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Todo mundo (Rebel Wilson) arrasando no "MTV Movie Awards 2013"

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por Léo Balducci

Se tem uma premiação que ao mesmo tempo é super louca, imprevisível e cheio de pipoquinha dourada, essa é o “MTV Movie Awards”. Sua edição de 2013, que aconteceu domingo (14/04), teve muitos artistas que não evitaram abaixar as calças e mostrar sua cueca trancada com um cadeado ou soltar um pouquinho de fumaça (como Ke$ha e Snoop Lion fumando a boa?!), mas quem voltou todos os holofotes para si foi mesmo à apresentadora da noite, a atriz australiana Rebel Wilson - botando pra quebrar/dançar, não comentando nenhum erro nas piadas mega engraçadas e ainda mandando ver nas paródias.



Tivemos também uma performance super coreografada (que suga o fôlego de qualquer um!) de Selena Gomez com o single “Come And Get It” à lá Britney Spears indiana-dança-do-ventre (#chupaCaminhoDasÍndias). Enquanto isso, temos uma das homenagens da noite para Emma Watson, que teve todo um depoimento (esperamos que não seja tudo do telepronter) vindo de Logan Lerman e Eddie Redmayne para o prêmio “Trailblazer”. Jamie Foxx também recebeu um tributo por sua contribuição para o cinema, marcando toda uma geração. Já Brad Pitt subiu ao palco para – também garantir mais uns “trocadinhos” na divulgação do filme “Guerra Mundial Z” – anunciar o vencedor da categoria mais importante da noite (não meninas, não é o “Sem Camisa”, que inclusive foi para um Taylor Lautner bem pançudo): “Melhor Filme”. E advinha quem levou essa? Para quem teve tantas pipocas douradas, não custava nada para o grupo de “Os Vingadores” conquistarem mais essa!


No entanto, a maior ansiedade estava para o trailer de “Jogos Vorazes: Em Chamas”, que foi apresentado por Liam Hemsworth (cadê Miley Cyrus pra apoiar o ‘noivorido’?). Lembrando que o filme tem estreia mundial agendada para 22 de Novembro.

 
Além disso, tivemos o primeiro teaser da 3ª temporada de “Teen Wolf”, que não falou muito, mas mostrou um Scott tentando afogar o outro (Gêmeos? Bipolaridade? Que nada, é só marketing mesmo!). A série retorna na grade da MTV à partir de 3 de Junho.



Por fim, “Homem de Ferro 3” ganhou seu 526º clipe. A Marvel está promovendo tanto, mas tanto o filme com vídeos que, praticamente, metade dos 130 minutos já foram exibidos. O filme chega ao Brasil antes do lançamento mundial (#chupaEUA), mais precisamente no dia 26 de Abril.



Por fim, chega de papo e vamos à lista de vencedores:

MELHOR FILME: “Os Vingadores”, de Joss Whedon
MELHOR ATUAÇÃO FEMININA: Jennifer Lawrence, “O Lado Bom da Vida”
MELHOR ATUAÇÃO MASCULINA: Bradley Cooper, “O Lado Bom da Vida”
REVELAÇÃO: Rebel Wilson, “A Escolha Perfeita”
MELHOR ATUAÇÃO ASSUSTADORA: Suraj Sharma, “As Aventuras de Pi”
MELHOR DUPLA: Mark Wahlberg e Seth McFarlane, “Ted”
MELHOR ATUAÇÃO SEM CAMISA: Taylor Lautner, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”
MEHOR LUTA: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson e Jeremy Renner contra Tom Hiddleston, “Os Vingadores Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson e Jeremy Renner contra Tom Hiddleston, “Os Vingadores 
MELHOR BEIJO: Jennifer Lawrence e Bradley Cooper, “O Lado Bom da Vida”
MOMENTO “QUE P*RRA É ESSA?” (WTF): Jamie Foxx e Samuel L. Jackson (“Candieland Gets Smoked”), “Djando Livre”
MELHOR VILÃO: Tom Hiddleston, “Os Vingadores”
MELHOR MOMENTO MUSIAL: Anna Kendrick, Rebel Wilson, Anna Camp, Brittany Snow, Alexis Knapp, Ester Dean e Hana Mae Lee,  “A Escolha Perfeita” 


(Vai no agito, Britney E-V-E-J-O-S-A!)

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SAGAS: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

Tornou-se referência de Harry Potter o brasão do logotipo da Warner Bros. transcender a tela, algo que no último filme da saga que virou sinônimo para o cinema não poderia faltar. Essa introdução já prepara os fãs mais aflitos para as cenas angustiantes e de conflitos que estão por vir, o que evidentemente cogita a relação de “Relíquias da Morte – Parte 2” ser abordada com uma ação intensa e revelações inacreditáveis (ou não). A adaptação cinematográfica se mostra, basicamente, fiel aos detalhes impostos por J.K. Rowling nas quase 600 páginas que formam o livro, mas também sabe adquirir personalidade própria e conferir argumentações que dão toda a essência que os olhos podem ver.

