir Azealia Banks, Beyoncé e até Rihanna numa parceria épica. Para compor os sucessos, a estrela está trabalhando com RedOne, produtor responsável pelos hits “Poker Face” e “Bad Romance”, que revelou querer “fazer história” com o repertório. Uma revolução no pop? Por enquanto não dá para dizer, mas uma coisa é certa: muito eletro dançantes e versos pop devem animar a galera!

ADELE

É melhor as concorrentes se prepararem, pois Adele está voltando! Após o estouro da cantora britânica no mundo com o álbum “21”, fontes próximas afirmam que ela já tem planos de retornar aos estúdios em Fevereiro para começar a produção das músicas compostas durante o tempo em que descansou depois de ter um problema vocal e do nascimento de seu primeiro filho. Apesar de sabermos da capacidade incrível da diva de escrever faixas, ainda é muito cedo para dizermos se o novo disco irá bombar quanto seu antecessor, mas a música “Skyfall”, escrita por ela e pelo co-escritor de “Rolling In The Deep” para o filme “007 – Operação Skyfall”, pode ser uma boa prova disso. Só esperamos que ela tenha tido uma transição bem grande de amadurecimento para não dedicar um repertório inteiro novamente à apenas uma pessoa – em “21”, as canções são todas para um relacionamento amoroso perdido. O lançamento está previsto para o segundo semestre do ano!



KATY PERRY
Essa também é daquelas que mal podemos esperar para ouvir algo novo! Após lançar mais três músicas inéditas no relançamento do “Teenage Dream”, Katy resolveu tirar umas merecidas férias em meio ao fim de seu casamento com o ator Russell Brand. Mesmo sem termos muitas informações sobre o repertório, sabemos que ela tem visitado alguns estúdios de gravação para trabalhar em algumas músicas já compostas e começar a escrever outras. Um motivo para esperar um grande álbum é o fato de ela ter comentando que está escrevendo uma música ao lado de Sia Furler, compositora de “Diamonds” da Rihanna e voz por trás de “Titanium” e “She Wolf” com David Guetta. Além disso, a cantora também já havia anunciado que nesse novo disco pretende trazer um lado mais pessoal e ao mesmo sombrio, mas sem deixar de lado a diversão e alegria. Se vai ser melhor que TD, não temos como saber, mas que vai ser bom, isso a gente pode apostar!



BRITNEY SPEARS
Pelo jeito uma temporada julgando e sendo mentora de candidatos no “The X Factor” fez muito bem para a Princesa do Pop, que já está renovada e pronta para gravar um novo álbum. O fim de seu noivado com Jason Trawick também deve resultar numa canção presente no sucessor do “Femme Fatale”, que irá ter a produção de Dr. Luke e quem sabe até de parcerias inusitadas. Quem não adoraria ver a cantora em um dueto com Demi Lovato? Bom, seria incrível, porém o repertório do disco não deve se resumir apenas em batidas insistentes, mas também em letras bem mais concisas agora que ela está mais madura. Até são escassas as informações sobre novas músicas, entretanto espera-se que Brit resolva lançar um novo single ainda no primeiro semestre de 2013. “It’s Britney, Bitch!”



MILEY CYRUS
Não resta dúvidas de que a ex-“Hannah Montana” deixou de ser uma garotinha bem comportada, prova disse é o álbum “Can’t Be Tamed”, que trouxe uma Rainha Teen bem mais ousada, divertida e ‘abusadinha’. Na verdade, esse contexto de tentar tirar sua imagem de “boa moça” continua com seu novo álbum, ainda sem título definido, e promete trazer um repertório bem mais maduro ao mesmo tempo em que é sensual e comprometido com sua vida.  A noiva de Liam Hemsworth trabalhou com Pharrell Williams, provavelmente, em todas as músicas do novo disco e por isso ele é tão aguardado pelos fãs e por todos nós. Apesar da cantora e do produtor estarem bem animados na promessa de trazer faixas bem diferentes, não achamos que eles estão se referindo ao gênero pop, mas sim na letra e composição do material. Afinal, nós queremos a Miley bem pop e dançante com músicas induzidas por batidas de instrumentos e de balada. Talvez encontremos um pouco de suas raízes country em algumas composições, mas indícios nos dizem que no geral, o álbum tem um estilo bem Katy Perry misturado com Lady Gaga e Britney Spears. Outros rumores informam que ela tenha também trabalhando em parceria com Eminem e outros rappers, além de Dr. Luke – um indício de sua mudança de gravadora, denominando assim ser a Sony Music já que o produtor tem exclusividade para trabalhar apenas com artistas da empresa -, Hit-Boy e Tyler, The Creator. A espera era de um single no final do ano passado, mas como isso não aconteceu só nos resta esperar pelo novo material no 1º semestre de 2013!


