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As novas séries da CBS para a temporada 2013/2014

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por Léo Balducci

Chegamos à época em que várias das nossas séries favoritas entram no hiatus de fim de temporada e nos fazem ficar se boca aberta (ou não) com suas ‘season finale’, e o único estímulo que se pode ter é colocar em ordem os episódios atrasados. Por outro lado, é agora também que todas as emissoras divulgam sua nova grade de programação, alterando horários e mostrando as já tão aguardadas novas séries.

Esses anos têm muitas surpresas e obviedade para a próxima ‘fall season’ (que começa a partir de setembro), porém acima de tudo temos promessas incríveis de produções de alta qualidade e que devem dominar seus horários em audiência. Para isso, preparamos esse especial para exibir os novos hits (e talvez alguns fiascos) da CBS.


A emissora de maior audiência nos Estados Unidos continue firme e forte ao reformular sua grade de programação, fazendo uso de bons horários e ótimos lead-in para seus prováveis hits. Como de costuma, a maior parte das estreias ainda é de comédias - muito bem planejadas por sinal - sendo as mais aguardadas “Mom” e “The Crazy Ones”. Enquanto a série que recebe o título materno terá Anna Faris como protagonista e produção de Chuck Lorre (criador de “Two And Half Men”, “The Big Bang Theory” e “Mike & Molly”), a parte da loucura num ambiente de trabalho ficará por parte de Sarah Michelle Geller – que está retornando à TV após a regular, mas cancelada, “Ringer” – e o incrível Robbie Williams – que traz a grande aposta de astros da temporada.

The Millers
Quando finalmente consegue se divorciar de um casamento de três anos, Nathan Miller vê que sua liberdade de solteiro pode estar com os dias contados se sua mãe realmente for viver com ele depois do inesperado rompimento da relação de seus pais – que teve como inspiração sua própria decisão.

The Crazy Ones
Sendo o maior responsável pela sua bem-sucedida agência de publicidade, Simon Roberts (Robie Williams) percebe que sua tarefa de pensar em bons meios de criar propagandas não é mais tão fácil quando sua filha Sydney (Sarah Michelle Gellar) é sua sócia e se nega a aceitar seu lado criativo e louco de colocar a empresa para frente.

Hostages
 
A conceituada cirurgiã Dra. Ellen Sanders (Toni Collette) se vê numa bela enrascada quando tem sua família sequestrada pelo criminoso infiltrado no FBI Duncan Carlisle (Dylan McDermott). Acontece que como ela é a responsável por operar o Presidente dos Estados Unidos, será obrigada a deixar o homem mais poderoso do mundo morrer se quiser ter sua família livre novamente.

Intelligence
O espião Gabriel (Josh Holloway) acaba de receber um chip especial implantado em seu cérebro que permite acessar diretamente fontes globais, wifi, telefone e até mesmo satélites. Acontece que o chip também faz com que as informações sejam transmitidas por sua mente em 3D bem diante de seus olhos, fazendo com que ele não consiga distinguir o real do imaginário.

Mom
Ana Faris é uma mãe solteira de 2 filhos que só sabe se meter em várias confusões seguindo alguns conselho de sua nada responsável mãe (Allison Janney). Mesmo tendo que agir como uma figura materna, ela mal consegue resistir às tentações de um mundo bem complicado.

We Are Men
Após ser abandonado no altar por sua noiva, Carter resolve se mudar para uma espécie de república com quem divide espaço com mais três homens solteiros. Como se não bastasse ele vai ter que aturar a personalidade diferente de cada um, sendo o jeito conquistador de Frank Russo (Tony Shalhoub), o pai que tem problema com relacionamentos amorosos Gil Bartis (Kal Penn) e o ginecologista antiético Stuart Strickland (Jerry O’Connel).


Quem deve hitar: “The Crazy Ones”, “Mom”, “Intelligence” e“Hostages”.

Quem deve flopar: “We Are Men”.

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Por que assistir "2 Broke Girls"?

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por Léo Balducci

Se existe uma comédia que não inibe preconceitos e usa sátiras sem escrúpulos do cotidiano, essa é 2 Broke Girls! A série se mostrou uma forte concorrente dos maiores sitcom dos Estados Unidos, como “The Big Bang Theory” e “Modern Family”, ao apresentar um enredo tão condizente com os dias de hoje que fica inevitável não rir, sequer uma vez, com as piadas internas e inegavelmente engraçadas de Max e Caroline. As duas amigas “botam pra quebrar” e não hesitam em passar pelas situações mais embaraçosas e desagradáveis possíveis para tirar risadas dos espectadores, dando de praxe uma audiência bem satisfatória para os patrões altos da CBS (ela, geralmente, domina as noites de segunda dos shows roteirizados).

A produção narra à busca de Max (Kat Dennings), pobretona que convive desde o berço com as nuances da vida sem dinheiro, e Caroline (Beth Behrs), a filha rica da família Channing que perdeu tudo, para almejarem seu maior sonho: abrir uma loja de cupcakes. Ambas trabalham como garçonetes numa lanchonete, onde a maior parte das piadas é tirada, e dividem um apartamento em Williamsburg, no Brooklyn, Nova York. Além disso, temos personagens como Han (Matthew Moy), o coreano dono da lanchonete em que as garotas trabalham e que é alvo de “zoação” delas por ser baixo e um pouco afeminado para o gosto de muitos, Oleg (Jonathan Kite), o cozinheiro safadão que não perde uma oportunidade de falar ou insinuar ações sexuais, Earl (Garrett Morris), o nada administrador da lanchonete que parece sempre estar chapado, e Sophie (Jennifer Coolidge), a polonesa vidrada em sexo (parceira de Oleg nisso) que ama cupcakes e que não evita em ser a mais inconveniente e engraçada do grupo.


Todo o caminho que as duas garotas fazem para tentarem abrir sua nova loja vai por água a baixo na maioria dos episódios, principalmente, por acontecimentos inusitados que liberam o melhor do equilíbrio cômico das personagens. Ao final de cada episódio, temos as cifras dos dígitos de quanto elas conseguiram juntar (que acaba por ser bem desastroso). Não há como negar que a série é bem basicão e popular, abusando dos privilégios que recebe e não se prendendo a conceitos comuns ou normais estabelecidas. Na verdade, temos muitas piadas preconceituosas (que parte mais da Max) e que dão todo o ritmo que a sitcom precisa para atrair e satisfazer seu público, afinal vivemos num mundo em que o bullying é constantemente citado como forma de agressão moral, mas que se esquecem de sua própria moralização perante sua ética e comportamento na sociedade. Faz parte “zoarmos” (com a dosagem certa) a personalidade de cada um, e 2BG sabe muito bem como fazer isso com os diferentes estereótipos.

Enfim, “2 Broke Girls” é àquela série que te faz rir dos outros, porém mais pelo que eles representam diante de uma cidadania tão imperfeitamente questionável em que todos podemos fazer o que quisermos desde que arcarmos com as consequências. Não é nenhuma comédia leve, muito pelo contrário, e é exatamente isso que a faz um sucesso, assumindo a posição de apenas entreter num humor às vezes negro sem preceitos!


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