Deixando desnecessário qualquer sinopse iminente, o confronto direto com o inimigo é, sem justificativa, esperado e contorna a contextualização que o diretor pode propor para o final épico (mudando-o ou não). É claro que antes disso, Harry Potter (Daniel Radcliffe) tem planos mais concretos para se certificar que poderá enfrentar Voldemort (Ralph Finnes) e, no mínimo, garantir que a briga seja justa, o que é voltado para a destruição das horcruxes – que, em lugares cada vez mais inesperados, constituem um singelo suspense. Para os mais perfeccionistas, a dimensão dada ao Banco Gringotes é, de longe, a mais explorada até então do universo bruxo, que retém uma quantidade imensa da utilidade dos efeitos especiais, incluindo o dragão que, abafado por viver numa represaria do subterrâneo, enche os pulmões com tal ânsia que exemplificam a determinação do trabalho dessa equipe – que desde o primeiro, dedica-se intensamente para trazer seu melhor conteúdo. Diferentes dos primeiros filmes, esse não se prende em deixar completamente explicado para o público cada elemento e transição que é realizada, muito pelo contrário, compreende que o espectador é inteligente o bastante para encontrar as respostas e descobrir os fatos mais escassos. E David Yates se consagra numa virtude de direção que coube a ele converter a originalidade da obra literária e ao mesmo tempo atribuir as melhores condições que o cinema pode oferecer. A partir de agora, Harry é visto como seu próprio defensor, com habilidades suficientemente comprovadas de vitórias, colocando a seu julgar a salvação de seu mundo ou sua destruição.


Os diálogos podem não ser os mais sensitivos, como na Parte 1, mas conseguem, de forma brilhante, conduzir as cenas, que também são complementadas pelo ótimo desempenho das movimentações da câmera – causando a sensação única de cada momento. Em nenhum instante, houve um medo de induzir um representativo de violência ou um desgastante método de passar o horror daquela realidade com sangue, já que toda a equipe soube dosar muito bem o que se pode ou não ser exibido conforme seus objetivos – não trazendo um filme nem muito fraco e nem pesado. Outro atrativo foi a fotografia de Eduardo Serra, que não poupou dedicação para realçar toda perspectiva que cada cena permitia, estabelecendo uma trajetória entre o sombrio e o trágico, o pânico e a impaciência, a magia e a fantasia. Nada mais correto do que soltar elogios a Steve Kloves, que exerceu o talento de criar um roteiro embasado no fundamental e no proposital, contribuindo para o sentido que determinadas situações levavam. Sem cansar de ter seus méritos reconhecidos, a Direção de Arte solta sua maior ênfase de produção e dá um espetáculo de criatividade, que se permite ser explorado nas minuciosas rochas se partindo em Hogwarts até os belos materiais de casa no Chalé das Conchas. A trilha sonora de Alexandre Desplat foi suave e turbulenta, propriamente dita de um êxito enorme no estudo das sonoridades.


Dessa vez, o convencimento passado por Radcliffe atinge seu auge e percebe-se como o ator evoluiu tão rapidamente ao assumir sua interpretação mútua do personagem mais popular da década no cinema, assim como Emma Watson e Rupert Grint ostentaram suas atuações impecáveis e dignas de aplausos de, respectivamente, a “sabe tudo” que parou de chorar Hermione Granger e o atrapalhado que aprofundou seus sentimentos Rony Weasley. Maggie Smith retorna para fazer a Professora McGonagall e não se limita aos poucos minutos de cena, tendo um imenso destaque e fazendo valer a influência da personagem perante o castelo da escola. No entanto, quem emociona e não evitou causar soluços de choros nos fãs mais sensíveis foi Alan Rickman, onde ele se doa totalmente a Severo Snape e estende a diversidade do personagem de tal forma que fica mesmo difícil não se deixar levar pelo momento tão comovente, almejando o ideal e criando a conectividade de Snape ao seu passado perturbador e com incessante procura de emoções. Já Helena Bonham Carter pode não decepcionar no modo como induziu Belatriz Lestrange, porém deixou um pouco a desejar (lógico, não por sua culpa) no modo sem sentido e tão apressado que se despede de nossos olhos, uma das cenas mais esperadas visualmente pelos fãs – e que foi meramente ilustrativa. Fiennes nos deixa sem palavras, ainda que tenha sido considerado inoportuno em certas aparições redundantes.

De qualquer maneira, não há como colocar defeitos no final – que, subitamente, faz-se necessário do jeito como acontece sem mais nem menos. Então, as aventuras do jovem bruxo se encerram em “Relíquias da Morte – Parte 2”, indicando um quadro de vivências e lembranças que perduraram na memória de todos aqueles que se espreitavam para o envolto do que acreditam, pois afinal as palavras são “nossa inesgotável fonte de magia, capazes de formar grandes sofrimentos e também de remedia-los. O legado que Rowling deixou não acaba por aqui, já que é vital ser eternizado em nossas mentes e nos permitir saber que, além de tudo, o que imaginamos e criamos nunca poderá ser tirado e cabe a nós mesmos definirmos o que é essencial para que, diga-se de passagem, um Lumus Maxima possa iluminar a vistoria de nosso próprio Mapa do Maroto! Com um obrigado a Harry Potter, deixo a seguinte frase na reflexão: "Claro que está acontecendo em sua mente, Harry, mas por que isto significaria que não é real?"