DEMI LOVATO
A jurada da 2ª temporada do “The X Factor” continua a nos encantar com sua incrível voz, só que agora ela já começa a elaborar novas músicas! Apesar de termos apenas rumores referentes ao novo álbum da diva teen, eles são o suficiente para ficarmos animados, como um provável lançamento do novo single já em Fevereiro (dizem que a faixa se chama “Pieces Of a Heart”). Além disso, temos informações de que ela e Sia Furler teriam se encontrado para a composição de uma música, a cantora australiana havia comentando que estava com Demi assistindo filme. Tudo indica que Sia tenha vendido “Back To Life”, faixa descartada por Rihanna para o álbum “Unapologetic” (mas que já vazou na internet e é realmente muito boa). Outro fator primordial para ficarmos entusiasmados com o novo material é o fato da cantora já ter garantido que nesse álbum não fará uso de eletros “farofa”, mas sim de batidas instrumentais e arranjos mais agitados - sem ser muito pessoal como “Unbroken”, na verdade, podemos contar faixas mais de diversão e algumas românticas. Contagem regressiva para o novo single? Esperamos que sim!



SELENA GOMEZ
Essa é mais uma diva teen que tem amadurecido constantemente e parece estar pronta para lançar um material bem mais pessoal! Seu término de namoro com Justin Bieber com certeza deverá estar presente em alguma música ou verso de seu novo álbum, que tem single programado para chegar às rádios em Março. Para completar, Selena também está trabalhando novamente com a Rock Mafia, gravadora e produtora do hit “Love You Like A Love Song”, e supostos duetos com Taylor Swift e Miley Cyrus – já que ambas foram vistas no mesmo estúdio de gravação, onde Selena e Tay saíram para jantar logo após. Toby Gad é o responsável por co-escrever as músicas com a estrela, que tem planos de fazer faixas agitadas num pop mais eletro e romântico. Tudo indica que no repertório vamos ter o “My Dilemma 2.0”!


AVRIL LAVIGNE
A namorada do vocalista do Nickelback tem seu novo álbum todo administrado por LA Reid e promete trazer de novo a Avril punk-rock. Mesmo tendo pouquíssimas informações sobre o repertório do disco, sabemos que um possível primeiro single está agendado para sair em meados de Março (ou quem sabe até antes?!). Uma das informações essenciais que precisamos é que a Black Star está produzindo um som bem mais hard rock e indie, segundo o namorado Chad Kroeger. Esse abandono do pop pode fazer muito bem para a cantora canadense, que já apresentou um visual bem mais ousado, tendo em vista que poderá contribuir com sua conduta como artista. Mas nunca se sabe quanto o assunto é Avril e LA Reid, às vezes podemos ter uma música tanto pop, quanto rock e indie. É esperar na aposta!

MENÇÕES HONROSAS: Mariah Carey (esperamos que o álbum seja melhor que o single), Cher (voltando sempre com o seu girl-power purpurina), Rita Ora (com novas músicas para seu primeiro álbum no mercado americano, onde rumores apontam para uma parceria com Snoop Dogg), Paramore (mesmo sendo uma banda, tem a diva Hayley Williams, e prometem trazer um álbum bem mais pop e dançantes no estilo que a gente gosta), Jessie J (mesmo não sabendo quando ela realmente volta com novas músicas, 2013 é sempre uma boa aposta) e até Justin Timberlake (ele não é diva, mas merece destaque pela promessa de voltar ao cenário musical com tudo; ele é muso! Kkk).

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Madonna ou Lady Gaga: Quem é a Rainha do Pop?

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por Léo Balducci

Toda essa repercussão sobre as discussões entre Madonna e Lady Gaga  estão se tornando uma rebelião aberta entre os fãs das cantoras e enchendo a mídia de prós e contras toda as polêmicas, músicas, números de vendas e indiretas desnecessárias. Afinal, parece até mesmo que os sites estão se posicionando perante quem realmente é a verdadeira Rainha do Pop, porém isso é muito mais complexo do que possa parecer (ou até simples demais)!

