Partindo para uma emoção a mais, temos Tattooed Heart, que entra como uma
baladinha que trabalha muito bem a voz de Ariana, tirando um ritmo muito
gostoso pra gente mesmo cantar. É tão bom ver como ela consegue se sente tão
confortável usando vários tons de voz! Depois temos um semi-hip-hop em Lovin'
It, que pode não ser a melhor música do álbum, mas cumpre seu papel em mostrar
outro lado da cantora, mesmo que ela não seja muito bom nele. Esse refrão tão repetitivo acabou se tornando
bem usual, mas quem não gosta de cantar junto? Continuando com seu modo
romântico de ser, Piano aparece como o mais clichê possível, embora traga
elementos bem mais pop. Mas se você acha que não gostamos, pense de novo! É uma
das mais animadas e tem um entretenimento fácil, com todas as suas batidinhas e
essa voz que não cansamos de ouvir (tem grandes chances de ser single por
influência da gravadora).
Novamente em sua zona de conforto, temos Daydreamin’. A faixa não traz nada
de novo e pode até soar um pouco “mais do mesmo”, mas colocam boa parte das
emoções nos versos e se torna tão singela ao ponto de mudar esse conceito.
Vemos agora The Way, que é ou não uma das melhores coisas que já ouviram esse
ano? Então, essa é a música que qualquer médico receitaria para dor nos
ouvidos, audição elevada de farofas ou recalque mesmo! O dueto com o rapper Mac
Miller combina perfeitamente com o ritmo e tom de Ariana, e esse refrão é tudo
de bom! Tudo que pedimos nas nossas rezas! Tudo que as invejosas temem! Tudo
que amamos no seu jeito! E pra ficar melhor, só mesmo You’ll Never Know!
Temos aqui mais outro GRANDE trabalho dela, atribuindo boas pegadas de ritmo e
melodia e é nossa preferida pra cantar junto. A letra é simplesmente a melhor
pra jogar na cara daquela pessoa lá que agora nunca vai saber!
E como amamos tudo isso! A próxima é a baladinha Almost Is Never Enough, uma
parceria com Nathan Skykes (do The Wanted) e atual namorado da Arianinha. Tem
um das letras mais apaixonantes e ainda batidas calmas de R&B que deixam
ainda mais evidente o potencial vocal de ambos. E para quem disse que Nathan
estava na pior... Basta ouvir essa voz que tudo muda. A música é tão gostosa de
ouvir, pois é clara a química entre eles e suas vozes se dão muito bem na melodia.
Talvez aqui vemos o erro mais notável do repertório com Popular Song. A
parceria para o álbum de MIKA deveria ter mesmo ficado só no álbum dele. É
lógico que foi uma jogada da gravadora, para familiarizar o som mais pop que a
canção carrega, mas ela se mostra totalmente perdida no disco. Sem contar que
ela nem é tão boa assim, com um ritmo e letra bastante previsíveis! Por fim,
mas nunca menos importante, a semi-farofenta Better Left Unsaid vem a ser
mais comercial em questão de ‘feita-para-baladas’. Ela não é nenhuma faixa pronta
para agitar as pistas (e é por isso que gostamos tanto), mas marca presença
numa vibe mais electro e uma introdução linda de piano, além do claro sinal de
dubstep. Caíamos na tentação quando depois da voz dela vem o tão conhecido “If you wanna
party, put your hands up”. Ela veio é pra sambar!
Só para contar, o Yours Truly pode até não ser o melhor álbum do ano, mas
não há como negar que é a melhor introdução para uma nova artista. O disco, que
estreou no topo da Billboard 200, é cheio de referências a grandes nomes (como
a própria Mariah) e estimula esse sentido de menos é mais (como Justin
Timberlake tem feito esse ano). No final, o CD acaba com aquela sensação de “quero
mais” e que poderíamos ficar ouvindo essa sua voz o dia inteiro. E esperamos
que essa ARIANA possa ter ainda um GRANDE futuro na musica!