***** (5/5)
Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2, Reino Unido/EUA, 2011
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 10min

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SAGAS: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

O final épico da saga de maior sucesso de todos os tempos dá seu primeiro passo em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”, introduzindo todos os abusos e constâncias evidentes nos filmes antecessores. Contudo, não é fácil se pôr a julgar o primeiro capítulo de um fim, já que o mesmo, de uma maneira ou outra, sempre induzirá uma dependência de sua sequência em função do controle que esse exige para almejá-lo, onde podemos considerar “Enigma do Príncipe” como o primeiro da trilogia final e esse o meio. Dessa vez, a fidelidade às páginas escritas por J.K. Rowling é destaque e denominam o caminhar das construções cênicas e encenações, causando os maiores efeitos positivos para os fãs que sempre mergulharam nos livros.

Para encerrar, nada melhor do que colocar os tios insuportáveis de Harry Potter (Daniel Radcliffe) para fora de sua casa, só para prevenir que algo aconteça com eles diante do que está por vir. Além disso, temos a inevitável ascensão de Voldemort (Ralph Fiennes) perante o mundo bruxo e o mundo trouxa, exibindo o reflexo do poder de persuasão e dependência de seus Comensais da Morte. Decisões difíceis são feitas por todos os personagens, principalmente Hermione Granger (Emma Watson), e representam a complexidade e dedicação que essa guerra contra o mal irá demandar de seus combatentes. Embora a Ordem da Fênix reapareça para tomar as rédias e certificar que o jovem bruxo não sofra qualquer ataque de “você-sabe-quem” subitamente, o realce da queda do Ministério da Magia toma proporções alarmantes e retomam as imediatas precauções que devem ser tomadas. Apesar de termos várias situações postas em tela, a razão principal do filme continua a mesma: achar as horcruxes. Em meio a isso, Harry, Ron (Rupert Grint) e Hermione partem, agora sem proteção de nenhum de seus aliados, em busca dos objetos que simbolizam as almas do Lord das Trevas, agindo por impulso em seus próprios dilemas e fazendo uso de suas habilidades num futuro ainda incerto.


Evidentemente, o tema sombrio, sobretudo impostos anteriormente, continua cada vez mais abundante e coloca o diretor David Yates num patamar mais alto em relação à desenvoltura e amadurecimento que concedeu à saga. Não tendo que se preocupar em fazer adaptações escandalosas ou recriando cenas, o roteirista Steve Kloves apenas remodulou diálogos e interpretações relevantes para a obra cinematográfica, convencendo pelo empenho e se exemplificando com o maior teor de conteúdo que pode trabalhar. A tendência impressa pela Direção de Arte, Figurino e Fotografia, agora a cargo de Eduardo Serra, proporcionam cenários bem mais extensos e detalhistas até ao último objeto sendo exibido na tela, o que claramente causa nitidez de sombra e luz aos ambientes naturais predominantes. Não se pode deixar passar em branco a trilha sonora, comandada por Alexandre Desplat, que devastou completamente todo o acervo fantasioso de John Williams e projetou a profundidade que os acontecimentos demandavam. A dramatização é tão intensa e pode até mesmo causar repulsa em quem espera um longa-metragem feito conforme os moldes do universo mágico de Harry Potter, confraternizando com a proporção inigualável das tramas, que mesmo podendo ser cansativas, contribuem para o desenrolar de um ritmo mais preciso. Cenas de ação são inseridas da forma mais corretada para não amenizar a dimensão da essência desse gênero, atribuindo contundências que usufruem da violência (temos muito sangue exposto e torturas atenuantes).

A  atuação exercida pelo trio principal é digna de aplausos, tendo em vista o modo tão perspicaz com que conseguiram dar sentimentos de braveza, indignação e mágoa aos amigos inseparáveis de Hogwarts, que agora convivem diariamente com a incerteza de seus atos. Sem muitas delongas, Grint esclareceu que deixou de ser o melhor amigo de Harry para se tornar um ator de qualidade significativa, embora Watson e Radcliffe também mostrem suas melhores performances até aqui. Sem decepcionar, Fiennes conseguiu cativar o público como o vilão mais perverso do mundo bruxo e ainda de quebra deixar uma pontinha de sua proeza em convencimento de que é um dos personagens mais trabalhados por Rowling, enquanto Alan Rickman – que aqui apareceu bem pouco – despertou o olhar de uma possível compaixão e deixando a nós a missão de identificar seu ideal no enredo – que, na segundo parte, é desvendada com êxito. Além disso, devemos dar nossas gratificações para o pessoal que cuida dos efeitos especiais, afinal o que seria Dobby e a compilação de cenas incríveis senão a árdua dedicação dessa equipe?!

Por fim, “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1”, além de gerar lucro contundente para a Warner Bros., atinge as expectativas concebidas por todos que ansiavam pela primeira parte da conclusão das aventuras do bruxo, mas também conduz a evolução de todas as peças reproduzidas pela autora em seu contexto de processo criativo – que chega a um estágio altíssimo e quase inalcançável por muitos outros escritores. E assim nem com a varinha das varinhas, ou a pedra da ressurreição e muito menos com a capa da invisibilidade poderemos prever o desfecho dessa saga, que se perdurou por longos anos e passou por uma geração inteira proclamando os feitiços em latim: afinal, Finite Incantatem!