Anteriormente, tanto os “little monsters” quanto os fãs de Madonna viviam pacificamente vendo suas divas tirando fotos juntas e mostrando uma relação de afeto uma com a outra, pois estar no mercado não significa competição, mas sim união de base de fãs. No entanto, um terremoto começou a se formar assim que Gaga lançou a música “Born This Way”, do álbum com mesmo nome, assim foi inevitável comparações entre a faixa “Express Youself” da veterana do pop, que consistia em batidas e uma melodia bem parecidas. Em contrapartida, a cantora de Nova York revelou que para composição do single  – que tem o intuito até de passar a mesma mensagem - teve sim inspiração na faixa, porém reafirmando que o ritmo subsequente de sua canção é diferente bem como sua letra. No entanto, não adiantou nada pois a mídia começou a criar uma grande polêmica ao redor do assunto, causando o início de um intriga – ou guerra – entre os fãs.

Para apimentar ainda mais as coisas, Madonna resolveu fazer um medley bem pretencioso nos shows da “MDNA Tour”, onde cantava a música “Express Yourself”, “Born This Way” e “She’s Not Me”, onde essa última ficou reconhecida como uma conduta de provocação por parte dela já que ela incita que por mais que a música de Gaga seja parecida com a sua, aquela que deu voz e divulgação não foi ela – de uma maneira geral, mais uma forma de expressar que aquela se tratava de uma cópia de sua faixa. Como se não bastasse, ela soltou: “Imitação é uma forma de elogio”. Como Gaga também estava em turnê, resolveu desabafar com seus fãs sobre o ocorrido uma vez em um de seus shows, mas deixou claro que prefere não dar importância para tais formas de atacá-la.

E ficou assim por um bom tempo: enquanto Madonna atacava causando mais polêmica, Lady Gaga apenas ignorava. Os fãs também já declararam uma guerra fã-base contra fã-base. E o Brasil novamente virou cenário mundial, só que dessa vez foi para essas duas artistas. Correndo o mundo com suas turnês, elas arrecadaram milhões de dólares em shows lotados muito bem sucedidos, eis que chega as apresentações em terra verde e amarela. Gaga não se dá muito bem no início, já que a produtora da turnê no país chegou até a fazer promoções que quase deram muitos ingressos de graça, o que já virou motivo para fazer montagens de fotos e piadas. Mas Madonna também não ficou muito na frente, pois não lotou o Estádio do Morumbi, assim como Gaga, e muito menos arrecadou uma fortuna imensa em ingressos, que também tiveram promoções. Motivos para tanto desinteresse? Bom, essa rixa entre os fãs contribuiu e muito, mas o principal foi o fato das cantoras terem vindo se apresentar no final do ano com ingressos absurdamente altos, onde nessa época os brasileiros costumam poupar dinheiro para não entrar o ano novo no vermelho, sem contar que o número de shows (Gaga fez 3 e Madonna 4) ajudou na diminuição de público em alguns locais – que se estenderam por todo o território. Estádios grandes e vários shows numa péssima época do ano para fãs gastarem, causou uma diminuição enorme na procura de milhares de ingressos!

Agora chegou o momento mais esperado do post, responder a grande pergunta: Quem é a Rainha do Pop? Bom, vamos aos fatos; Madonna recebeu o título e deve passar os próximos anos e morrer com ele, já que Rei uma vez, sempre Rei. Elvis Presley não deixou de ser o Rei do Rock porque morreu, nem Michael Jackson perdeu a coroa do Pop pelo mesmo fato, muito pelo contrário, continuam com a imagem intacta no cenário musical como lendas nos respectivos gêneros musicais. Esse título não significa que o Pop é uma hierarquia em que o mais forte domina, na verdade, essa foi uma forma de elogiar e reconhecer o talento de vários artistas e não de vedar as pessoas de ouvirem outras músicas ou estilos. Sobre Lady Gaga, não há como negar que ela também foi responsável por uma mudança drástica no cenário musical atualmente, introduzindo o eletro-pop de forma estrondosa nas rádios e mostrando sua moda extravagante e insubstituível. Então, não há brigas na música, apenas diferenças artísticas que não devem servir como motivo para induzir discussões sobre essas grandes artistas, uma que já está na estrada por décadas e outra que acabou de chegar mas que também conquistou milhões de fãs. Não adianta nada querer defender seu ídolo se não tem respeito pelo dos outros!


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