***** (5/5)
Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 1, Reino Unido/EUA, 2010
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 26min

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SAGAS: Harry Potter e o Enigma do Príncipe

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

E o caminho do jovem bruxo começa a ficar estreito cada vez mais propício de erros e com inúmeras complicações que se permeiam no decorrer do passado do Lord das Trevas. Dessa vez, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” não trabalha o pessoal, mas sim o impessoal, toda a perversão iminente das sombras e o desencadeamento das situações mais precárias e desestimulantes. Ao contrário de seus antecessores, a ação passa a ser mero coadjuvante diante da dramatização e a consequência do isso influi no decorrer da trama.

Harry Potter (Daniel Radcliffe) deixa claro que seu legado nesse universo (como o eleito) é realmente confrontar seu maior inimigo ou, então, aceitar que a morte é a única saída de se precaver do futuro cruel que lhe espera. Em meio a vários acontecimentos, temos que nos centrar no mais importante. Aqui o tema da vez é um livro escrito pelo Príncipe Mestiço, que registra nas páginas velhas e empoeiradas do livro de Poções todos os métodos e aprendizagens de feitiços e experimentos que conheceu durante seu ano levito. Não mais do que se esperar, Harry acaba de apoderando das escritas e compartilhar do mesmo dom impermeável e maligno que se escondendo em cada orientação enquanto lida com o fato de estar se apaixonando por Gina Weasley (Bonnie Wright), a irmã caçula de seu melhor amigo Rony (Rupert Grint) – que também desperta emoções da irritante Lilá Brown (Jessie Cave) e ciúmes em seu amor desde sempre, Hermione Granger (Emma Watson). Sem tempo para muito romances, o bruxo inicia seus planos de matar Voldemort (Ralph Finnes) seguindo os conselhos de Alvo Dumbledore (Michael Gambom), com quem compartilha as novas descobertas do passado inesperado e triste do Lord das Trevas. No entanto para ter certeza de como seguir a partir daqui ele deverá extrair uma importante informação de seu novo professor de Poções Horário Slughorn (Jim Broadbent), agora que Severo Snape (Alan Rickman) finalmente conseguiu seu tão sonhado cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.


Apesar de termos algumas cenas cômicas – vindas principalmente do ótimo desempenho de Grint com seu personagem -, o filme segue uma complementação que vai além de qualquer vínculo com a comédia, muito pelo contrário, traça uma passagem que faz com que o drama fique mais profundo e desenvolva a estória escrita por J.K. Rowling, que consegue com méritos criar uma subdivisão de fatos que implementam os modos e artimanhas da sobrevivência de Harry. David Yates não só conduziu muito bem a direção, como também trabalhou incessantemente para a formação do gênero que a saga necessitava dominar, certificando-se de que Harry Potter deixou de ser sinônimo de somente uma franquia muito bem-sucedida para se tornar uma saga satisfatoriamente consagrada. A atuação invejável tirada dos atores Jim Broadbent, Helena Bonham Carter, adquirindo uma relevância fenomenal como Bellatrix Lestrange, e Helen McCrory, que interpreta Narcisa Malfoy, é tão impressionante que chega a dotar a noção de perfeição com que os personagens são trabalhados e tem suas características visadas até o único detalhe. Entretanto, quem deixa evidente que nasceu para ser ator é Alan Rickman, que consegue suprir o destaque que é dado a Snape de forma tão elogiável que palavras são poucas para descrever seu talento em extorquir cada parte íntima do mesmo. Michael Gambom também faz uma ótima persuasão de Dumbledore, não deixando transparecer em nenhum momento que o diretor de Hogwarts seja um alvo intocável (na verdade, agora ele parece bem tocável). Tom Felton surpreendeu a muitos quando, no momento mais imprevisto, soube administrar Draco Malfoy com toda a insegurança e convicção que o personagem buscava empregar.

O enredo muito bem complexo não impossibilitou que Steve Kloves fizesse seu melhor trabalho aqui, onde pode ter deixado a desejar perante os elementos presente na obra literária, mas soube com maestria coletar apenas as informações concludentes para a interpretação efetiva do público. “Enigma do Príncipe” é descrito como a adaptação mais infiel às páginas de Rowling, porém isso se faz necessário quando se têm em mãos grandes tramas que devem ser seguidas conforme os acontecimentos propiciam. A direção de Arte e a Fotografia dão seu último suor para trazer ambientes, cenários e contraste de luzes e personificações impecáveis, tendo como confirmação a pura essência do entrosamento da equipe. Um dos pontos altos que exerce a influência que o resultado desse bom trabalho tem é a Sala Precisa, em que uma infinidade de objetos mágicos é exibida com tamanha precisão que fica inevitável não recorrer aos pensamentos mais insanos de tentar descobrir o que se espreita por ali ou por aqui. Possivelmente os maiores aplausos venha do modo como o longa-metragem foi projetado para as telas, não precisando se apoiar em cenas de ação deteriorantes e cansativas ou fracas encenações de insustentáveis marcas do poder de Voldemort, tendo em vista que nesse momento o mais primordial é se focar na narrativa, recorrendo a flashbacks épicos que ajudam a entender os motivos que levaram a tempos difíceis com esse. Nota-se que as justificações do mundo mágico e tudo o que aconteceu para o que acarretou até aqui originaram tanto “Enigma do Príncipe” quanto “Ordem da Fênix”, pois ambos têm como objetivo principal introduzir o enredo da obra em sinônimos de explicações.

A batalha está começando e um grande céu nebuloso já começa a se instaurar e dar a dinâmica entre a restauração do abalado time do bem, que agora está com represarias de seu temido futuro. “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” é o potinho que faltava para construir a levada do final, que por acaso descende de encontrar as tão significativas horcruxes. Dessa vez, não há poção mágica ou armário semidouro que garanta o cessar da guerra, na verdade, Harry vai ter que tomar muita sorte líquida para poder enfrentar essa!

**** (4,5/5)
Harry Potter and the Half-Blood Prince, Reino Unido/EUA, 2009
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 33min

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SAGAS: Harry Potter e a Ordem da Fênix

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

Nada de brincadeiras bobas ou feitiços desastrosos, “Harry Potter e a Ordem da Fênix” vem para comprovar que, de uma vez por todas, o pequeno bruxo cresceu e tem que possuir maturidade suficiente para enfrentar todos os desafios do mundo adulto que começam a aparecer. O principal retoque que a saga necessitava surge do diretor britânico David Yates e das 700 páginas do livro de J.K. Rowling, que não só se aprofundou no personagem como também conseguiu induzir vários leitores para as profundezas do universo mágico.

Nos primeiros minutos da sequência, somos surpreendidos com a presença dos Dementadores invadindo a tela e causando o desconforto de saber que as criaturas sombrias podem vagar pelas ruas de Londres livremente (o que não é bem verdade). Portanto, o jovem bruxo não hesita em lançar um feitiço para espantá-los e acaba sendo mais uma vítima da cruel burocracia e injustiça do Ministério da Magia, que se nega a confirmar o retorno de Lord Voldemort (Ralph Fiennes). Com a interferência do Ministério na ativa, a escola ganha uma representante do conselho, a empolgada de laço rosa no cabelo Dolores Umbridge (Imelda Stauton), que assume o cargo de professora de Defesa Contra as Artes das Trevas. Esse novo regime tanto impede que os alunos possam se expressar quanto de realmente aprender a se defender de tempos difíceis, que cada vez mais ficam evidentes de estarem chegando. Em busca de tentar se proteger Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Hermione Granger) resolvem criar a “Armada de Dumbledore”, uma espécie de grupo (secreto) que ajuda uns aos outros a praticarem feitiços de defesa e ataque. Como era de se esperar, o “garoto que sobreviveu” vai ter que lidar com muito mais do que apenas conflitos de um adolescente, mas também contra si mesmo.


É visível a qualidade que tanto o enredo quanto a direção tiveram até aqui, abusando do que todos os elementos que constituem a obra têm de melhor. Yates soube como ninguém até agora explorar seus atores ao máximo e tirar à essência dos personagens de tal forma que fica inevitável não esperar atuações mais sólidas e condizentes com a interpretação mais realista que a saga começa a programar. Um amadurecimento simultâneo parte dos protagonistas, principalmente de Radcliffe, que se consagram como as grandes revelações do cinema britânico (e até mesmo mundial). Impecável é o que se pode dizer das interpretações feitas por Imelda, Michael Gambon, Alan Rickman, Fiennes, que sabem dar a dosagem exata de dramaticidade e efeitos cômicos – que mesmo sendo poucos, dão ritmo ao filme. Temos também a atuação de Evanna Lynch como Luna Lovegood, que é propositalmente o que se poderia esperar (não chocou, mas também não decepcionou). Além disso, contamos também com a possibilidade de conhecer o passado de alguns personagens já trazido à trama anteriormente, como é o caso da trajetória trágica de Neville Longbottom (Matthew Levis). Aplausos infinitos vão para Helena Bonhan Carter que desempenha de forma magnífica o papel da malvada Bellatrix Lestrange, onde mesmo com poucos minutos em cena consegue ganhar um imenso destaque e faz com fervor e crueldade uma das cenas mais emocionantes da saga (a risadinha maligna é, sem dúvida, a mais cativante).

Quem também está de parabéns de novo é a direção de arte, que a cada ano recebe mais admiráveis méritos por inserir na tela toda a proporção de cenários e ambientes que focalizam a trajetória da estória e ainda projeta uma fotografia imensurável que provoca a sensação de não querer nem ao menos piscar. Não há como negar que os efeitos visuais chegam ao seu auge de especialização, contribuindo para uma exploração mais amplificada dos elementos mágicos, que foram cautelosamente inspecionados por Yates. Assumindo o roteiro, Michael Goldenberg prova que tem uma formação muito aperfeiçoada em tirar apenas o mais importante, aparando muito bem as arestas e não deixando nenhuma parte isolada ou sem compreensão, o que contribuiu para o desenrolar mais solto e preciso do enredo cada vez mais atribuídos de complementação mútua. Nicholas Hooper fica responsável por trabalhar a composição das cenas e esclarece que sabe muito bem sincronizar os acontecimentos com os efeitos sonoros mais propícios, fazendo uso de partes conotadas do tema original produzido por John Williams.

Sabendo que em nenhum momento teríamos um longa-metragem que fosse direto ao ponto de abrir o império do mal de Voldemort, elogios para Rowling em tirar lá do fundo da “cachola” essa introdução mais sombria antes de dar o pontapé inicial nos planos do Lord das Trevas (afinal, quem poderia imaginar que ninguém iria acreditar em Harry?). Está tudo muito bom, tudo muito “à lá profecia”, entretanto “Harry Potter e a Ordem da Fênix” não é de imediato o ponto mais forte das aventuras do bruxo, mas consola os fãs por trazer um amadurecimento bem profundo e conveniente com as exigências que um público mais adulto anseia. De qualquer modo, quem aí não quer ver um testrálio?

**** (4,5/5)

Harry Potter and the Order of the Phoenix, Reino Unido/EUA, 2007
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 18min

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SAGAS: Harry Potter e o Cálice de Fogo

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

Consagrando-se cada vez mais como a saga mais lucrativa de todos os tempos, “Harry Potter e o Cálice de Fogo” aparece num momento crucial para a franquia, em que um amadurecimento imediato é o próximo capítulo a ser visto. Percebendo que tanto os livros quanto os filmes demoravam cerca de dois anos para serem apresentados ao público, Joanne Rowling tratou logo de encarar o fato de que seus leitores crianças agora são jovens e até mesmo adultos e exigem um enredo que seja desenvolvido conforme seu raciocínio mais apurado. Portanto, o 4º filme do bruxinho chega para trazer o que tem de melhor tem: muita ação, mistérios e feitiços!

A princípio, somos introduzidos a Harry Potter (Daniel Radcliffe) fora da casa de seus tios chatos, já na casa de seu melhor amigo Rony Weasley (Rupert Grint). Para apreciar o que o mundo da magia tem de melhor, ele, acompanhado da família Weasley e de Hermione Granger (Emma Watson), vão acampar para poder conferir o maior evento esportivo bruxo, a Copa Mundial de Quadribol. Assim que chega em Hogwarts, percebe que as coisas continuam mudando e uma grande competição entre as 3 maiores escolas de magia vem se aproximando. O Torneio Tribruxo escolhe um aluno de cada escola para participar de 3 tarefas cruéis e até mortais, exigindo que os mesmos tenham acima de 17 anos para poder se inscrever. No entanto, Potter acaba sendo um dos papéis sorteados inesperadamente, já que além de não ter a idade apropriada também se torna o 4º competidor. A partir daí, desperta uma série de acontecimentos que desencadeiam num chamado do próprio Lord Voldemort (Ralph Fiennes) para algo maior do reviver de seu domínio no mundo bruxo.


É muito inteligente de Rowling fazer uso de uma espécie de Olimpíadas para destacar um aprimoramento na estória e ainda atrair jovens leitores para se aventurar no contexto de sua obra. Temos aqui um dos melhores filmes de toda a saga (dessa vez, o roteirista Steve Kloves achou o auge de seu talento), devido ser promissor para o que está por vir nos próximos capítulos da franquia, influenciando na origem e na estrutura dos caminhos que somos guiados pelo jovem bruxo. Além disso, o mérito do diretor britânico Mike Newell (O Sorriso de Monalisa) é extremamente merecido, tendo em vista o modo como soube trabalhar com as características dos personagens e das situações, construindo um elo perfeito entre o antes e depois num controle que complementa o drama, a ação, o suspense e o romance. São de suma importância à presença dos atores Brendan Gleeson e Miranda Richardson interpretando, respectivamente, o professor excêntrico Olho-Tonto Moody e a jornalista sem escrúpulos Rita Skeeter, que dão o toque final para uma interpretação que beira tanto a comédia quanto a dramaticidade. Vale deixar claro que colocar Fiennes para viver o papel de Voldemort foi, de longe, uma das melhores escalações já feitas em toda a saga, onde o ator consegue fazer o vilão central como uma essência tão grande que chega a ser impossível não começarmos a odiá-lo desde já.

A fidelidade aos elementos e cenários do mundo mágico ainda é mantido pela equipe tão especializada em arte que é inevitável não ceder elogios. A trilha sonora também ganha um novo suspiro, agora idealizada pelo compositor Patrick Doyle, que dá a reação necessária para que todo o enredo siga de forma conclusiva, utilizando até mesmo de uma banda no Baile de Inverno, constituída por Jarvis Cocker e Jason Buckle, do Pulp, e Johnny Greenwood e Phil Selway, ambos do Radiohead. E se a melodia já está tão boa, o quê se pode dizer dos figurinos? Bom, são altamente feitos com precisão para a caracterização dos personagens e também contribuem para a elaboração de sentidos que aprofundem as tramas, dadas com direção própria e efetiva. Os papéis de Cedrico Diggory (Hogwarts),  Vitor Krum (Durmstrang) e Fleur Delacour (Breauxbatons), os escolhidos das escolas para o  Torneio Tribruxo, ficaram a cargo de, respectivamente, Robert Pattinsson, Stanislav Ianevski e Clémense Poésy, que souberam dar a dinâmica essencial das diferentes etnias e idiomas.  E se Harry tem tanta habilidade assim em lidar com situações extremamente perigosas, que vão desde escapar de um dragão Rabo Córnio-Hungáro até mergulhar nas profundezas do Lago Negro e enfrentar a pressão de um Labirinto Enfeitiçado, temos que aplaudir mais uma vez os efeitos especiais, que agora tratam de gerar um papel ainda mais indispensável para a realidade dos feitos.

A utilidade de “Harry Potter e o Cálice de Fogo” só fica mais eminente a cada cena teletransportada das linhas escritas por Rowling e traça uma propagação bem mais abrangente das ironias e típicas sensações de um jovem adolescente apaixonado, essas que dialogam com o amadurecimento sombrio necessário da saga. Nem mesmo as considerações de mistérios ou o confronto direto com o inimigo superam a insegurança e ansiedade de se convidar uma garota para o baile (que fique anotado)! Afinal, "embora falemos línguas diferentes e tenhamos objetivos diferentes, o coração que bate em nossos peitos é um só"!

**** (4,5/5)
Harry Potter and the Goblet of Fire, Reino Unido/EUA, 2005
Direção: Mike Newell
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 37min

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SAGAS: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

Tudo que a saga Harry Potter precisava para se tornar uma grandiosidade era, de fato, ter um lado mais sombrio e ao mesmo tempo trazer contemporaneidade, o que o diretor mexicano Alfonso Cuarón realizou com aplausos em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. Não mais tardar do que a Warner poderia financiar, foram investidos 130 milhões de dólares para produzir a 3ª aventura do bruxo mais famoso de todos os tempos, o que serviu como inspiração para a produção de efeitos especiais perfeitos (diga-se de passagem, impressionantes como em “O Senhor dos Anéis”) e uma nova caracterização de ambientes.

Dessa vez, vemos Harry (Daniel Radcliffe) mais maduro e vivendo as nuances de ser um adolescente, com emoções afloradas e uma paciência nada redundante. Logo de cara temos o início marcado pelo jovem na casa de seus tios, em que temos a convidada especial tia Guida (Pam Ferris), que não consegue evitar fazer comentários de mau gosto, acaba sendo “vítima” das façanhas de um bruxo irritado. Cansado desses parentes intrometidos e nada hospitaleiros, ele resolve fugir de casa e partir em busca de mais um ano de aventuras em Hogwarts quando é surpreendido por um Nôitibus Andante, um ônibus que transporta bruxos perdidos. No entanto, tudo parece estar diferente agora que o prisioneiro Sirius Black escapou da Prisão de Segurança Máxima de Azkaban, até então ninguém havia conseguido o feito, e mostra certo interesse em encontrar Harry a pedido de “você sabe quem”. Com isso, o Ministério da Magia insiste em enviar Dementadores, seres sombrios que se alimentam de cada ‘partícula’ de felicidade da alma das pessoas, para proteger a escola, o que pode piorar e muito as coisas.


Um dos pontos altos da nova adaptação se dá pelo aprofundamento dos personagens e de suas histórias, que baseadas assim podem dar uma notoriedade para o rumo mais sombrio da saga. Além disso, temos os muito bem criados Dementadores, que dão todo o clima tenso e ao mesmo tempo enigmático que a produção exige. Evidentemente, pode-se notar uma reformulação de todos os cenários (onde é que fica mesmo a casa do Hagrid?), que passam a se adequar aos nossos tempos e fazer referências às aparências mais perspicazes dos alunos – que agora não usam mais os frequentes uniformes pesados, mas sim roupas de adolescentes. Cuarón soube muito bem dialogar com os elementos apresentados na trama e transformar o reflexo que os próximos livros de J.K. Rowling reservam. Para completar o elenco, consta o ator David Thewlis, que vem para viver o novo e amigo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas (incrível como ninguém consegue permanecer no cargo; talvez o poder de inveja de Snape?), Michael Gambon, que agora interpreta Dumbledore – após a repentina morte de Richard Harris -, Emma Thompson, fazendo de forma brilhante a professora Trelawney (que tem o dom da arte da adivinhação) e Timothy Spall, o dentuço Pedro Pettigrew (impressão de que faltou queijo). Também vale levar em consideração o fluxo de atuações relevantes de Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, que aprenderam a proporcionar mais sensações de fidelidade aos espectadores enquanto estão em cena. Aqui, podemos desfrutar da história de um dos melhores livros do jovem Harry, quem dera tivéssemos um vira-tempo!

Embora as expectativas do terceiro filme tenham sido atingidas em alguns aspectos, é preciso ressaltar que o roteiro dessa sequência beira o trágico. Não há uma evidência clara de nenhuma conexão entre as tramas, parece que foram simplesmente jogadas e cabe ao espectador tentar compreender a sua maneira o que elas significam – não temos ganchos e nem mesmo pistas. O pior é que esse é um dos momentos cruciais da saga e traça a idealização de todo o contexto criado até então para depois iniciar toda a trajetória que se perdurará até a última produção. Decepcionante? Não, porém é visível uma organização não tão bem feita das descrições da obra literária, o que cauã um desconforto para quem assiste aparado somente pela produção cinematográfica. Para reviver as cenas de ação e emoção, vemos alguns instantes de Harry voando com o incrível Hipogrifo (constituído na conjunção de um cavalo com águia), que tornam toda a magia da computação gráfica ainda mais deslumbrante. Temos muitas cenas de comédia - incluindo a do Ernesto e a cabecinha do Nôitibus -, que dão uma 'pitada' mais carismática para a entrada do público jovem.

“Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” surge como um salvador do possível fim desagradável da saga, afinal é apresentado construções magníficas de cenários aliado a uma vislumbraste obra-prima de efeitos visuais e bons conteúdos introduzidos pelos atores. Trata-se de um divertimento razoável para quem deseja ter transportado para as telas um pouco da essência das páginas. O único empecilho pode ser mesmo você se deixar levar pela imprevisibilidade de seus próprios Dementadores!

*** (3,5/5)
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, Reino Unido/EUA, 2004
Direção: Alfonso Cuarón
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 21min

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SAGAS: Harry Potter e a Câmara Secreta

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por Léo Balducci

O texto a seguir faz referência à obra cinematográfica.

Enquanto muitos ansiavam pela estreia de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” nos cinemas norte-americanos, toda a produção envolvida já começava a cuidar da sequência, que prometia trazer uma sensação mais sombria à saga. De fato, “Harry Potter e a Câmera Secreta” conseguiu ter elementos mais sombrios, mas que se ofuscou perante uma trama desenvolvida no foco do tema principal, sem contar as nítidas vezes em que alguns splots são jogados e desperdiçados.

Para o segundo ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a visita do elfo doméstico Dobby, que tenta evitar que o bruxo retorne aos estudos avisando-o que há uma grande ameaça na escola. Não dando ouvidos, o garoto, agora com 12 anos, continua sua jornada em busca de mais aventuras (aprender que é bom, nada né) e logo de cara se depara com seu novo Professor da Arte de Defesa Contra as Trevas, o galã escritor de livros Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh). No entanto, estranhos casos começam a acontecer, incluindo alunos sendo petrificados, após o mistério que ronda a Câmera Secreta, que acaba de ser aberta – libertando assim todo o mal que há nela – pelo herdeiro de Sonserina.


Durante todo o roteiro, temos algumas explicações sobre o enredo, como a construção de Hogwarts pelos bruxos que dão origem aos nomes das casas comunais, porém nenhum deles consegue se estender devido à falta de seguimentos que o filme procura estabelecer (Só Dumbledore anunciando os professores pra gente entender). As cenas de ação são muito mais presentes e não dialogam corretamente com as ações dos personagens, que aqui tem suas características deixadas de lado, onde embora o jogo de quadribol tenha sido elogiável e de tirar o fôlego - apesar da fraca atuação de Tom Felton -, não consegue suprir toda a carência de tramas, que acarretam no baixo ritmo que o longa acaba por gerar em algumas partes. Outro ponto negativo destacado é a falta de emoção indicada na cena final, em que o medo e a tristeza não se fazem tão impostos assim, e a demasiada ausência de drama, que de novo parece ter sido ocultada para não prejudicar o andamento do processo de descobrir o mistério. O constante caso de acusar Harry de ser o tal herdeiro de Sonserina soou tão unânime que não contribuiu em nada para alavancar uma hipótese que deveria persistir até o final.

No entanto, a direção de arte mais uma vez merece grandes aplausos por projetar de forma espetacular todos os cenários descritos na página do livro de J.K. Rowling e centralizar cada detalhe numa minuciosa análise de ambiente e conexão (ainda não alcançado) entre os mesmos. Os efeitos visuais continuam sendo prioridade no filme (como não achar perfeito o desenho digitalmente de Dobby?) e o americano Chris Columbus soube trabalhar com precisão no modelo que deseja disso. Desse modo, temos feitiços mais bem introduzidos ao longo de sua necessidade e uma encenação que parte dos ótimos (alguns) atores adultos já consagrados, que agora recebem o reforço de Kenneth. Entretanto, nota-se uma lacuna na intertextualidade conclusiva de todo a estratégia da produção (a murta que geme teve uma importância tão mínima que virou mesmo motivo de cenas cômicas e nada mais).

O retorno do bruxo foi marcado por um carro quase destruído pelo salgueiro lutador, o medo intimidador de Rony pelas aranhas e a incessante procura pelo basilisco. Ainda que seja melhor que o primeiro, “Harry Potter e a Câmera Secreta” serve como um bom divertimento para o público infato-juvenil (ainda predominante) e a evidência do desafeto do diretor para com o desenvolvimento seguro tanto de seus personagens quanto de cenas que exigem grande teor de aprofundamento. Só faltou mesmo o Voldemort comendo pipoquinha!

*** (3,5/5)
Harry Potter and The Chamber of Secrets, Reino Unido/EUA, 2002
Direção: Chris Columbus
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson
Duração: 2h 41min

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